sábado, 20 de Setembro de 2014

Olá, baby M!

Hoje fomos fazer uma ecografia diferente. Uma ecografia 4D. Não serve para efeitos médicos, não mede ossos ou órgãos, não regista o bater do coração. Mas também tem a sua importância, o seu valor. Quando ia para lá dizia ao Ricardo que talvez tivesse mais impacto numa primeira gravidez. Mas agora que a fiz creio que talvez até possa ter mais impacto numa quarta. Porque a verdade é que tenho pouco tempo para pensar no pequeno baby M, para me envolver com ele, para me dedicar a imaginá-lo, a sonhá-lo. A vida pulsa de tal forma frenética cá fora que fica difícil arranjar momentos para essa contemplação, para essa idealização, para a solidez desse amor que é, ainda, pouco palpável. Não é que não se ame, mas há demasiado ruído para nos dedicarmos ao que não está, ainda, a exigir a nossa atenção (como tudo o resto). E o que aconteceu, com esta ecografia, foi estarmos todos ali apenas e só para essa contemplação. Sem a preocupação médica, de saber se está tudo bem (isso é com o médico e acontece todos os meses), mas apenas para vermos o nosso bebé com toda a calma do mundo e a cuidar dos detalhes do rosto, conjecturando parecenças, sentindo aquela onda de ternura invadir-nos quase como se ele já estivesse mesmo entre nós, ao nosso colo.
A técnica que esteve connosco, a Margarida, era amorosa, com muita paciência para um baby M teimoso, sempre a virar a cara para o outro lado, escondido na placenta ou mesmo voltado de costas. A certa altura até me deu um sumo, bem doce, para ver se ele acordava e mudava de posição. E assim foi. Baby M acordou, posou para as fotos, sorriu, abriu muito a boca e deixou-nos completamente enternecidos.

Sinceramente, não esperava gostar tanto. Achava que ia ser bom, gostoso, positivo para os outros Ms se envolverem (ainda mais) com o mano novo. O que não contava era ficar tão derretida por conhecer a carinha do nosso querido baby M. Tão parecido com o Martim. 


sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Às vezes ensandecemos todos

Sete criaturas a dançar na sala, ao som de Não me Toca, de Anselmo Ralph, e de Bo tem Mel, de Nelson Freitas. Sim, sete. Nós os cinco, mais baby M (que eu bem o senti aos saltos cá dentro), mais o cão - não sei bem se aquilo era dançar mas parecia…


Mas depois...

… uma mulher recebe um ramo de rosas e passa-lhe boa parte da neura dos últimos dias.

Ressuscitadores de passados

Quando o meu computador faleceu, levando consigo todo um passado que era nosso, senti uma espécie de orfandade, um vazio, quase como se uma parte de mim desaparecesse por um buraco negro. É claro que aquilo que vivemos fica vivido e ninguém nos tira jamais, mas as fotografias e os vídeos permitem-nos viver de novo esses momentos e, até, recordar aquilo que se vai sumindo na espuma dos dias. Andei à procura de empresas que recuperassem discos e os valores eram de fazer chorar as pedras da calçada. Coisas na ordem dos dois e tal ordenados mínimos, uma facada no orçamento, um rombo. Foi então que o Ricardo descobriu o HD Rescue. Um orçamento incomparavelmente mais friendly e eu a pensar "ok, se é tão mais barato se calhar não conseguem recuperar coisa alguma, vão torrar todo o meu passado já moribundo, e acabou-se". Mas não. Recuperaram tudinho, foram super profissionais e por isso quero aqui recomendá-los vivamente. Porque isto de nos ressuscitarem o passado (de preferência sem nos hipotecarem o presente) é digno de registo e até de alguma comoção.

E não, não é publicidade. E sim, paguei pelo serviço prestado.
http://www.hd-rescue.com/

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Sou só eu a achar...

… que os tipos que pensam e escrevem o Mentes Criminosas são psicopatas que ainda não saíram do armário?
A sério, o medo que eu teria de conviver com quem congemina alguns daqueles episódios… 

Olha a pressão!

Já tínhamos de ter apresentado isto mas não sabíamos. O Ricardo pediu-me urgência no preenchimento da papelada, que tinha de enviar o quanto antes, para não termos período de carência. Foi então que me dei conta de que tenho de preencher o nome do baby M. Será que se puser baby M os senhores aceitam? Ou é desta que tenho de desemburrar esta história de uma vez por todas? Under pressure!!!


Inacabado

A minha intenção era boa, que era…
Mas depois apareceu uma porca (não é à toa que o substantivo se tornou também adjectivo) resistente, que à conta de tanto não querer encaixar no parafuso, me fez atirar tudo para um canto.
Um homem dá muito jeito numa casa, diga-se o que se disser.


Vencedores do passatempo Corrida da Linha

E quem é que vai à Corrida da Linha sem pagar dorsal, quem é?
Eis os vencedores:

Bruno Pinto
Sónia Cardoso
João Rodrigues
Pedro Mendes
Adriana Januário
Carla Sebag

Parabéns e boa corrida!

Contra a ditadura da felicidade

Não sei que raio de moda é esta mas hoje parecemos escravos de uma ditadura de felicidade. Postamos selfies onde estamos sempre felizes, mostramos a vida sorridente, revelamos muito do que nos enche de alegrias. Até aqui, tudo bem. Na verdade, nos nossos álbuns de fotografias pessoais também não colocamos as fotos que nos exibem as misérias. Não conheço um único álbum, da era pré-digital ou moderna, em que se vejam os protagonistas em lágrimas, num daqueles dias cinzentos a valer. Queremos preservar os instantes realmente fantásticos, queremos recordar mais tarde tudo o que vale a pena recordar. É compreensível. O que já não é assim tão compreensível é o excesso. Vejamos: ninguém tem uma vida 100% feliz. Há dias de merda (pardon my french). Há dias em que temos vontade de sair de bater com a porta, sair para não mais voltar, mudar de vida, esquecer esta. Há dias em que questionamos tudo e choramos a alma inteira. Mas raramente nos atrevemos a partilhar estes estados de alma. Por um lado porque - lá está - queremos apenas deixar escrito aquilo que vale a pena. Por outro, porque sabemos que, na ditadura da felicidade em que vivemos, o mais certo é sermos trucidados, vilipendiados, apedrejados até nos termos esquecido da dor original. Porquê? Porque não temos o direito de nos sentirmos tristes, em baixo, com a neura. Logo virá quem grite que temos uma vida tão boa que falar em sofrimento é um escândalo, praticamente um crime, venha a polícia para nos levar! Logo virá quem aponte o dedo e nos mande sorrir. Logo virá quem fale de vidas escabrosamente infelizes, de dramas que nem supomos, para nos remeter ao ridículo. Deixámos de poder ficar num canto, a chorar só porque sim. Porque tivemos um dia de merda e só queremos amaldiçoá-lo e, exagerando um bocado, aproveitar para amaldiçoar a vida toda. Não podemos. A vida fervilha e, de nós, espera-se o melhor. Bom aspecto, elegância e, sobretudo, a partilha de uma vida que valha a pena ser vivida.
Pois por aqui não se vive uma vida de cenário. Há dias do caraças - que os há - mas também há aqueles que nem vos passa pela cabeça. Ou se calhar passa, se também tiverem a sorte de viverem uma existência real. Aborrece-me um bocado esta urgência em se estar feliz e contente, sorrindo e acenando em permanência. Como se os períodos negros não fizessem também parte da nossa história, e não fossem também eles importantes para o nosso crescimento, para a nossa formação e, até, para a valorização dos tais momentos felizes que gostamos de registar em fotos e em palavras. Os dias cinzentos fazem parte de nós, tal como os outros. Se nos esquecemos disso, caímos no grave erro de banalizar a felicidade. E ela é preciosa demais para ser banalizada. 

Setembro

Odeio Setembro.
Já tinha dito?
Não faz mal, digo de novo: odeio, odeio, odeio Setembro.
Pronto. Vou só ali fazer mais umas piscinas e já volto.