quarta-feira, 3 de Março de 2010

Pedro Choy


Fotografia de Gonçalo F. Santos

Para quem não leu a revista Nós deste sábado, aqui fica um dos textos. É a história de Pedro Choy. Uma verdadeira inspiração para quem tem a mania de se queixar muito da vida e fazer pouco para lhe dar a volta. Adoro pessoas assim.


Olhando para ele, para a forma dominadora como fala, para o modo seguro como trabalha, avaliando as 18 clínicas que tem, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, metade português, metade chinês, “Clínicas Dr. Pedro Choy”, medindo e pesando o homem, o médico, Pedro Choy, ninguém diria, dessa análise precipitada e ligeira, que nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. Tão pobre que só teve electricidade aos 15 anos. Tão pobre que as instalações sanitárias da sua pobre casa, em Almeirim, eram no fundo do quintal e consistiam num buraco feito no chão, rodeado por uma cabana de madeira feita por si e pelos irmãos, com tábuas e pregos. Tão pobre que, todos os anos, Pedro Choy e os irmãos tapavam esse buraco com terra e abriam outro buraco ao lado.
Pedro Choy nasceu em Macau e veio com três meses para Portugal, mais concretamente para Almeirim, onde vivia uma avó (mãe do pai). Um ano depois, rebentou a guerra colonial e o pai foi para Macau, onde ficou 14 anos. A mãe de Pedro Choy, chinesa, ficou sozinha com quatro filhos, três rapazes e uma rapariga, numa terra estranha, sem falar uma palavra de português. “A minha mãe, além de ser chinesa, vestia-se de uma forma completamente chinesa. Naquela altura, em Almeirim, nunca ninguém tinha visto um chinês. As pessoas andavam atrás dela como quem vê um extraterrestre. Faziam fila para a ver. A ponto de, um dia, ela ter desatado a fugir e ter caído, porque tinha medo. Por outro lado, o meu pai era o único adulto com quem ela conseguia falar, dado que não falava português. É uma sobrevivente, a minha mãe. Uma mulher muito especial.”
Quando chegou a Portugal, e sobretudo a Almeirim, a mãe de Pedro Choy desconfiava que algo de muito sério se passava. Acostumada à densidade populacional da China, estranhava a escassez de pessoas. “O meu pai assegurava-lhe vezes sem conta que não havia nenhuma espécie de guerra, que estava tudo bem. Não havia nem guerra, nem peste, nem epidemias. Porque ela não conseguia acreditar que a população da terra fosse mesmo só aquela, que não estava ninguém escondido.”
A avó de Pedro Choy morava numa casa igualmente pobre, com chão em terra e divisões improvisadas pelos netos, com tábuas. Era cauteleira e vidente. Na terra era conhecida como “a bruxa”. “Lembro-me de passar de ouvir as pessoas dizer: ‘Lá vai o neto da bruxa’. Não foi fácil. Fomos vítimas de chacota, não só por sermos pobres mas também por sermos chineses. No meu caso, por exemplo, inventavam-me nomes. Chamavam-me ‘Choy-Roy-Foy-Coy-Moy…’, tudo acabado em oy.” Mas Pedro foi educado para ser forte. O pai ensinou-o a dar como resposta: “Pois é. É por isso que sou melhor do que tu.”
Pedro Choy e os irmãos cresceram e fortaleceram-se, num ambiente hostil. Apesar da pobreza, os “filhos da chinesa” e “netos da bruxa” nunca andaram sujos nem nunca passaram fome: “Podíamos usar roupas usadas, velhas, dadas, mas estavam limpas. Podia não haver dinheiro para comprar carne mas tínhamos, pelo menos, arroz todos os dias. Arroz e leite. Não passávamos fome, do ponto de vista quantitativo.”
Passar fome, passou mais tarde, enquanto estudante universitário. Quando pediu uma bolsa de estudo e a viu recusada, Pedro Choy sentiu uma revolta grande. “Eu era a pessoa mais pobre do meu curso. Se eu não tinha direito à bolsa, quem é que tinha? Investiguei e descobri que os bolseiros eram filhos de empresários, que pura e simplesmente não faziam declarações de rendimentos.”
E assim, sem bolsa, foi trabalhar. De resto, mesmo antes de entrar para a faculdade, aos 14 anos, prevendo qualquer dificuldade tentou armazenar dinheiro e trabalhou na Compal, em Almeirim. Era higienista, nome pomposo que, na prática, significava lavar a fábrica toda. “Foi o cargo que escolhi porque era o mais bem pago. Tinha um subsídio de risco porque era necessário lavar as máquinas por dentro. E às vezes havia acidentes. Além disso, era preciso carregar às costas sacos de 50 quilos de soda cáustica. E a soda cáustica, como o nome indica, é...cáustica.”
Além desse trabalho, teve outros: na apanha do tomate, nas vindimas, como servente de pedreiro. Mas o dinheiro amealhado não foi suficiente e, na universidade de Coimbra, onde foi tirar Medicina, passou fome. “Comia uma vez por dia, ao almoço, na cantina da universidade de Coimbra. Não tocava na maçã e no pão. Embrulhava-os e levava para casa, para me servirem de ceia. É difícil dormir quando se tem fome.”
Para dar a volta, rompeu com uma das suas convicções, a de que ensinar karaté devia ser gratuito. “A fome faz repensar algumas convicções”. Algum tempo depois de se tornar mestre de karaté, convidaram-no para ser segurança. Foi segurança de discotecas e, mais tarde, foi convidado para ser guarda-costas. “Fui guarda-costas de algumas figuras conhecidas por esse mundo fora. Era contratado para fazer reforço de segurança, ou seja, em circunstâncias de perigo. Isso permitia-me trabalhar durante duas semanas, três semanas, um mês, a remunerações absolutamente impensáveis.”
Pedro Choy chegou ao 4º ano de Medicina mas depois interessou-se mais por um curso de Medicina Tradicional Chinesa, na Universidade de Marselha. Os outros dois irmãos são médicos e a irmã é bióloga e uma das mais reputadas investigadoras na área da genética. Uma família de vencedores. Talvez porque o pai sempre lhes tenha exigido o máximo, que fossem os melhores. Talvez porque cresceram a ver a mãe num empenho extraordinário para cuidar de quatro filhos numa terra estranha, onde era vista como um extra-terrestre. Talvez porque sim, porque lhes está na massa do sangue. Pedro Choy tem 18 clínicas, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, um nome que foi alvo de zombaria e que hoje é um nome de sucesso. Ninguém diria que o homem por detrás do nome nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. A prova provada de que é possível mudar o destino. Ou, como diz o provérbio chinês: “É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.”

* Texto publicado na revista Nós, do jornal i, de Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

65 comentários :

Ana disse...

Não li, mas após este curto texto fiquei com muita vontade de ler.
Uma história brilhante!

S. disse...

Bolas! Sou pequenina...

Carla Isabel disse...

Ora aí está um exo a seguir!
A minha avó foi tratada por ele em Coimbra e adora-o!

Que vida cheia...que exemplo de como o trabalho faz de nos melhores seres humanos.

simple complications disse...

Esta história faz realmente pensar que por um lado não podemos dar nada por garantido e por outro acreditar que com muita preseverância e uma pontinha de sorte podemos alcançar horizontes 'impensáveis'!
Numa altura de crise economica e social são histórias destas que inspiram muitas pessoas a não desitir! Parabéns pelo artigo, é uma inspiração também para mim.
Anne

3Picuinhas disse...

Estava a precisar disto. É mesmo preciso que alguém nos abane quando nos preparamos para ficar cheios de pena de nós próprios. E já agora parabéns, gosto da tua escrita, aliás, gosto da tua escrita já há uma série de anos.

Dinastia FilipiNHa disse...

Não consegui comprar o jornal (e revista) no próprio dia, mas já pedi para me arranjarem no quiosque do costume. Esta e próxima.

Bjs

Mónica Lice disse...

Eu li e gostei muito. Parabéns, Sónia, por partilhares tão bem este belo exemplo de vida...

provocação disse...

UAU! Fiquei sem palavras... parece enredo de filme, de um filme daqueles mesmo bons.

CF disse...

Eu já tinha lido. Amei claro...

Anónimo disse...

Adorei esta história... As pessoas vencedoras nem sempre são as que têm mais potencialidades (financeiras) para o serem.

AM

SAF disse...

Olá,
Eu li e fiquei agarrada às tuas palavras que tão bem descreveram a vida deste senhor com uma cara tão simpática!
Parabéns pela tua sensibilidade e qualidade como jornalista.

Rakel disse...

Conheço o Pedro Choy há mais de 10 anos por causa da minha Rita. É um Homem Espectacular... com Letra Grande! Conhecia parte da sua história pessoal. Mas claro que escrita pela 'minha' Sónia... é outra coisa.
bjs

sonho de bebé disse...

Impressionante! E emocionante!

Anónimo disse...

mas segundo consta é um péssimo vizinho a querer apropriar-se dos terrenos dos outros, ora isso já não sai na reportagem, pois não...

Sandra disse...

Não li mas adorei este texto! São estas estórias que nos fazem sentir tão pequeninas! Um HOMEM com um H bem grande!

Um beijinho!

P.S. Apesar de nunca ter comentado adoro ler-te!

Paula Sofia Luz disse...

Sónia, eu já tinha lido o texto na Nós de sábado. Acho que mais uma vez se prova a frase do Jorge de Sena: "uma história depende sobretudo da forma como é contada". E a do Pedro Choy é uma boa história. bjs

wildrose disse...

Esta história é de arrepiar! Um exemplo para todos nós, principalmente para aqueles dias em que parece que o mundo nos quer engolir vivos.
Parabéns Sónia pela escrita fabulosa e acima de tudo parabéns Dr. Pedro Choy e familia pela coragem e determinação.

sandra disse...

uma lição de vida!

i00nsu disse...

Eu sempre fui da opinião que para vencer na vida temos de passar mal. E isto não é o unico exemplo. Como ele há muitos e quase sempre são os unicos a conseguir. Mas é claro que é uma prova de que somos capazes de conseguir muita coisa se assim o desejarmos. Mas como diz o proverbio portugues. " a necessidade aguça o engenho"

Isa disse...

É por isso que adoro as suas "escritas"!
Sinto-me assim ...mais culta!
Quem diria que este SENHOR que conhecia de algumas revistas como o "Médico das Agulhinhas" têm uma história de vida tão nobre e digna de um livro!
Faz-me sentir ingrata por não dar valor ao que tive na infância!

Anónimo disse...

Inacreditável


A força de vontade realmente, move o mundo.

Obrigada pela partilha

susy claro disse...

Muito, muito bem escrito, cativante, cada palavra prende... Obrigado por este bocadinho...por morar longe, nao posso comprar a revista mas adorei... é admirável a forca de vontade de algumas pessoas!

Bags&Books disse...

Adorei!!

beijinhos

MakingMoney disse...

Lindissima, esta reportagem... acho que vou mostrar à minha piolha. Onde posso conseguir esse número atrasado?

eu disse...

Adorei ler este texto... E bem que precisava de ler uma história assim hoje...

Anónimo disse...

A Sónia escreve muito bem e de forma envolvente. Mas atenção que nem tudo o que entrevistados contam é totalmente verdade. só revelam o que lhes fica bem e sem dúvida que o Sr. Choy parece um super-herói. Será?

Bublina disse...

Assim percebemos o quanto somos pequeninos... às vezes!

Andei a ser seguida numa dessas clinicas que têm esse Grande nome. Confesso que não sai de lá curada, mas caminhei anos seguidos para lá porque me sentia lá bem, em parte pela grande equipa de pessoas que trabalham com este Homem e são escolhidas por ele!

Acho fantático o poder que este Homem tem de se "multiplicar"... anda sempre numa roda viva e não descura de um único paciente, mesmo que não sejam seguidos por ele... o que continua a fazer dele um Grande Homem!

Parabéns Sónia... pelo trabalho, pelas peripécias familiares e pela pessoa :)

Sentimento de Mim disse...

A prova provada de que o querer é tudo.

Billy disse...

Obrigada por partilhar! Esta história é verdadeiramente inspiradora, realmente podemos fazer e ser tudo o que quisermos.

Anónimo disse...

Uau fiquei de boca aberta!!! Quero saber o segredo desta e outras famílias (Lobo Antunes, p.e, diferenças devidamente ressalvadas)em que todos são bem formados. É que eu tenho filhos...............
D.

Inex disse...

muito bom! Obrigada

Carlão disse...

Excelente texto!

Formiguita Bipolar disse...

Eu recomendo a leitura de uma história de vida por dia, para alargar horizontes: não há como refectirmos no que os outros fizeram com o que lhes aconteceu na vida.

; )

ROTAX disse...

Fantástico percurso.
É nestes exemplos que a maioria dos estudantes - vá quase a maioria das pessoas devia por os olhos. Não é necessário ter boas roupas e bons carros para se vingar na vida. Aliás, os grandes exemplos de sucesso por este mundo fora, vêm de pessoas que foram habituadas a ter o essencial para viverem. O Pedro pelos vistos tinha com fartura carinho, ternura, força de vontade e muita determinação. E aqueles avós e aqueles pais, são de facto extraordinários, porque conseguiram que os seus filhos conseguissem a melhor riqueza desta vida - estudar e vingarem num mundo (vá neste país), onde os cargos mais importantes são ocupados pelos mais imbecis que têm riqueza (se é que isso é considerado riqueza), á custa de subir a cargos pela familiaridade e cunhas.
Por estes últimos exemplos que vemos na política é que eu continuo a achar que este país não vai a lado nenhum, esbanja-se naquilo que não trás riqueza ao país e não se investe em boa educação e moral.

Bem ajam pelo texto magnifíco e especialmente a este e outros exemplos que me fazem sorrir.

X-Pippes disse...

Play to Win or Not to Lose?

Este sem duvida que joga para ganhar, sempre... e conseguiu!

continuando assim... disse...

convite para seguir a história de Alice , lá no --- continuando assim --- ainda vai no princípio :) espero que gostes

bj
teresa

Helena disse...

Nunca comento, mas tenho de lhe dar os parabéns é uma historia real fantástica e muito bem escrita. Infelizmente não vivo em Portugal, e não conheço a revista portanto fiquei muito contente por meter este pequeno texto. Obrigada

Ana Martins disse...

Que história impressionante,não fazia ideia da história de vida do Dr. Pedro Choy, uma lição de vida, sem duvida, mas muito bem contada!
Parabéns pela reportagem!

Mau feitio disse...

Uau....

Fuschia disse...

Já comentei com várias pessoas esse mesmo artigo (não sabia que tinha sido escrito por si). É uma história encorajadora. Não consigo deixar de pensar nos miudos de Almeirim que gozavam com o Choy e que duvido que agora estejam tão bem na vida.

Anónimo disse...

Olá Sónia,
A história de Pedro Choy é de facto exemplar e impressionante. Tocou-me especialmente a cureldade de que ele foi alvo na infânica e adolescência por ser pobre e diferente. Um menino de olhos rasgados no meio do ribatejo. E como soube resisitir. E lutar. E vencer.
Quando hoje leio a história do menino que se atirou ao rio TUa porque não aguentou mais a cruledade de colegas de escola, não consigo deixar de pensar que nem todos os miúdos têm força para lutar sozinhos e dar a volta por cima. E essas crianças precisam de nós. Não podemos desistir delas. Ou então não faremos outra coisa que não citar a toda a hora as belas palavras de Sophia:"Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos Que quem ousa lutar é destruído Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas".
Eu sei que não há "posts", nem histórias a pedido... Mas porque sou viciada no seu blogue, nas crónicas que escreve no i (como já era das histórias maravilhosas da revista do DN), digo-lhe: o menino do Tua merece as suas palavras, a sua forma única e tão especial de contra histórias. E muitos outros meninos deste país precisam dessas palavras.
Um beijo para si e para a sua familia encantadora.

Inês

Cindy disse...

Ainda fui procurar o jornal no domingo, mas já estava esgotado... gostava muito e ter comprado. Embora o próximo seja Nós Tristes (não é?) também me parece ser uma excelente leitura.
Parabéns!
Beijocas

Fátima disse...

Uma bela história sem dúvida, mas cuidado, médico ele não é.

Eu.. disse...

uma historia de coragem, força..
Fascinante!!

Melody disse...

sem comentários....

Anónimo disse...

Pena não pensar no tempo em que era pobre e fazer uma clínica social para que os que actualmente são pobres pudessem tb fazer acunpuntura e outros tratamentos de medicina alternativa...

Anónimo disse...

Pena não pensar no tempo em que era pobre e fazer uma clínica social para que os que actualmente são pobres pudessem tb fazer acunpuntura e outros tratamentos de medicina alternativa...

La Pattysserie disse...

Fique impressionadíssima quando li o texto pela primeira vez. Ontem à noite, quando o reli para o meu marido, até me vieram lágrimas aos olhos.
História fantástica, escrita fabulosa. Parabéns e obrigada.

anabela martins disse...

Não sabia qu o texto tinha sido escrito porsi, leio mtas vezes o seu blog mas nunca comentei, conheço o Dr Pedro Choy ah mais de 10 anos, ja fiz varias consultas com ele e fui tratada sua Clinica do Porto, uma pessoa muito humana, e extramamente simples, um grande ser Humano. Parabens pelo texto.anabela

Anónimo disse...

Só uma pergunta que me intrigou desde que li o texto (por sinal muito bem escrito): como é que uma pessoa que vem para Portugal aos 3 meses de vida e o seu único contacto com a cultura chinesa é através mãe, envolta numa situação de pobreza extrema e a criar 4 filhos, chega à juventude sabendo karaté a ponto de poder ensinar terceiros?

A sério que me fez confusão esta questão (picuinhas eu sei)... não estou a tentar desmentir o Sr. (que nem conhecia) e sim, se de facto foi assim que aconteceu um bem-haja ao mesmo!

Bárbara disse...

cócó volta, tenho saudades..
é que agora não tenho tido tempo para ler livros, e esta blogue é uma consolação..agora assim vejo-me tentada a deitar-me às 3h da manhã para ficar a ler um bom livro, e não é que seja mau, mas se há coisa que eu gosto é de dormir

Isabel disse...

Li o texto no i e adorei. A história é linda e inspiradora e está brilhantemente retratada. Parabéns!

Dulce disse...

Fantástico. Simplesmente fantástico!

Maria Clara disse...

Depois de ler isto, senti-me um nico de gente.
Que ensinamento!

Marcia P. disse...

Que história extraordinária! Soube lutar e venceu.
Os outros...são os outros e nada mais!
Márcia

Pedro M. disse...

Pode ter passado muitas dificuldades, e vencê-las tem muito mérito, mas acharei a história inspiradora no dia em que provarem que a acupunctura não é mera banha da cobra com efeito placebo associado. De resto, nada contra ti, SMS.

Anónimo disse...

estou com o outro anónimo: a historia do karaté tb me deixou a pensar... O historia é comovente, mas eu gosto que as coisas façam sentido na minha cabeça e pronto essa parte do karaté ficou como que em suspenso...?

Descalça disse...

Um bom exemplo de vida.
Também gostei do provérbio chinês, para recordar nos dias menos bones :)

Anónimo disse...

Revi-me um pouco na história de Pedro Choy! Também eu fui para Almeirim, com 6 anos, filha de uma divorciada! Era a única filha de pais divorciados da altura! Era uma terra muito cruel no aspecto social! Não sendo assim tão pobre, fui trabalhar com 16 anos, bares, discotecas, papelarias, tudo o que desse para fazer dinheiro e manter os estudos no horário diurno! Fui a melhor aluna do Secundário em Santarém e entrei na Faculdade com as melhores notas! Mas fui com a ilusão das bolsas, e também eu constatei quem é que recebe essas ajudas, é quem não precisa! A partir de 4ºfeira já não comia até voltar a casa à 6ºfeira à noite, onde jantava antes de ir trabalhar para um bar e depois do bar para a discoteca, e com sorte ainda fazia a feira durante o dia! Sempre trabalhei para alcançar os meus sonhos! E hoje que tenho um filho penso que apesar de ter a tentação de lhe dar coisas materiais (não lhe faltar nada!!), experimentar a frustração torna-nos mais fortes e mais criativos!
Tive sempre o amor da minha mãe e dos meus avós maternos, e o seu apoio!
Como me disse uma vez uma criatura asquerosa: "as adversidades tornam-nos mais fortes"!
Bem ajam a todos.
PS: em relação aos que se questionam sobre a picuinhice do karaté, são de Almeirim?????

eu disse...

Respondendo à Sra Fátima , ele é médico tirou um curso de Medicina e Coimbra, ou será que não leu o artigo?...E sim ele pensa nas pessoas desfavorecidas pois tem em Almeirim uma clinica onde as consultas são grátis para as pessoas de lá, as que não podem pagar. É lógico que essas consultas servem também para ele por os alunos do curso de Acupuntura e Fitoterapia a praticar mas é uma maneira de retribuir.Gostava de dizer que ele é 100 % altruista mas quem é?Tem uma universidade onde são ministrados cursos de acupuntura e fitoterapia onde se paga bem para lá andar onde temos de pagar tudo, mas o que importa é conseguirmos melhorar a qualidade de vida das pessoas...Por isso saibam que não é preciso acreditar na Acupuntura e na Medicina Tradicional Chinesa para ela fazer efeito.Abraços

isabel disse...

Vejo este blog de longe a longe (não porque não goste do que leio mas por falta de tempo) e por isso só comento agora. Conheci bem o Pedro Choy em Coimbra, foi a certa altura namorado de uma colega minha, foi "patrâo" de um amigo meu (numa escola de karate), lembro-me de ele ser segurança nos convívios da universidade. Ponho em duvida que passasse fome nessa altura. Eu às vezes também passava porque gastava a mesada toda em cerveja e noitadas. Não me lembro de ser a pessoa maravilhosa que a o post quer fazer passar. Muitas vezes quem supera grandes dificuldades torna-se mais depressa um "salve-se quem puder" do que uma boa pessoa.

Nuno disse...

Nuno


Foi meu professor de karate mas desconhecia esta historia foi sempre muito correcto,um grande mestre.

Anónimo disse...

O Meu filho sofria de Asma com alguns internamentos pelo meio e bombas de fazer com que ficasse quase igual ao boneco da Michelin,
após informação através de amigos de que na clínica do Dr. Pedro Choy existia uma luz ao fundo do túnel, não perdi tempo e iniciei os tratamentos da medicina chinesa e passados + - 3 anos o meu filho é um jovem com uma qualidade de vida acima da média, desportista e músico de fazer inveja.
Obrigado Dr. Pedro Choy por ser quem é.

spmatias disse...

Boas,

Para quem não sabe existe o PAS (projecto alternativo de saúde), em que o objectivo é de chegar a medicina chinesa às pessoas mais carenciadas. Digo-o isto com toda a convicção porque eu sou um ex-aluno de medicina chinesa da universidade do Dr Pedro Choy e actual profissional desta maravilhosa área. O 1º foi em Almeirim, e existem mais dois ou três que não sei especificar mas se contactarem a APPA (Associação Portuguesa de Profissionais de Acupunctura) ficarão a saber.
Isto tudo só para dizer que o Pedro Choy é um dos meus idolos.
Obrigado

Anónimo disse...

Olá sim é verdade,mas fui funcionária dele 2 anos e nunca foi simpático.E acho que se ele sofreu tanto na vida devia ser mais humilde e não "rodar" tanto o pessoal,não foi o meu caso porque eu é que me despedi.