quarta-feira, 4 de março de 2015

Banho de bóia

O Mateus tinha 15 dias quando tomou o seu primeiro banho com uma bóia especial que se mete à volta do pescoço, e que lhe permitiu exibir os dotes de nadador exímio, perante o olhar embevecido de pais, irmãos e avós.

Depois, e como a brincadeira gasta uma enormidade de água e nem sempre há tempo para estar com estas graças, nunca mais fizemos. Ontem, repetimos. A Madalena pôde, assim, tomar banho com o seu mano (sendo que lhe dei uma bela lavagem antes de encher a banheira com água para partilharem). Delirou ela e delirou ele, a empurrar os pézitos no fundo da banheira para dar balanço.
Fiz um filme mas, como não consegui ocultar as suas partes pudendas (o rapaz nada muito depressa) e hoje em dia parece que um pirilau pequenino pode fazer as delícias de gente muito pouco sã (blhéc), optei por não partilhar aqui. 


Encontrei estas maravilhosas bóias no Ebay, para o caso de vos interessar.

Padel

Ontem à noite tive a minha terceira aula de Padel.
Não, não tenho particular jeito para a coisa.
Há demasiadas bolas a voar para os campos vizinhos ou para… o espaço sideral.
Há outras tantas bolas que passam por mim sem lhes conseguir acertar.
Ainda assim, talvez tenha melhorado um pouco desde a primeira aula.
A minha companheira de aulas é muito melhor do que eu, e isso é evidente.
Mas não me chateia nada. Diverte-me, faz-me mexer, cansa-me, é muito giro.
O professor é uma simpatia e explica tudo muito bem.
De maneira que sou menina para continuar nisto das aulas nocturnas, mesmo que as bolas continuem a ir fazer companhia às estrelas. Aliás, só a título de nota, se um dia destes apanharem com uma bola de padel na cabeça, ainda que estejam longe de um lugar onde se pratique a modalidade… já sabem: fui eu.

terça-feira, 3 de março de 2015

9 centímetros

Acabo de chegar da nutricionista.
Mais 2 quilos perdidos que não tenciono reencontrar (no mês passado foram outros 2).
Mais 2% de massa gorda que se foi (no mês passado tinham-se sumido 3%).
Desde que comecei esta alimentação cuidada (há 2 meses) com o apoio da Drª Maria Santana Lopes, mais o desporto, já perdi 4 quilos, 5% de massa gorda e… 9 centímetros de perímetro abdominal. Nove centímetros! É muito centímetro.

O melhor de tudo é esta sensação de que não estou de dieta. Como o meu pão de manhã, como hidratos à hora de almoço (há dias em que não como, vou compensando), e até belisco doces, para nunca me sentir em restrição. Porque, uma coisa que a Drª Maria diz, e concordo em absoluto, é que as pessoas que fazem regimes muito restritivos acabam por ceder, mais cedo ou mais tarde, estragando tudo por não aguentarem mais.
Gosto desta coisa de ter a nutricionista à distância de um sms ou de um email, porque ela insiste sempre para lhe mandar mensagens com dúvidas - e quando mando, responde sempre num instante.
Segundo ela, eu podia já ter perdido muito mais peso - mas podia ser água ou até massa magra. Assim, devagarinho e com muito desporto à mistura, ela tem a certeza que foram 4 quilos de massa gorda, que não será recuperável facilmente.
De maneira que é só continuar. Yeaaaaah!
(obrigada, Patrícia, por este maravilhoso contacto da nutri! Estamos a entender-nos muito bem).









Depois do puto com swag... o cão com swag

Ele não parece muito convencido mas não se deixem enganar: é só para o estilo!

Mada no seu melhor

Estávamos a ver o Jornal da Noite e a iniciativa que o Rodrigo Guedes de Carvalho teve, de escrever uma canção sobre a violência doméstica, e convidar várias pessoas para a cantarem. O Manel perguntou então se isto da violência doméstica estava a aumentar, porque estava sempre a ouvir falar do assunto. Eu disse que sim e ele perguntou porquê. Porque raio os homens batem nas mulheres?
Iniciei então um bonito discurso sobre o tema, falando em gente desestruturada, sem princípios, sem valores, homens bêbados e violentos, criaturas sem capacidade de amar, com uma agressividade descontrolada, gente doente.
Pelo meio, a vozinha dela:
- A sério, mãe?
E eu respondia "a sério" e continuava com a minha mensagem, frisando tudo muito bem para passar a mensagem aos meus dois homenzinhos da casa. E ela continuava:
- A sério, mãe?
E eu "a sério" e prosseguia. Às tantas, ela lá explicou o motivo das suas insistentes perguntas:
- Ó mãe, os manos às vezes batem-me! Achas que é a mesma coisa???

(se um dia destes a APAV receber uma queixa de uma menina de 5 anos… já sabem quem foi)

segunda-feira, 2 de março de 2015

15 km

Hoje prometi a mim mesma que faria 15 km e fiz. Sem parar uma única vez. Saí de casa contrariada (como sempre) mas passado muito pouco tempo já estava feliz (coisa rara). Optei por fazer os primeiros 6 km perto de casa, sempre às voltas como um ratinho numa roda. Percebi que isso me faz ter menos consciência da distância que corro e, psicologicamente, ajuda-me a aguentar melhor. Daquela vez que fui de casa até às Docas foram "só" 10 km mas, por ter achado que já tinha feito uma imensa distância ("o quê???? Vim mesmo a correr de casa até às Docas???"), fui atacada por uma exaustão equivalente.
Assim, parti para outras zonas já com 6 km no lombo, ou seja, com "apenas" 9 km para percorrer. E lá fui, olhando as nuvens, o rio, as outras pessoas que corriam. Sentia-me tão bem, tão capaz de correr sem parar, nada ofegante, nada cansada, tão contente. E foi com esse estado de espírito que cheguei aos 11 km. A música que passava, nessa altura em que ouvi a senhora do Nike+ dizer que tinha chegado aos 11km, era o "Hold back de river" do James Bay. E eu ia a sorrir e dei-me conta disso e não tive vergonha de sorrir para um casal de turistas que me sorriu de volta. E, nisto, uma pessoa conhecida que já tinha comentado no facebook que me vê, às vezes, nisto das corridas, avistou-me e bateu palmas e gritou "Vai, Sónia". E pronto. Eu disse adeus e larguei a chorar. Inexplicavelmente. A soluçar sem conseguir parar. De felicidade. Não havia ali ponta de tristeza. Era felicidade e vontade de abraçar as pessoas e de agradecer por estar viva e por tudo correr bem na minha vida. (obrigada, Helda)

Eu sei. Eu sei que vocês devem estar a pensar que eu ando a abusar das sementes e das bagas goji. Esse seria, de resto, um pensamento que eu também teria, se estivesse no vosso lugar. Mas a verdade é que eu nem ando a comer disso. Nem ando a fumar coisas estranhas (nem coisas algumas). Aquilo aconteceu-me e foi claramente uma reacção físico-química, algo que se libertou em mim e que deu origem àquela espécie de Nirvana incrível, inexplicável, indescritível. Um quilómetro mais adiante já estava no meu estado normal e tentava - em vão - regressar àquele estado de euforia. Não consegui porque não é algo que se consiga forçar. Simplesmente acontece. E é mágico.

Cheguei ao final sem grande esforço. Humm… mentira. Os dois últimos quilómetros foram difíceis mas creio que mais pela minha cabeça (estou a chegar ao fim, estou a chegar ao fim) do que propriamente pelo corpo em si.
Domingo, dia 8 de Março, tenho um treino longo, de 17 km. E, de repente, já não me parece assim tão assustador. Como também já não me parece assim tão impossível correr a Meia Maratona, no dia 22 de Março.
Não há nada que chegue ao fazer. Repetir. Fazer e fazer e fazer. Perceber como se melhora, de cada vez que se faz, que se tenta, que se repete. As corridas são uma boa metáfora da vida. E eu tenciono continuar a fazer e a melhorar. E, já agora, gostava muito de voltar a sentir o que senti hoje. Foi mesmo incrível.
Ah! A música com que acabei a corrida de hoje foi "Take me to church", de Hozier. "Amen, amen, amen". A sério? Ainda acabo crente.

Animal Positivo


Tenho uns amigos cuja vida é cuidar dos cães e fazem-no de uma forma verdadeiramente apaixonada e apaixonante. O seu amor pelos bichos vê-se à distância, sente-se na pele, vislumbra-se pelo brilho do olhar. Conheci-os num hotel onde costumava deixar o Mojito e, para ser franca, a partir da segunda vez que o lá deixei só o fazia por causa deles. Porque tinha a certeza que eles tratariam bem dele. Quando saíram desse hotel para criarem o seu próprio negócio nunca mais lá deixei o Moji e continuei a confiar a 200% neles.
Agora fizeram nascer a Animal Positivo. Uma empresa com vários serviços que aposta exclusivamente no reforço positivo, ou seja, não há cá gritos, não há castigos, só há prémios e jogos e estimulação mental e brincadeira e… amor.
E de que serviços falamos? Vários:
- Aulas de sociabilização para cachorros
- Aulas de obediência básica
- Avaliação e modificação comportamental
- Pet Sitting interno
- Pet Sitting externo
- Passeio de cães
- Acompanhamento ao veterinário
- Banhos e tosquias

Podem ler tudo no site, que está muito simples mas muito completo.
Se eu recomendo? Eu muito mais que recomendo! Acho que não há pessoas melhores a quem confiar os vossos amigos de 4 patas. Quer no conforto das vossas casas, quer na quinta de 4 hectares que eles têm. O Mojito tem ali uma família. E é muito feliz naquele espaço. E está incomparavelmente mais calmo, mais querido, mais capaz de sociabilizar com toda a família.
Toda a sorte para este projecto! Love u guys!

Sitewww.animalpositivo.org
Página de FacebookAQUI
Email: animalpositivo@gmail.com


Isto é tão bom



Uma palavra para Zeinal: Memofante. 

Furiosa

Há uma empresa que me deve dinheiro há muito tempo. Vai fazer em Maio um ano. Um-1-um ano!
Todos os meses ligo para a empresa para reclamar aquilo que me pertence. 500 euros, para ser mais precisa. Todos os meses me respondem que agora é que é. No início de Fevereiro a própria directora financeira garantiu-me que a transferência seria feita no dia 24 desse mês. Claro que não recebi nada. Estamos a 2 de Março. Acabo de ligar para falar com ela. "Ah, ela não me está a atender". O próximo passo terá de ser dado por um advogado. Ridículo ter de meter advogado ao barulho por 500 euros mas estou farta. Cansei.
Este é o lado mais negro de ser freelancer. Isso e ter de pagar 500 euros por mês de Segurança Social. 

Moleke: amo de paixão!

São tão lindos, 100% portugueses, feitos à mão pela Margarida Roseiro e a Carla Mendes. O couro é respirável e os sapatinhos moldam-se na perfeição aos pequenos pés em crescimento.
Já disse que são lindos?? Chamam-se Molekes e já são um sucesso nacional.
Ainda estão um bocadinho grandes ao Mateus mas quando os dias de Primavera vierem para ficar, o príncipe vai ficar o máximo com eles. Obrigadaaaaaaa!
Aproveito para vos mostrar molekes para meninas. Dá vontade de ter uma menina só para lhe poder calçar estas delícias (calma, calma… é uma maneira de dizer…)
Mais Molekes AQUI.