Teresa Branco garante mudar o corpo dos gordos mas, mais importante ainda, garante cuidar-lhes da cabeça. Tudo nesse espaço absolutamente fantástico que é o Banyan Tree, no Estoril (eu fui lá meter o nariz e aquilo é mesmo cinco estrelas). Há uma equipa multidisciplinar que recebe estes comedores compulsivos e lhes trata não só o corpo como a mona, que é onde reside o cerne da questão. Não é só a consulta de fisiologia. Há também um acompanhamento psicológico, há ginásio, há spa, há tudo e mais alguma coisa. Quem entra para aquele programa é «trabalhado» da cabeça aos pés. E muda. A fisiologista, pelo menos, garante que sim. E mostra fotos, de clientes antigos, que emagreceram 50, 20, 10 quilos, e não voltaram a encontrá-los (que é o que acontece à maioria).
No fim do almoço ela, sem querer dizer que eu estava a precisar, sugeriu que fosse à consulta. Só assim para ver como é. E eu, que sou uma fácil nestas coisas de perder peso, estou mesmo à beira de ligar e ir. Deixo-vos umas imagens do Banyan Tree Spa, para que vejam como também o espaço convida (se bem que, na verdade, as imagens não lhe fazem justiça. O sítio é mesmo lindo!). Pena não ser mesmo aqui ao lado de casa...




25 comentários:
É aqui a 5 minutinhos de casa.
É verdade Sónia... O gordo é sempre visto como um ser despresável, sem escrupulos, uma pessoa que não merece vivier...
Eu sou e sempre fui gorda e sempre fui e sou olhada de lado, exactamente como tu escreves-te... É triste as pessoas serem tão ignorantes ao ponto de até a uma criança de 4 anos chamarem de gordo e dizer que não pode comer tanto, etc (pessoas que nunca viram antes a criança).
É lamentável que exista pessoas assim...! Nós gordos somos pessoas iguais a qualquer outra.. temos sentimentos, choramos e rimos como todo o ser humano!
Desculpa este desabafo mas acredita que há pessoas muito más.
CJ
Apesar de achar estúpido discriminar-se as pessoas gordas ao mesmo tempo também acho que não se pode achar "coitadinho não tem culpa de ser gordo, é a genetica/ou as hormonas ou bla bla bla".
Já falei com vários amigos meus da área de sáude (medicos, farmaceuticos, etc)e eles dizem-me que na grande maioria dos casos as pessoas comem mesmo mal, acham que comem pouco e comem muito.
Por isso não acredito na desresponsabilização. Acredito no procurar as causas (muitas vezes psicologicas claro, comer é uma compulsão, um comportamento aditvo); mas acredito também na vontade, na mudança de comportamento. Porque nem tudo é culpa do metabolismo ou etc etc.
Só tenho pena que estes sitio dejam carissimos e que nem metade dos gordos deste país possam pagar.
deve ser baratinho, cheira-me.. :)
é que isto de ser gordo também tem o que se lhe diga ;)
Não tenho duvida que esses tratamentos, com tudo o que envolve, as várias fases do mesmo para tratar precisamente o mais importante - a cabeça, porque a fome, o exagero a comer vem de lá - são eficazes, mas é preciso ter finanças que o permitam.
E a Teresa Branco ganhou (e bem) bastante protagonismo com o biggest loser português.
Eu sou fã do ginásio e do fechar a boca.
E assim por assim, resulta e é mais barato ... :)
Eu concordo inteiramente com a Espiral. A maior parte das pessoas fica chocada quando explico que a dose DIÁRIA necessária de carne para um adulto não deve ser maior que a palma da nossa mão. E agora comparem lá esta quantidade com aquilo que comem normalmente a uma refeição (já nem vou falar do que comem diariamente...)? Comemos muito e comemos mal. E aí reside o principal problema, pois ninguém me convence que somos na maioria compulsivos na forma como comemos.
Bom dia Querida Cócó!
Como moro em Cascais e sou um "cadinho" gordinha, e também impulsionada com o programa dos "gordinhos" que passava na Sic. Lá me decidi e marquei uma consulta para o programa Teresa Branco.A primeira consulta, com a própria Teresa Branco custou 50€. Falámos sobre o porquê de haver pessoas mais gordinhas que outras e o resto da consulta foi sobre se eu tinha ou não qualquer problema psicológico, familiar,de trabalho...Esta parte da consulta durou 40min, os restantes 10 min foram para eu assinar, logo ali um contrato (a uma seguradora). Este contrato consistia em planos de 6 a 12 meses, conforme o tipo de tratamento que quisesse fazer. E os valores iam desde os 2500€...
O programa é realmente completo, mas a consulta não incluiu uma pesagem, um plano alimentar, nada...apenas toma lá um contrato e depois volta que logo se vê. Achei caro, muito caro e muito impessoal.
O que eu fiz, pesquisei na net uma dieta que eu conseguisse e cumprir e de resto faço todos os dias uma caminhada de cerca de 1h, já perdi 5kg, de uma forma saudável e gratuita. Um grande beijinho
tens toda a razão, eu sou gorda não só culpa vida sedentário que tenho, mas raio do apetite que tenho, lá em casa somos 3, para gordo o meu pai confessa não come pelo apetite que tem senão era pior.
já fui magra confesso não me senti bem, já fui ao ginásio mas perdi interesse ganhei peso em vez de perder. claro menos 10 kilos sentiria melhor as minhas costas agradeciam bastante, pena sejamos olhados de lado e beleza está em cima das passarelas naquelas modelas esqueléticas mal endireitam em cima de uns saltos altos. deculpa foi só um desabafo!
Eu percebo a teoria da compulsão, e acredito que muitos sofram muito com ela, e com a incompreensão dos que os rodeiam.
Mas acho que nem sempre o excesso de peso ou gordura vem daí.. Não se pode desresponsabilizar totalmente as pessoas porque há outros factores a ter em conta: a preguiça, o cansaço e a falta de vontade para fazer uma sopa em vez de uma tosta mista, a força de vontade, o pôr em prática o que é tantas vezes ensinado mas outras tantas ignorado.
E no caso das crianças então.. Elas não têm excesso de peso por culpa delas, mas sim dos pais. E o/a CJ que me desculpe, mas as crianças também têm tabelas nutricionas e ALGUMAS delas não deviam, de facto, comer tanto e tão mal. Para o bem delas..
Sou obesa,nunca estive tão gorda como agora, mas sempre tive excesso de peso. A compulsão de comer não é culpa das pessoas mas a falta de vontade é. Eu culpo-me imenso porque sou preguiçosa, não tenho motivação para ir ao ginásio, e isto é um ciclo. A discriminação é enorme, a começar pela vida social, onde somos postos de parte, e a discriminação ainda se sente mas a nivel profissional. Ha anúncios em que pedem foto de corpo inteiro, no comércio nem aceitam o curriculo porque não temos "perfil", e já me aconteceu ir a uma entrevista para uma empresa de artigos dentários em que o dono da dita empresa poes-me literalmente na rua. É TRISTE. Eu acho que o preconceito é grande e vai aumentar. E mais triste é haver soluçoes apenas para uma minoria. Eu adorava ter todo esse acompanhamento mas, infelizmente, não tenho dinheiro para isso.
Beijinhos
Falar dos outros é fácil, o mais dificil é resolver os problemas. As fragilidades por vezes são muito complicadas de ser tratadas a cabeça é que domina tudo. bjs
Cara Sónia,
Para reduzir um bocadinho a sensação de culpa que sempre temos, mesmo odiando-a do mais fundo do nosso ser, aqui fica um estudo muito recente que com certeza a deixará contente. A culpa, de facto, não é nossa. ;))
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52097&op=all
Concordo com o que escreveste, mas também há muita gente que não sabe comer, come demais, não come legumes, só fritos, enfim...vejo pessoas a comer batatas fritas todos os dias, sem legumes, sem uma verdurinha, só gorduras...
Já agora Cóco, quanto é que pesas?? É que pela conversa até parece que és gordinha (?)
Eu, não sendo gorda, sempre fui "cheinha" (fazia-me bem perder uns 5 kilitos, vá). Tenho uma certa tendência para engordar e o facto de adorar petiscos em nada ajuda. Claro que tento compensar com ginásio e tal e umas sopas durante a semana (que ao fim de semana é a desgraceira total).
Agora digo-lhe uma coisa... Pelas fotos que colocou eu até podia ser magérrima... assim a atirar po anoréctica que eu ía querer visitar esse sítio na mesma... é que parece tão especatular!!! Assim em jeito de spa!!! :)
Engraçado... a ler isto recuei no tempo e apercebi-me que passei de "miúda come migalhas" para glutona aos 15 anos, logo após a separação dos meus pais. Agora,aos 35 anos, passo a vida numa luta com 5 a 8 kgs,ora para baixo,ora para cima,ora como com muito juízo,ora como toda a porcaria que apanho... Se calhar o problema não reside só na boca,se calhar está escondidinho lá no fundo!
Obrigada!
Dora Silva
eu queria emagrecer e não consigo sozinha.......
É verdade. Tratamos mal os gordos,os velhinhos e muitos não dão lugar a mulheres grávidas. Infelizmente as pessoas estão cada vez mais fechadas eu acho que tem a ver com muita falta de amor. Atenção que não é só receber, é dar também.
A minha opinião sobre os gordos que eu via no peso pesado era que aquelas pessoas precisavam muito de ajuda para gostar de si...e depois disso era meio caminho andado. Um dia dei-me ao trabalho ver um daqueles programas iniciais e perceber o que tinha acontecido aquelas pessoas! Apercebi-me que muitas delas tinham passado por eventos que de uma maneira ou outra lhe deixaram marcas. E refugiram-se na comida e deixaram de gostar delas próprias. Admiro aqueles gordos que foram ao programa porque é preciso ter coragem para se exporem assim. E apercebi-me que a luta maior era mental. Também é um facto que conheço muitas pessoas cheiinhas que depois de irem ao nutricionista se aperceberam que só o eram porque cometiam erros alimentares gigantes! Eu não sou gorda, sou magra.Sempre fui...na escola era a olivia palito, a pernas de alicate etc.... Mas eu nuca sei o dia de amanhã. Por isso acho que antes de julgarmos os gordos ou os magros ou o que quer que seja as pessoas devem pensar que nós não sabemos se não vamos passar também por um evento traumático nem os resultados do mesmo, e que hoje eles amanhã eu! Eu sou fumadora... um vicio péssimo. O que é facto é que a sociedade encara melhor que eu fume do que se eu fosse gorda...
Espero que no teu trabalho como jornalista, também não publiquem os teus trabalhos. Assim, como o fizeste hoje.Defendes a liberdade de expressão mas hoje demonstraste também o tipo de pessoa que és, realmente não estava a espera. O meu comentário, em nada denegria a imagem da Clínica nem do trabalho da Teresa Branco, mas desta vez é do teu interesse dizer bem da Dr. Teresinha não é verdade?
Pelos vistos há pessoas que julgam que passo os meus dias colada ao computador, a aprovar ou a rejeitar os seus comentários. Pois, era toda uma vida animada, todo um entusiasmo, mas não. Acontece que trabalho. E que por vezes deixo a aprovação dos comentários para depois. Chegam a ficar dias a marinar. Nao é por mal. É porque faço outras coisas além de ler os vossos comentários. E foi só por isso, cara anónima, que eu nao publiquei imediatamente a sua prosa sobre a Dra Teresa Branco. Nao foi por ter interesses escondidos ou por uma qualquer teoria da conspiração rebuscada.
Fico muito feliz por ter perdido 5kg sem ter que recorrer a ela, mas ficava ainda mais feliz se nao fosse tão precipitada a julgar os outros.
Abraço.
Em resposta à Raquel (e não querendo criar qualquer "guerra") não considero queo meu filho coma mal... todos os dias come sopa de legumes e com a acrne ou peixe tem sempre a acompanhar legumes e/ou salada de alface o que ele adora... sempre tive a preocupação em relação ao pesodo meu filho para ele não sofrer o que eu sofri e sofro... ele nasceu fora dos percentis todos falei e falo com o pediatra sobre o seu peso e ele diz-me que ele é uma criança grande em todos os sentidos... vamos ver como corre.
O que me revolta é que os adultos que lhe dizem k ele está gordo não teem noção no que implica numa criança de 3 anos... eles já pensam!!!... mas enfim... vou ter de convivier com isso!
É um simples desabafo para perceberem que nos custa ser descriminados!Como algumem dizia num outro comentário, aos olhos da sociedade é pior ser gordo do que fumador! Eu sou as 2 coisas!!! :)
Eu sempre conheci "gordos" porreiros, de bem com eles próprios. Isso de que todos os gordos são coitadinhos e infelizes é mais uma moda como qualquer outra. As pessoas têm que ser esclarecidas dos perigos que correm. A partir daí farão as suas escolhas. E assumirão os seus erros. Porque também é muito fácil culpar os outros das suas próprias crises de identidade. Se fossemos por aí quem mente não tem culpa, foi impelido. Quem fuma, não tem culpa, é o vício. Quem come, está a refugiar-se... e por aí fora.
Gostei do que li, os comentários passei ao lado porque como em tudo há opiniões de todo o genero.
Acho que a Drª Teresa Branco tem uma boa filosofia e outros como ela também, o grande problema é que para se ter estas ajudas tem que se ter muito dinheiro, caso contrario ou se tem muita força de vontade ou se continua obeso.
Vjam a dieta LEV que acho que resulta e não fica cara ( uma colega perdeu 5 Kg em 10 dias )
Tudo de bom
Joana
Nunca me conheci magra. Nos últimos anos estacionei nos 25 kilos em excesso mas o meu record pessoal de excesso de peso são 31 kgs a mais (no verão passado) e sempre os senti. Fui sempre "a gorda".
Dito isto, acho o discurso da Dra. Teresa simplista, irresponsável e condescendente. Simplista porque descura todo o processo de decisão, de busca de informação, de criação de alternativas saudáveis, de educação e consciencialização (na maioria dos casos reeducação) entre outros, que levam a que pessoas, independentemente da % de gordura corporal, façam a escolha correcta. Isto para além de qualquer trauma. É um discurso irresponsável porque retira aquilo que temos de mais precioso, o nosso livre arbítrio, a nossa escolha e nossa capacidade de deliberação e controlo sobre a nossa vida - que existe a todo o instante e se alarga mediante a informação que temos disponível - e transforma, condescendentemente, homens e mulheres adultos em meras crianças. É óbvio que qualquer pessoa beneficia em explorar as razões ulteriores de qualquer decisão e que este processo não deve ser descurado, mas não é isso que o discurso-chupeta da Dra. Teresa deixa transparecer. Eu posso ser gorda mas não sou um bebé e sei perfeitamente que, para além de comer emocionalmente, também faço escolhas erradas porque não fui habituada ou não sabia como fazer as correctas, faço escolhas erradas porque prefiro algo que considero saboroso (ex. fritos) a algo que considero aborrecido (ex. cosidos); também prefiro ficar confortavelmente sentada numa esplanada do que ir correr 5kms ou puxar ferro e submeter o meu corpo a uma "tortura", sim, porque fazer exercício cansa e dói e consegue ser mesmo muito desagradável.
Um último reparo: Ser gordo ou comer emocionalmente não é pior que ser alcoólico. Um alcoólico em recuperação ou recuperado não toca em álcool porque exerce a sua força de vontade sobre a sua compulsão e a vence, diariamente, mas o álcool está sempre lá, e não deixa de fazer parte das bebidas, sempre presente e necessárias. É o mesmo com a comida. Ao invés de beber álcool, o alcoólico bebe água. Ao invés de comer fritos ou doces, o gordo deve comer fruta e apostar em saladas, sopas e outros complementos disponíveis para uma alimentação saudável. É difícil? Claro que sim. Eu também prefiro um pastel de Tentúgal a meio da tarde (e uma caixa desaparece com tanta rapidez nas minhas mãos) a meia dúzia de cenouras bebés, mas sei perfeitamente qual deles é mais nutritivo, com menor contagem calórica e mais benéfico para mim.
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