sexta-feira, 27 de março de 2015

Meeeeeeedo!

Acabo de inserir os meus dados no My Asics, para obter um plano de treino para a Maratona de Outubro. E os senhores, atendendo ao que faço neste momento (meia maratona em 2h28m), estimam que demore…




6 horas e 4 minutos.

Seis horas a correr?
SEIS HORAS???????


Coisas que uma mãe descobre


Muitas coisas podiam ter sido escritas por mim.
Um livro cheio de humor, que mostra a maternidade mais como ela é realmente do que como nos é muitas vezes vendida. Capítulos como "As hormonas são umas cabras" ou "Sexo pós-parto é como os muffins do IKEA" fazem-nos rir perante o processo de identificação.
Parece que o livro já terá causado indignações várias, sobretudo pelo capítulo dedicado à amamentação (não há nada mais assustador do que o fundamentalismo, seja islâmico seja das mamas seja do que for, o princípio é o mesmo). Ora isto só prova que é um livro que não pretende agradar a toda a gente. É mais para quem não se leva demasiado a sério e consegue desconstruir estas coisas da maternidade e dizer que sim, às vezes é uma seca, uma chatice, uma estafa do caneco.
Recomendo.
(mas só para não-fundamentalistas)

Uma excelente opção para quem vá passar a Páscoa ao Porto

Já estive duas ou três vezes no Holiday Inn Porto Gaia e fui muito bem tratada. Uma das vezes, creio que na Páscoa, os miúdos tiveram direito a um fartote de doces. Os quartos familiares são fantásticos porque são duplex, o que permite aos membros das famílias grandes não estarem encavalitados uns em cima dos outros - e os miúdos têm imeeeenso espaço para correr e jogar às escondidas.

É por isso que partilho convosco o programa de Páscoa do Holiday Inn Porto Gaia que acabo de receber por email, e que inclui uma noite de alojamento em Quarto Familiar, pequeno-almoço e almoço buffet da Páscoa (bebidas não incluídas). Preço por quarto: 164€/noite (2 adultos + 2 crianças até aos 12 anos).
As crianças não pagam e recebem, à chegada, um VIP infantil com chocolates e ovos da Páscoa.
Promoção válida de 3 a 5 de Abril de 2015.








O horror dentro do horror

Entre todo o horror da queda do avião nos Alpes, não consigo deixar de pensar nos pais do co-piloto que é agora o principal suspeito deste acidente. Os pais, que estavam a chorar a perda do filho e que, subitamente, têm de lidar com o facto de serem pais de um suposto monstro. Se vier a confirmar-se, como aparentemente tudo parece indicar, que o filho despenhou deliberadamente o avião, como lidar com um drama desses? Como sobreviver ao facto de ter um filho que eliminou 150 vidas e destruiu tantas famílias, sem sequer poder perguntar-lhe (ainda que a resposta nunca fosse satisfatória) "Porquê?"

Tenho 4 filhos. Espero nunca ter de lidar com a sua perda. E menos ainda com esta brutalidade de ter um filho-monstro, odiado pelo mundo inteiro.

Homenagem ao Ballet Gulbenkian, no Teatro Camões

Não sei se ainda há bilhetes mas se houver comprem. Não percam.
Este espectáculo, "BG", uma homenagem da Companhia Nacional de Bailado ao extinto Ballet Gulbenkian vale mesmo a pena. Fica difícil dizer do que gostei mais. Fiquei pregada à coreografia de Olga Roriz, "Treze Gestos de Um Corpo", quase sem respirar. De seguida, adocei com "Será Que É Uma Estrela", de Vasco Wellenkamp. A leveza dos corpos, o amor, a vida, a morte, a voz terna da Maria João a cantar "Eu sei que vou-te amar". Depois, "Twilight", de Hans van Manen, e o fortíssimo "Minus 16", de Ohad Naharin, que voltou a deixar-me imóvel, de novo quase em apneia.
Adorei a parte final, que não revelo porque gostava mesmo que vissem e fossem surpreendidos como eu fui, com um bailado que se desconstrói, que desce junto dos mortais, que se ri de si próprio e não se leva demasiado a sério, que se mistura com a vida real, que faz rir.
Muito bom.





quinta-feira, 26 de março de 2015

Mais logo, para desanuviar





Horror

A intencionalidade de atirar um avião ao chão com 150 pessoas a bordo é algo que me ultrapassa e que me esmaga. A sério. Estou esmagada.

A Infância não se repete

É apresentada este sábado a campanha "A Infância não se repete", que pretende sensibilizar e prevenir os maus-tratos na infância, centrando-se na negligência parental e sugerindo maior presença dos pais na vida dos filhos.
A campanha da associação Caminhos da Infância vai estar em cartazes, na rua, alertando para os efeitos dos maus-tratos na infância, e consiste também uma exposição de fotografias de pais e filhos, da autoria do talentoso e querido Pau Storch. Eu e pequeno Mateus fazemos parte dela, com muito gosto.
Mal saiba onde podem ver a maravilhosa exposição do Pau Storch aviso.

Campanha AQUI.
Pau Storch AQUI.





Hã????

Já agora, que tal aparecer outro advogado que pretenda legalizar a morte de homofóbicos-grunhos-que-não-merecem-o-ar-que-respiram?
A sério. Em apanhando este energúmeno pela frente temia não responder por mim.

A notícia AQUI.

Um blogue é um blogue

Recebo pazadas de emails em que me perguntam como é que eu consigo fazer tanta coisa, sobretudo com 4 filhos, sobretudo com um bebé tão pequeno, sempre feliz e airosa, como diabos consigo, devo ser mesmo especial de corrida.
Sou nada.
A verdade é que isto é um blogue e nos blogues a gente mostra só o que quer. Não venho cá nos momentos em que estou capaz de pegar numa cadeira e desatar a partir tudo à cadeirada, não relato os instantes em que, em vez de responder a uma pergunta de um dos meus filhos, lhe mando dois gritos impacientes COME MAS É A SOPA E ACABA LÁ COM TANTA PERGUNTA, RAÇA DO MIÚDO, CANECO!, não descrevo os dias em que estou inaturável, com 7 pedras na mão prontinhas a atirar a quem me dirija a palavra, ainda que a palavra seja um simpático "bom dia", não pranto fotografias da minha tromba olheirenta depois de mais uma noite em claro.

Um blogue é como um álbum de fotografias: raras vezes temos aquela foto daquele dia de merda em que tudo correu mal, verdade? Ainda assim, às vezes queixo-me e logo recebo comentários azedos do tipo: "mas tu queixas-te de quê se tens uma boa vida e uma família saudável, ó nojenta?"

Por isso, meus filhos, apaziguem-se com as vossas existências. Eu faço mil coisas, é verdade. Mas não estou sempre alegre e airosa. Ainda ontem cheguei com uma hora de atraso a um  evento (um dos raríssimo a que aceitei ir), e fiquei aterrorizada quando o fotógrafo de uma revista me pediu que sorrisse para a foto. Não ia vestida para isso, não sei se não tinha um bolsado no ombro, não me penteei, não estava maquilhada e suponho que vá suspirar tristemente se por acaso aquela fotografia figurar brevemente nas páginas de uma revista próxima de si.