sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Escapadinha

Segunda-feira faço anos.
Estou a dias de ter o 4º filho.
Não durmo uma noite decente há meses.
Estou cansada.
Decidimos então fazer um fim-de-semana a dois, bem pertinho de Lisboa, mas num sítio lindo e com um aspecto tãoooo sossegado que parece longe de tudo. Será a minha comemoração serena e antecipada de aniversário. Este ano, ao contrário de todos os outros, não haverá festa, que não me sinto com coragem para isso.



Ainda assim, e porque nunca se sabe… aqui a jeitosa vai levar a mala do bebé na bagageira e o kit de criopreservação da Cytothera também. Mulher prevenida vale por duas.


(se viajarem, grávidas, levem os vossos kits convosco. E, no caso de optarem pela criopreservação, não tratem do assunto muito para o final da gravidez que os partos nem sempre acontecem às 40 semanas).

Cheirinho irresistível a bebé

Pó de talco. Um cheirinho irresistível a pó de talco já reina cá por casa.
Adoro.



40 anos

Hoje, uma das minhas grandes amigas faz 40 anos. Conhecemo-nos há 17 anos e temos acompanhado as vidas uma da outra. Os amores. Os desamores. O primeiro emprego. As chatices com os chefes. Os filhos. As alegrias. As tristezas. A profissão, que é comum. Chegámos a viver no mesmo prédio, no mesmo andar, paredes meias. Nessa altura, trabalhávamos também no mesmo edifício. Já partilhámos tanto. Umas vezes mais próximas, outras mais distantes. Sempre amigas.
Hoje ela faz 40 anos e vai dar uma grande festa. E eu tenho estado aqui a ver se o miúdo se aguenta dentro da barriga para poder estar presente e dar-lhe aquele abraço. Em princípio, se não houver mais nenhum desaire como o acidente matinal, acho que vou conseguir. Só não prometo que consiga corresponder ao mote da festa, que é a dança. O meu médico torce-me o pipo se sabe que danço. Mas mesmo sem ordem para o fazer, estarei lá para a ver dançar e ser feliz. E isso basta-me.
Parabéns, Joãozinha.

A reportagem da SIC em que o desespero de um pai é audível (e magoa)



É tão pungente.

Deixo, de novo, o NIB da Eugénia Queiroz (mãe):
0035 0655 0000 1439 200 65

Partilhem...

E agora para algo realmente grave

A Genny e o Gonçalo estão a viver no Dubai há pouco mais de um ano. Ela estava grávida de 25 semanas e deu entrada no hospital com uma pré-eclampsia grave. A tensão altíssima não baixou, pelo contrário, e a Genny corria sério risco de vida. A única forma de a salvar era fazendo nascer a Margarida. Mas… a bebé tem um nível de prematuridade brutal. Pesa cerca de 400 gramas.
Pior que isso é o facto de o seguro não comparticipar e o hospital cobrar 2000 euros POR DIA pela estadia de mãe e filha. A mãe está quase a ter alta mas a bebé vai ficar a lutar pela vida e estima-se que fique internada durante muito, muito tempo.
Os pais estão desesperados. A conta já vai em 14 mil euros. São gente como nós, a quem uma tragédia bateu à porta, inesperadamente. Estão num país que não é o seu, e não consigo imaginar cenário mais assustador.

Deixo-vos o NIB da Genny (Eugénia Queiroz).
0035 0655 0000 1439 200 65
Ajudem. Por favor.
Querida Margarida, pequena lutadora: desejo-te tanta, tanta sorte. 

Dia das bruxas - que las hay...

Estava toda contente por ter deixado uma bruxinha na escola, orgulhosa da sua cara verde, o chapéu em bico e a sua varinha mágica de abóbora com luz quando, a fazer a rotunda, apanho um anormal que entra a abrir, sem qualquer noção das prioridades. Eu, que não sou de me ficar, buzinei-lhe. Ele, que deve ter pouca tolerância a ser admoestado por condutores do sexo feminino, decidiu então fazer a boa acção do dia: travou a fundo e parou. Eu, que podia esperar tudo menos aquela travagem sem motivo, enfaixei-me nele. Por trás. Acho que não preciso de vos dizer o estado de nervos em que fiquei. Baby M também não apreciou o embate, porque deu mais piruetas que nunca e deixou-me cheia de contracções e muita vontade de vomitar.
A coisa resolveu-se civilizadamente, embora para vos ser franca me apetecesse ser tudo menos civilizada para com uma besta destas.
Já passou. Foi só chapa, felizmente. Podia ter sido grave mas não foi, é nisso que tenho de pensar.
Agora vou ali desmoronar no sofá, a ver se sossego o bicho, que está com soluços desde então.




Começar mal o dia

Dentro do carro, com o colete amarelo vestido, o triângulo colocado lá atrás, à espera que a polícia chegue. Um porco entrou à maluca na rotunda, eu buzinei, e o gajo travou de propósito para eu lhe bater. Conseguiu. Bati.

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Mom and boys (in and out)


Fotos de Pau Storch, da MagmaPhoto.

Notas:
1. A primeira foi cortada por mim, para não se ver que, em vez de pés, tenho patas - desculpa o crime de lesa foto, querido Pau Storch, mas teve mesmo de ser.
2. Na segunda, acho que o meu olhar diz muito sobre o trabalhinho que este adolescente me tem dado ultimamente (sim, sim, já sei que é só o princípio…)

Merceditas

Já tinha sucumbido a umas bordeaux, agora vieram as azuis escuras.
Macias e confortáveis, que a princesa da casa é uma chata com os pés (dói-lhe sempre atrás, à frente, de lado… Pfffffffffffffff).
Ambas da Myu Baby.


Estou com azia… e não é da gravidez

A primeira página do Correio da Manhã de hoje, se não é ilegal, devia ser.
Não a reproduzo aqui por respeito ao visado, por respeito a quem vem aqui a este blogue, e também por pudor e asco.
Basicamente, publicam-se fotos do actor José Carlos Pereira em estado muito pouco recomendável, numa festa em casa com "amigos", antes de ter sido internado numa clínica.
Eu já nem falo nas bestas que ele tem por amigos. Na verdade, se eu tivesse amigos assim provavelmente também me entregava ao álcool para esquecer. Que tipo de gente é que entrega fotos de um amigo naquele estado a um jornal, é o que me apraz perguntar.
Mas pronto, isso já fica com a consciência de cada um - ou com a imoralidade de cada qual.
Agora… que um jornal decida fazer capa com imagens tiradas sem autorização do próprio, numa festa privada, dentro de casa, isso é que eu gostava de saber se é permitido. Que é nojento, isso é. Mas e legal? É?
Se é, altere-se a lei, por favor.
Se não é, alguém faça alguma coisa.
Porque não pode valer tudo.
A sério. Não pode mesmo valer tudo.