quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Cão mimado

A Lucília e a Isabel, que são irmãs e fazem peças muito giras, enviaram uma plaquinha para o Mojito ter ao pescoço, em forma de osso. :)
Também enviaram um porta-chaves maravilhoso, que hei-de aqui mostrar em breve.
Obrigada!

Podem encontrá-las AQUI.

Anúncio de emprego



terça-feira, 15 de Abril de 2014

Respirar!


Estou há uma semana e meia em apneia.
À espera de notícias e a temer o pior. A preparar-me para o pior.
Ontem à noite veio o veredicto: está tudo bem. Até ver está tudo bem.
E eu, que estava no fundo, vim à tona. E respirei.
Uma golfada de ar imensa, daquelas que inundam os pulmões.

Obrigada a todos pela vossa preocupação, pelos comentários, pelos emails.
A vida não é sempre cor-de-rosa.
Nem sempre corre bem.
Felizmente, neste caso, compôs-se depressa.
Esperemos que assim se mantenha.

Esta quinta-feira, dia 17, numa livraria perto de si


Foi um livro difícil. Com dezenas de entrevistas a mães e com entrevistas a duas mãos cheias de pediatras, obstetras, psicólogos, psiquiatras. Tem partes bem humoradas, que pretendem brincar um bocado com esta ideia da culpa que parece perseguir-nos, mães, mas tem capítulos muito duros, de culpas bem menos prosaicas como a culpa que se sente quando se perde um filho (ainda que não se tenha, efectivamente, culpa alguma).
Saiu-me do pelo porque me deu muito trabalhinho. Não foi só debitar parvoíces. Teve investigação, muitas horas de conversa com muita gente e depois arrumar tudo numa sequência com sentido.

Espero que gostem do meu novo "filho", nas livrarias a partir desta quinta-feira, dia 17 de Abril.
O convite para o lançamento chega aqui ao blogue em breve - mas a apresentação, ficam já a saber, é no dia 23!

Passatempo Odisseias e Cocó na Fralda

Termina hoje, às 23.59.
Ainda não concorreram?
Vejam só o que perdem: Um fim-de-semana aqui.
Todos os detalhes do passatempo AQUI.
Boa sorte!

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Culpa

Já alguma vez gritaram com os vossos filhos e, a seguir, sentiram uma culpa de morte?
E aquela palmada no rabo, que vos ficou a doer mais a vocês do que a eles?
Perdem a cabeça com os T.P.C e, a seguir, enchem-se de remorsos pela vossa impaciência?
Culpam-se por terem chegado tarde a casa e só já os terem visto a dormir?
Por não gostarem de brincar?
Por não saberem fazer empadão, jardineira e todos aqueles pratos que preencheram a vossa infância (e vocês a repetirem os estafados douradinhos para o jantar dos vossos lindos rebentos)?

Dia 17 (esta quinta-feira) chega às livrarias um livro escrito a pensar em vocês, mães atormentadas pela culpa.

domingo, 13 de Abril de 2014

Os eventos deste fim-de-semana que eu perdi

Este fim-de-semana, por culpa cá de coisas, falhei dois eventos a que gostaria de ter ido.
No sábado foi o aniversário do Correr Lisboa. Quem diria que já tem um ano? O Correr Lisboa é uma plataforma online que tem posto Lisboa a correr. O Bruno e a Sandra são das pessoas mais empenhadas, vibrantes e apaixonadas que já conheci. Meteram-se nisto das corridas e, de repente, estavam a organizar treinos solidários com centenas de participantes, envolvidos em provas, entrevistados para não sei quantos programas de televisão. Parecem uma equipa gigante e são só dois. O seu dinamismo e força de vontade são, sem dúvida, de louvar. E eu gosto muito dos dois. Parabéns pelo aniversário, meus queridos. E desculpem não vos ter ido abraçar.

Hoje, domingo, falhei a Páscoa das Princesas, nas Amoreiras (e já na semana passada tinha falhado uma tarde de raparigas). A Catarina Beato é outra cuja garra e determinação são dignas do meu espanto e orgulho. Meteu na cabeça que queria emagrecer, comer coisas saudáveis e fazer exercício e é vê-la a comer sementes e bagas e a deleitar-se como se estivesse a devorar croquetes do Gambrinus, ao mesmo tempo que corre como uma gazela. Gostava de ser assim mas nunca consigo levar os meus intentos tão longe (no que toca aos morfes e aos runnings). Parabéns pelo evento, miúda! E para a próxima... estou lá!

Só para quebrar o silêncio




Não se deixem enganar por este olhar fofinho.
Este é um cão do demo.
Não tem intestinos - tem mangueiras dos bombeiros prontas a despejar dejectos.
Não tem bexiga - tem uma ligação directa ao chão.
Já esteve mais longe de andar com fralda.
Nesta fase da minha vida digamos que não tenho os amanheceres mais doces. Mas torço para que ele aprenda. Um dia.

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Tão bonito.



Dia dos irmãos

Já passa da meia-noite mas não podia deixar de vir aqui dizer que a minha irmã é a melhor do mundo e que eu a amo de paixão. Quando estamos por perto somos mais felizes e quando ela se vai eu sofro sempre muito (ando há anos a sofrer por ela, que passou quase toda a vida longe de mim, grande malvada).
Deixo aqui duas fotos, que têm uns 25 anos de diferença, mas que nos mostram com os sorrisos com que ficamos, sempre que estamos juntas.



























Amo-te muito, minha pequenina. Tu sabes.

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Passatempo Odisseias e Cocó na Fralda

Lá porque ando para aqui com as minhas coisas, não quer dizer que vocês não possam ser felizes e ganhar alguma coisa com este blogue, não é verdade?
Quem quer passar um fantástico fim-de-semana neste maravilhoso hotel?





A Odisseias vai oferecer duas noites no Hotel do Lago Montargil, um cinco estrelas onde vão ser felizes de certeza absoluta.
Para ganharem este fantástico prémio, o que têm que fazer?
1 - Escrever uma frase/ verso/ poema, que inclua a palavra "Odisseias", em que nos provem que são realmente as pessoas mais merecedoras à face da terra deste fim-de-semana de sonho, para o email passatemposodisseias@gmail.com
2 - Fazerem like nas páginas de Facebook do Cocó na Fralda e da Odisseias.

Têm até à próxima terça-feira, dia 15 de Abril.

TRÊS NOTAS IMPORTANTES: 
1 - O vencedor tem de usufruir deste fim-de-semana até ao fim-de-semana de 24 e 25 de Maio.
2 - O fim-de-semana é válido para um casal. Se quiserem levar crianças terão de pagar directamente ao hotel pela cama extra [cama extra para criança até 12 anos: 12€ (mediante pedido); cama extra a partir dos 13 anos: 24€/noite. Máximo de uma cama extra por quarto, sempre on request (mediante pedido e pagamento directamente ao hotel)].
3 - O vencedor compromete-se a relatar-me a experiência (parte dela, vá, dispensamos os detalhes íntimos) e a fornecer algumas fotos do fim-se-semana para publicar aqui no blogue.

Boa sorte!

terça-feira, 8 de Abril de 2014

Rir é sempre o melhor remédio

Tinha de cá vir contar isto, que é tão bom. Então não é que li algures que agora tenho um cão porque as crianças estavam a ficar crescidas e o blogue já não rendia?
Ahahahahaahahahahahahahahahahaah!
Obrigada!
Muito obrigada por me fazerem rir. Estava a precisar tanto que nem vos passa pela cabeça!

(é claro que uma pessoa se mete a ter um cão para ter audiências! Aliás, aqui para nós que ninguém nos ouve, eu só tenho três filhos para o blogue render, na verdade nem os gramo assim taaaanto! Aguento-os, vá! E se me desse na mona de me meter a fazer o quarto filho seria, sem sombra de dúvida, pelo mesmo motivo: visitas ao blogue! Que toda a gente sabe que a malta tem cães e filhos e vida apenas e só para alimentar páginas da internet.
Tão divertido…)

P.S.1: É bom que venham mesmo cá muitas vezes - é que já limpei tanto cocó e tanto xixi que ou esta merda rende a sério ou então vou ter de tomar medidas drásticas. É que passo o dia de esfregona em punho! Até estamos a pensar mudar o nome do bicho de Mojito para Burrito, de tanta vez lhe mostrarmos o jornal e ele nada! E o dinheirão em vacinas? E a ração? E o raça do bicho que deu em ser alérgico à mordida da pulga? Finório! É bom que chovam visitas ao blogue e publicidade, pá, senão isto não compensa!

P.S.2: Por acaso o blogue nunca teve tantas visitas como nos últimos tempos (antes do cão)… mas façamos de conta que não e que o cão vai salvar-me de morrer à fome. Ah! Espera! Eu não vivo do blogue. Ops. Então... façamos de conta de novo.

P.S.3: Sosseguem as bloggers que têm cães protagonistas. Nada temam. O Mojito não vos fará sombra. Farei questão de postar pouca coisa sobre ele, para que os vossos bichanos prossigam a via do estrelato!


E agora, com a vossa licença, vou limpar mais caca. Assim mole e fumegante, com um cheiro de revirar as entranhas. Mas sem problema porque agora é que este blogue vai virar um su-ce-sso! Já oiço o tinir das moedas. Já cheiro o perfume das notas. Já vislumbro um palacete à beira-mar. Aúuuuuuuuu!


(estou mais animada, como vêem. O humor resgata-me sempre).

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Prometemos ser breves

Às vezes a vida deste lado do ecrã, na sua intimidade impartilhável, toma dimensões que não permitem posts de qualquer ordem, sejam eles animados, tolos, fúteis, tristes, divertidos ou inspirados. Às vezes não dá mesmo para escrever, por muito que se tente. Desculpem qualquer coisinha.

quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Um Audi? Não pode ser uma carrinha de caixa aberta?

Tão bom…

Mojito vai ao médico (tipo a colecção da Anita - Anita Mamã, Anita viaja de Comboio, Anita nas férias...)

A veterninária desmanchou-se a rir com o nome dele. Esteve a avaliá-lo, diz que está fino mas que, por prevenção, vai esperar mais uma semana para fazer as primeiras vacinas, não fosse já ter apanhado alguma maleita lá na quinta onde vivia solto, livre e feliz, em algum contacto furtivo com um cão da vizinhança. Depois, serão dois meses sem sair à rua (secaaaaaaaa) por causa das parvoviroses e outras doenças que tais. Mojito pesa 3,600 kg e é capaz de vir a ser um matulão. Dá-me ideia que talvez não seja parvo de todo porque, para cão que vivia ao ar livre, sujeito aos elementos, acostumou-se muuuuito depressa ao conforto do lar. E aprendeu num instante a apreciar a sua cama, que é onde passa a maior parte do dia, dormitando. Cheira-me que este vira-lata vai virar um burguês em menos de um ai.

Rendida

Às vezes acho que já não é possível ficar rendida a um perfume. Tenho alguns de sempre (um deles foi descontinuado há uns anos mas eu continuo a encontrá-lo num site americano e a mandar vir) e depois às vezes vou às perfumarias e saio cheia de dores de cabeça por ter abusado nas snifadelas. São tantos, tantos perfumes que não sei como é possível que continuem a produzir odores diferentes.
Este... foi amor ao primeiro olfato. Tem um cheiro fresco, a lavado. Muito bom.

A primeira noite

A primeira noite não foi tão má como eu estava à espera. Mas, lá está, o melhor é sempre esperar o pior que é para ter sempre boas surpresas. Quando lhe fechámos a porta da cozinha largou naturalmente numa choradeira de dar dó. O Ricardo arregalou-me os olhos e impediu-me de lá ir consolá-lo. Ainda fui só uma vez, metê-lo na cama e dizer que dormisse. Chorou uns 10 minutos mas depois caiu ferrado a dormir.
Às 4h da manhã acordei com o seu choro insistente. Mas nem me mexi, que estava de rastos. Deu-me pena mas pensei: é bom que percebas que isto não vai lá com chantagens emocionais. É mais ou menos como o lema "hard school, easy life", qualquer coisa tipo "hard begining, easy future". Acabou por adormecer.
Às 6h o ganido foi mais forte. E esgravatou na porta. Fui lá. Uiiiiiiiiiiiii! O cenário de horror! 5 xixis, 4 cocós. Ensonada e levemente praguejante, peguei nas toalhitas, na esfregona, e pus-me a limpar tudo. O fedor era de dar a volta ao estômago e foi preciso andar com o nariz tapado, para evitar ter de limpar a minha própria indisposição. É o que chamo de manhã animada! Mas depois olha-se para este focinho de Madalena arrependida e passa tudo. Isso e ver os miúdos levantarem-se da cama num salto, sem fitas, sem "tenho sonoooooooooo". Mojito promovido a cão-despertador e com muito sucesso!

É oficial: este blogue vai mudar de nome

… para Cocó no Chão.

Cacau quente

A agência BAR é a responsável por esta fabulosa campanha para a ONG Inspirit. Vale a pena ver. E ajudar.

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Mas que alegria tão grande!



Agora sim, Mojito a caminho de casa!


É ainda mais fofo ao vivo do que nas fotos e vídeos que a Dora me foi enviando. Um doce!

Não farás este tipo de coisas, Mojito #5

Aaaaaaaaaaaaaiiiiiiii!

Projecto Troika

Quem são? 
São 8 fotógrafos e um documentarista.
O que propõem? 
Fazer um documento visual, para memória futura, que mostre as consequências e resultados na sociedade portuguesa das intervenções impostas pela Troika e pelos sucessivos cortes.
Que legado vão deixar?
Da reflexão destes 9 artistas, resultará um livro que integrará os projectos fotográficos e de vídeo desenvolvidos.
Do que precisam para o fazer?
De dinheiro. Mais concretamente de 15 mil euros, que é o valor que permitirá cobrir as despesas da publicação do livro e do DVD (é um projecto de autor, sem editora associada ou qualquer outra organização, empresa ou entidade).
Como pode fazer para apoiar este projecto e, desse modo, garantir o seu próprio livro/filme?
Ao contribuir, assume o compromisso de fazer parte deste projecto e passa a ser o décimo elemento. É simples:
1 - Registe-se no site www.projectotroika.com (botão Sign IN)
2 - Escolha como quer apoiar o Projecto Troika (botão Apoiar)
3 - Confira o valor do seu donativo, preencha os seus dados e finalize a sua encomenda.

Compromisso 1€: Um grande obrigado de 9 fotógrafos
Compromisso 5€: Um grande obrigado de 9 fotógrafo e um postal com uma das imagens do Projecto Troika, assinado pelo autor.
Compromisso 25€: Um grande obrigado de 9 fotógrafos, o livro Projecto Troika e o filme em formato DVD, entregues pessoalmente.
Compromisso 30€: Um grande obrigado de 9 fotógrafos, o livro Projecto Troika e o filme em formato DVD, entregues pelo correio.
Compromisso 150€ ou superior: Um grande obrigado de 9 fotógrafos, o livro Projecto Troika, o filme em formato DVD, um postal de cada um dos fotógrafos, assinados pelos próprios e uma impressão digital em papel de arquivo 30X40 cm (aprox.) de uma imagem à sua escolha do Projecto Troika.

E se não conseguirem a verba necessária, o que acontece aos vossos donativos?
Como esta é uma edição de autor, só garantem a publicação do livro se conseguirem angariar todo o dinheiro necessário e uma pré-compra de pelo menos 500 exemplares. Se tal não acontecer e os fundos angariados não preencherem a necessidade financeira para a publicação, o dinheiro respeitante à compra e envio do livro será devolvido na íntegra.

Mas não queremos que isto aconteça. Eu, pelo menos, não queria mesmo nada. Por isso, mal acabe de escrever este post, vou fazer o compromisso 25€ para receber o livro pessoalmente (que assim até posso rever um ou dois fotógrafos que conheço, com quem já trabalhei e de quem gosto muito).



www.projectotroika.com

terça-feira, 1 de Abril de 2014

Não farás este tipo de coisas, Mojito #4


Se me atacas os livros... vamos assistir à Mulher que Mordeu o Cão

Mada, a alpinista

Assim do nada:
- Mãe… Um dia quero escalar uma montanha.
- … … … Está bem. Grande?
- Sim. Uma grande montanha.
- Eeeer… ok. E eu posso ir contigo?
- Sim! Vamos as duas!

(espero que lhe passe. Já me imagino cheias de estalactites no nariz, ar rarefeito nos pulmões, vertigens a dar com um pau, armada em João Garcia de trazer por casa)


Não farás este tipo de coisas, Mojito #3


18 anos

Faz hoje 18 anos que comecei a trabalhar. Já tinha trabalhado antes, no Grupo Fórum e na Rádio Clube de Sintra, mas foi ali, na Rua João Penha, ao Jardim das Amoreiras, que a minha vida profissional começou mesmo a sério. Fui a uma entrevista, sabia que éramos 7 cães a um osso (por acaso acho que éramos 600) mas tive a sorte de ficar eu.
Faz hoje 18 anos que me sentei naquela sala daquele centro de escritórios, assustada mas cheia de vontade de aprender e de me atirar ao mundo. Fiz pequenas revistas municipais, textos para coisas diversas, ajudei a preparar entrevistas de televisão e rádio, comecei a participar num programa da Rádio Comercial (Mundo de Aventuras). Depois veio o DNA, um projecto de sonho onde estive do primeiro ao último minuto. Que privilégio do cacete! Sabia-o então e sei-o hoje, com mais certezas que nunca, porque nunca mais vi um produto assim, uma equipa assim.
Faz hoje 18 anos que a minha vida mudou para sempre.
Que comecei a trabalhar com um homem que admiro muito e com quem continuaria a trabalhar até hoje, se a vida não nos tivesse apartado. Admito que até podia ter feito outras coisas - também foi importante para crescer, esse corte umbilical - mas hoje, em podendo, voltava a trabalhar com aquele que foi o meu padrinho profissional (e, mais tarde, de casamento).
Faz hoje 18 anos que as nossas vidas se cruzaram, Pedro. Atingimos a maioridade. Mas ainda viro uma miúda (chorona) sempre que relembro tudo o que vivemos.
Obrigada. Nunca deixarei de agradecer.

Não farás este tipo de coisas, Mojito #2


Stay away from my makeup, boy!

Não farás este tipo de coisas, Mojito #1


ReMoved



Começar o dia a chorar.

segunda-feira, 31 de Março de 2014

Sleeping beauty


Pequena gordinha adormeceu, para não variar, a caminho de casa. Pousei-a no sofá, com o cromo da Violeta na mão e agora fui dar com ela(s) assim. 

Este senhor é um bocadinho pior que eu



Mas este filme deve ser de chorar a rir.
Não vou perder.

Áries



Cá beijinho à prima

No outro dia, a propósito do primo pequenino não querer dar beijinho de despedida, o pai do primo, quase em jeito de desculpa, referiu-se a um artigo do The Guardian que defendia a tese de que as criancinhas não deviam ser forçadas a beijar ninguém (por acaso o título até era mais específico: "Why you shouldn't force a child to kiss a grandparent" [Por que razão não deve obrigar uma criança a beijar os avós]). Senti um daqueles calafrios: oh não! Eis que acaba de nascer mais uma fabulosa teoria sobre educação e, como vem num jornal inglês, é caso para nos atirarmos para o chão em sucessivas vénias. Ainda rosnei qualquer coisa, entredentes, mas preferi ir ler primeiro o artigo, não fosse dar-se o caso de concordar com a teoria que, até então, desconhecia.
E não concordo. Diz o artigo que obrigar as crianças a darem beijinhos quando elas não querem é o mesmo que estar a dizer-lhes que o corpo não lhes pertence e que têm mais é que fazer o que os adultos lhes mandam com o seu próprio corpo. E que, daí para a aceitação do abuso sexual como algo de normal, é um passinho. Hein? Oi? A sério? Mesmo? Então agora vamos deixar que os miúdos não beijem os familiares porque isso pode confundi-los em relação a um possível avanço pedófilo de um adulto mal intencionado? Desculpem, mas não há uma diferença de gigante entre um beijo na cara, de afecto, entre um adulto e toques ou beijos de outro teor? É preciso deseducar os miúdos, torná-los caprichosos e frios no que toca aos afectos, para prevenir algo que - enfim - por muito que aconteça (e todos sabemos que infelizmente acontece) ainda é algo mais raro (felizmente) do que comum? E será que evitar os beijos aos avós e tios previne realmente alguma coisa ou quando tem de acontecer acontece e ponto final? Vão dizer-me que uma criança que sempre se recusou (com sucesso) beijar a prima não vai consentir um toque esquisito de um pervertido e que, pelo contrário, aquela que sempre beijou a prima vai sentir que aquele toque esquisito é normal?

Poderei ser uma obtusa do piorio. Poderei. Mas acho tudo isto um absurdo.
E creio que caminhamos a passos largos para uma deseducação brutal das criancinhas, rainhas e senhoras de tudo, em nome do seu bem-estar supremo e inalienável. Não se bate, não se grita, tem de se falar em tom baixo, é obrigatório brincar x minutos por dia senão haverá traumas irreparáveis, não se obriga a criancinha a dizer, a falar, a fazer. Não quer comer não come, não quer tomar banho não toma, quer ir adormecer no carro vai, quer ficar acordada até às 4h da manhã fica, não se diz "não" que isso é muito violento. Depois crescem e são um vómito de arrogância e nulidade, totalmente despreparadas para o mercado de trabalho, para o mundo, para a vida.
Poderei ser uma obtusa do piorio. Mas os meus filhos continuarão a dar beijinho à família e aos amigos, quando chegam e quando partem*. Que eu cá também beijei muita tia de bigode e outras a deixar um lastrozinho de saliva na minha bochecha e não foi por isso que morri (ou fiquei a achar que isso lhes dava o á-vontade para me tocarem noutros sítios e de outra maneira).


*excepção apenas para horas impróprias, em que a birra que farão para oscular alguém vá ser mais perturbadora do que pedagógica.

Mais uns preparativos para a grande chegada



Está quase...

Quero tanto!


Uma bela ideia, um livro de grande utilidade. Uma pessoa insulta mas insulta com propriedade e conhecimento histórico. Insultar, mas em bom!

Overdose de amor

Madazinha acordou e veio deitar-se ao pé de nós. O pai começou a dar-lhe beijos e perguntou:
- Sabes que eu gosto muito de ti?
- Seeeeeei!
- Já te disse?
- Moooontes de vezes.
- Não posso dizer mais?
- Nãoooooo.
- Porquê? Estás farta?
- Fartinha.

Tudo ao molho

Este fim-de-semana ficámos num apartamento T3 do resort, com duas de casal king size, mais duas de solteiro. Quando chegámos, na sexta-feira à noite, foi preciso decidir quem dormia onde. Nós escolhemos o nosso quarto e faltava distribuí-los a eles. Sugerimos que o Manel ficasse com o outro quarto de casal, ao lado do quarto que tinha as duas camas de solteiro, onde ficariam o Martim e a Madalena. Todos torceram o nariz. Como acabou a história? Os três juntos na cama gigante. 

A meio da noite pareceu-me ter ouvido alguém chamar e fui lá. Estavam Mada e Martim abraçados. É difícil não ficar uma babaca com estas coisas.

domingo, 30 de Março de 2014

Cooking Through Generations, no Sheraton Pine Cliffs

Muito divertido, o jantar de ontem. Na nossa mesa ficou um casal muito giro (ela é uma jornalista que eu já conhecia mas com quem nunca tinha estado assim à conversa e tivemos uma daquelas empatias boas; ele é fotojornalista e um porreiraço, também). Tivemos algum azar porque ficámos mesmo ao lado do senhor que tocou toda a santa noite - ele tocava bem mas a coluna estava mesmo em cima de nós, de maneira que tivemos de conversar aos gritos e saímos dali com a cabeça um bocado encortiçada. O chef Marc Fosh apresentou quatro pratos e veio falar à sala antes de cada um deles, explicando o que íamos degustar de seguida

O primeiro prato foi uma sopa de amêndoa arrefecida, sardinhas marinadas e azeite, maçã verde e funcho.
Seguiu-se um robalo assado com salsa, alcaçuz e anchovas.
Depois veio um lombo de borrego com ervilhas frescas, presunto "Jabugo" e hissopo.
A sobremesa foi o melhor e o mais estranho: um creme de limão, duhkka doce, sorbet de cereja e água das rosas. A primeira sensação foi de horror mas depois foi-se tornando progressivamente agradável e acabou por se revelar mesmo bom.
E assim se passou a noite, entre gargalhadas, olhares mortais e pessoas espertas a descobrirem segredos. 

sábado, 29 de Março de 2014

Respect

Estas alminhas estiveram duas horas e meia a pedalar. Sim, duas horas e meia. Com uma vista soberba, com o mar em frente e só arvoredo em redor. Muito lindo. Porém, duas horas e meia… é só para alguns. Nós gostámos muito de os observar.

Correr, saltar, degustar

Só foi pena não estar um sol radioso. Mas, Algarve que é Algarve, não desilude no que à meteorologia diz respeito e, mesmo com aguaceiros, foi possível estar praticamente todo o dia ao ar livre e muito bem. O Sheraton Algarve Hotel & Pine Cliffs Resort (paragem para retomar fôlego, que os hotéis agora têm quase duas linhas de nome) realizou hoje o evento solidário "Pine Cliffs Goes Active - Ultimate Challenge": um dia inteiro dedicado a actividades desportivas ao ar livre (e o dinheiro angariado vai direitinho para apoiar a Santa Casa da Misericórdia de Albufeira).
Sobre a Praia da Falésia, o Tabu Garden Lounge foi o cenário idílico para este dia. Esta família de malucos aventurou-se na Zumba e no Body Combat. Havia outras actividades (Body Balance, Cycling Challenge de duas horas, Step) mas já não dávamos para mais.



Agora à noite, criancinhas adoráveis vão ficar com uma ainda mais adorável babysitter e nós vamos ao "Cooking Through Generations" com o chef britânico, detentor de uma estrela Michelin, Marc Fosh. Sim, que toda a gente sabe que o exercício… abre o apetite. Can't wait.

Hoje estamos aqui






sexta-feira, 28 de Março de 2014

Anda cá, Manel, senta-te aqui a ver umas fotos

Acho que vai começar assim, a minha conversa com o Manel, a propósito das drogas. Às vezes, mais do que falar dos perigos, mais do que falar da adição (os putos acham sempre que controlam tudo, sabem lá o que é a adição!), do descontrolo, do caos, talvez seja mesmo ver o estado a que se chega. Ver a imagem do rosto, os estragos provocados na fisionomia (os putos são vaidosos e o prejuízo da sua imagem é algo palpável, concreto, que lhes toca especialmente). De maneira que este conjunto miserável de amostras me parece um bom ponto de partida para falarmos de drogas.