«Polémica em publicação médica de referência
Estudo defende que "bebés não são pessoas e podem ser mortos"
Dois investigadores defenderam num artigo publicado no ‘Jornal de Ética Médica’, do conceituado grupo British Medical Journal, que bebés recém-nascidos não são pessoas e que matá-los, logo nos primeiros dias de vida, não é muito diferente de fazer um abortoEstudo defende que "bebés não são pessoas e podem ser mortos"
Francesca Minerva, académica nas Universidades de Melboune e Oxford, e Alberto Giubilini, das universidades de Milão e Monash, em Melbourne, argumentam que os recém-nascidos, tal como os fetos, não têm um estatuto moral semelhante ao dos adultos.
Na tese publicada, os especialistas em ética defendem que os recém-nascidos são ‘não-pessoas' porque ainda não têm consciência da sua própria existência.
Para os dois investigadores, não se trata de infanticídio, mas sim de aborto pós-parto e só deveria ser autorizado em bebés com doenças e malformações não detectadas durante a gravidez. Outra situação possível é para pais que não têm condições para psicológicas ou materiais para lidar com o bebé.
O artigo foi publicado, justificou Julian Savulescu, editor do Jornal de Ética Médica, porque a publicação não existe para veicular apenas uma determinada corrente de pensamento. "Os autores argumentaram, de uma forma provocadora, que não existem diferenças morais entre um feto e um recém-nascido. A argumentação parte de ideia que muito podem aceitar e outros rejeitar", afirmou.
Certo é que a polémica está instalada, com milhares de cartas e e-mails a ameaçar de morte os autores da tese. Julian Savulescu condenou as ameaças enviadas à publicação, considerando tratarem-se de uma tentativa de censura inaceitável.»
Eu nem sei o que dizer.
47 comentários:
Exactamente, what?! Ou melhor WTF?
está tudo ao saque, é o que é.
Vale tudo :(
Que horror.
Não digas nada. Mas podia alguma alma caridosa matar estes energúmenos. Ou os seus filhinhos acabados de nascer. Há com cada cabrão...
Está tudo maluco ou andaram a fumar daquela coisa que faz rir?
Pelo amor de Deus.
tou chocada... essa gente sem escrupulos devia ser enfiada toda dentro dum barril de gasolina... como é que se pode sequer pensar numa coisa dessas?
Sinceramente acho que o objectivo dos autores foi um só: gerar polémica!
Sabe o que se diz, não interessa que falem bem ou mal, interessa que falem!
Esta era a regra há uns anos para determinados contextos mas agora acho que se começa a generalizar para tudo. A palavra de ordem é dar nas vistas... nem que seja pelos piores motivos.
Eu acho que nem vale a pena dizer nada!! Anda tudo maluco????? Mas esta gente é doida^???????Só pode
...eu li hoje de manhã este artigo...ainda não consegui nem consigo falar sobre aquilo...:/
se não fazemos isso a um animal que amamos,claro que não fazemos a um ser humano, mesmo que esse ser tenha acabado de nascer, esse mesmo ser que recomhece logo a mãe e sente dor.
Essas almas iluminadas falam para chamar a atenção, pobre coitados, são tão pobres de juizo.
sabes que disse no Fc, está td maluco, senão andaram a fumar qualquer coisa não? isso não é coisa de gente humana!
bjos
Bem eu estou sem palavras......nunca pensei ouvir tamanha barbaridade!!!!
Bem eu estou sem palavras......nunca pensei ouvir tamanha barbaridade!!!!
E eu também não. Vou tomar ali um Xanax e já volto.
e porque não os esquerosos autores de tal artigo?? eles próprios sofrem de uma deficiência profunda que se reflecte neste artigo!! tenham dó! PQP!!
idem. Fiquei sem palavras! :(
Nem dá para acreditar. Como é possível estas afirmações, só p+odem ser doentes! Com boa formação académica, mas doentes.
Antes de embadeirarem em arco com esta notícia (apresentada no tradicional modo sensacionalista do Correio da Manhã), recomendo que leiam a explicação dos editores do "Journal of Medical Ethics" para aceitarem a publicação deste artigo: http://blogs.bmj.com/medical-ethics/2012/02/28/liberals-are-disgusting-in-defence-of-the-publication-of-after-birth-abortion/#comment-451456352
É que vale a pena perceber várias coisas. Primeiro, que a ideia não é nova. Já agora, o jornalista do Correio da Manhã bem que podia explicar isto, não? - chama-se contextualização, e eu não sou jornalista mas percebo alguma coisa de (des)informação.
Segundo, e como os editores explicam, o objectivo desta revista científica (é disso que se trata, e não de um jornal como o jornalista do Correio da Manhã traduziu) - e aliás de todas as revistas científicas - não é (ou não deve ser) apresentar verdades únicas ou promover determinadas perspectivas morais, mas sim apresentar argumentos bem fundamentados baseados em premissas amplamente aceites. Isto é, as revistas científicas em geral (ciências naturais, sociais, políticias, etc.) publicam investigação bem fundamentada que permita avançar o conhecimento (neste caso, no domínio da ética médica).
E já agora, sem ter lido o artigo científico (apenas o resumo), posso dizer que é claro que este tema é muito polémico, e me faz muita impressão este tipo de discussão. Por outro lado, a cientista dentro de mim não pode deixar de ter uma curiosidade enorme para perceber como neste artigo foi construída a argumentação que permitiu chegar a estas conclusões.
Já tinha visto de manhã no face. É inacreditável!
Estas teses só surgem pk alguns paizinhos não exerceram o direito de abortar e deveriam tê-lo feito... Que absurdo! Nem sei o que dizer! Até fiquei maldisposta...
Nem eu. Sinceramente quando acho que não podemos chegar mais longe nas atrocidades que se defendem, a humanidade surpreende-me.
nem eu! Ao que chegamos, quer dizer que um bébé acabao de nascer não é gente! Mama porque tem um botão que lhe diz que deve mamar, chora porque lhe apetece. Ou seja vai dai podemos matá-lo que é o mesmo que fazer um aborto. Se fazer um aborto é horrível, é na minha opinião sacrificar um ser vivo, o que dizer de matar um bébé!
O que lhe digo Sónia, a ser verdade este artigo é que estamos cada vez mais a caminhar para o abismo já ouvimos coisas que para mim não passam de inversão de valores aos quais me habituei desde pequenina. O mundo está perdido.
Chego à conclusão que anda tudo maluco!! Quem diz uma barbaridade destas só pode estar maluco...
Se o objectivo era fazer ver o aborto como uma barbaridade, parece-me que surtiu o efeito desejado!
Bom eu tive Bioética neste ano de curso e discutimos (muito) este tema, entre outros. Acho que pode ser esclarecedor fazermos primeiro um esclarecimento entre o que é "pessoa" e "ser humano":
"É possível dar à expressão "ser humano" um significado preciso. Podemos usá-la como equivalente a "membro da espécie Homo sapiens". A questão de saber se um ser pertence a determinada espécie pode ser cientificamente determinada por meio de um estudo da natureza dos cromossomas das células dos organismos vivos. Neste sentido, não há dúvida que, desde os primeiros momentos da sua existência, um embrião concebido a partir de esperma e óvulo humanos é um ser humano; e o mesmo é verdade do ser humano com a mais profunda e irreparável deficiência mental — até mesmo de um bebé anencefálico (literalmente sem cérebro).
Há outra definição do termo "humano", proposta por Joseph Fletcher, teólogo protestante e autor prolífico de escritos sobre temas éticos. Fletcher compilou uma lista daquilo a que chamou "indicadores de humanidade", que inclui o seguinte:
Autoconsciência
Autodomínio
Sentido do futuro
Sentido do passado
Capacidade de se relacionar com outros
Preocupação pelos outros
Comunicação
Curiosidade
É este o sentido do termo que temos em mente quando elogiamos alguém dizendo que "é muito humano" ou que tem "qualidades verdadeiramente humanas". Quando dizemos tal coisa não estamos, é claro, a referir-nos ao facto de a pessoa pertencer à espécie Homo sapiens que, como facto biológico, raramente é posto em dúvida; estamos a querer dizer que os seres humanos possuem tipicamente certas qualidades e que a pessoa em causa as possui em elevado grau.
Estes dois sentidos de "ser humano" sobrepõem-se mas não coincidem.
(continua)
O embrião, o feto subsequente, a criança gravemente deficiente mental e até mesmo o recém-nascido, todos são indiscutivelmente membros da espécie Homo sapiens, mas nenhum deles é autoconsciente nem tem um sentido do futuro ou a capacidade de se relacionar com os outros. Logo, a escolha entre os dois sentidos pode ter implicações importantes para a forma como respondemos a perguntas como "Será que o feto é um ser humano?"
Quando escolhemos as palavras que usamos em situações como esta, devemos empregar os termos que permitam exprimir o que queremos dizer com clareza e que não introduzam antecipadamente juízos sobre a resposta a questões substanciais. Estipular que usamos o termo "ser humano", digamos, no primeiro sentido e que, portanto, o feto é um ser humano e o aborto é imoral não ajudaria em nada. Tão-pouco seria melhor escolher o segundo sentido e defender nesta base que o aborto é aceitável. A moral do aborto é uma questão substancial, cuja resposta não pode depender do sentido que estipularmos para as palavras que usamos. Para evitar fazer petições de princípio e para tornar o meu sentido claro, porei de lado, por agora, o ambíguo termo "ser humano" e substitui-lo-ei por dois termos diferentes, correspondentes aos dois sentidos diferentes de "ser humano". Para o primeiro sentido, o biológico, usarei simplesmente a expressão extensa mas precisa "membro da espécie Homo sapiens", enquanto para o segundo sentido usarei o termo "pessoa".
Este uso da palavra "pessoa" é, ele mesmo, infeliz, susceptível de criar confusões, dado que a palavra "pessoa" é muitas vezes usada como sinónimo de "ser humano". No entanto, os termos não são equivalentes; poderia haver uma pessoa que não fosse membro da nossa espécie. Também poderia haver membros da nossa espécie que não fossem pessoas. A palavra "pessoa" tem a sua origem no termo latino para uma máscara usada por um actor no teatro clássico. Ao porem máscaras, os actores pretendiam mostrar que desempenhavam uma personagem. Mais tarde "pessoa" passou a designar aquele que desempenha um papel na vida, que é um agente. De acordo com o Oxford Dictionary, um dos sentidos actuais do termo é "ser autoconsciente ou racional". Este sentido tem precedentes filosóficos irrepreensíveis. John Locke define uma pessoa como
"um ser inteligente e pensante dotado de razão e reflexão e que pode considerar-se a si mesmo como aquilo que é, a mesma coisa pensante, em diferentes momentos e lugares."
Esta definição aproxima a "pessoa" do sentido que Fletcher deu a "ser humano", com a diferença que escolhe duas características cruciais — a racionalidade e a autoconsciência — para cerne do conceito. É muito possível que Fletcher concordasse que estas duas características são centrais e que as restantes decorrem mais ou menos delas. Em todo o caso, proponho-me usar o termo "pessoa" no sentido de um ser racional e autoconsciente, para captar os elementos do sentido popular de "ser humano" que não são abrangidos pelo termo "membro da espécie Homo sapiens".
(continua)
Peter Singer (procurem na net os artigos/biografia fala de dilemas éticos e os direitos dos animais é muito interessante)
Daqui podemos tirar a conclusão que matar um recém-nascido é a mesma coisa que fazer um aborto. Não é o parto que faz de nós pessoas, que nos faz tomar consciência de nós mesmos...
Um Recém Nascido não tem noção de futuro nem de si próprio, logo se o matarem o único mal que lhe podem provocar é a dor física e não uma frustração de lhe retirarem um futuro porque é uma coisa que o mesmo não concebe.
A questão que se pode colocar é: quando é que o feto começa a sentir dor (logo a ser prejudicado pelo aborto)?
Além disso os autores não defendem o "aborto pós-parto" com livre arbítrio, só em situações muito especificas.
Agora sim sinto-me pronta para dar a minha opinião.
A tecnologia está de tal maneira avançada que é possível detectar uma gravidez indesejada/malformações fetais muito cedo, mesmo antes o feto começar a sentir dor, pelo que para mim não se justifica que o aborto seja feito depois desta data. Mas que não há diferença entre um aborto (desde que o feto começa a sentir) e matar um recém nascido não há. E que um recém nascido não é uma pessoa (tendo em conta a definição em cima descrita) não é. Há-de ser um dia. O que muda entre um bebé dentro e fora do útero? Os laços de afectividade que os pais sentem pelo mesmo? Mas isso não se desenvolve ao longo da gravidez?
Peço desculpa pelo testamento e peço ainda que não me interpretem mal.
Concordo com uma parte, e espero nao me explicar mal... Os bebés não são "pessoas" no sentido que ainda não estão socializados, não respondem a valores morais e são guiados apenas pelos instintos. O quer faz de nós uma "pessoa", e penso q existam correntes de pensamento que apoiem isto, é a nossa socialização, a aprendizagem de regras, etc...
Agora que os bebés podem ser mortos e não ser considerado homícidio... É uma teoria estúpida e perigosa e que no meu entendimento não tem nada de cientifica, segundo o que já disseram acima.
Acredito também que as palavras tenham sido bastante distorcidas, principalmente sendo veinculadas a essa tão fidedigna fonte de informação que é o CM por isso... não me choca por aí além.
O objectivo de gerar polémica parte mais dos chamados jornalistas do que tanto dos autores... Acerca do tema em si: se acho moralmente reprovável o aborto, é igualmente reprovável esta "ideia". Mas para quem concorda com o aborto, terá que concordar com isto. A única diferença é que é mais difícil fazê-lo a um ser que ouvimos chorar, que podemos tocar, que podemos ver, do que ao que se está a gerar no ventre materno. Não sejamos hipócritas é estar a fazer o mesmo. É errado!! É atroz até. Mas não é o aborto só de si igualmente atroz? o resultado prático é o mesmo, aniquilação de uma vida humana, que apesar de ainda não ser consciente, é um ser humano "em construção". Penso que a ideia dos autores era basicamente esta, sem fazer juízos morais, de certo modo comparar e pôr em pé de igualdade os dois. Mas posso estar enganada.
A ideia já não é nova, e é interessante a sua exploração. Se tiverem oportunidade, leiam a "ética prática", de Peter Singer, leva-nos a pensar neste assunto de uma maneira diversa. Não é que matar bebés seja aceitável ou desejável, mas há que ler primeiro e contra-argumentar tendo bons argumentos.
Infelizmente a forma de avançarem todas as atrocidades é esta... primeiro começam por apresentar a coisa do ponto de vista cientifico (como uma evolução), depois vão enfiando questões emocionais (coitadas de crianças que ficaram vivas mas são maltratadas pelos pais, ou de pais que ficaram com crianças com problemas, aquilo nem é vida - esta estratégia aliada a alguns casos dramáticos, que é sp possível encontrar aliada á ciência que entretanto descobriu que nem são bem seres humanos cai como mosca no mel - como dizia um filósofo conhecido quando entra a emoção, perde-se a razão), a seguir começam a atacar quem defende o contrário de retrógrado que ainda não percebi bem porquê mas ninguém quer ser hoje em dia... Infelizmente primeiro estranha-se depois entranha-se... Se explicarmos a uma criança o que é um aborto ela vai achar uma coisa horrível e muitos de nós já não acham...
Ana Gonçalves
Eu fico doida com este tipo de assuntos :-(
Se os recém nascidos são "não pessoas" porque ainda não têm consciência da sua própria existência, o que se chama a um adulto que tendo consciência da sua existência consegue tecer tamanhas barbaridades? Será um monstro? Um assassino? Uma besta?
Eu só defendo o aborto em caso de violação ou em caso de malformações fetais.
Matar um recém nascido por falta de condições psicológicas ou materiais dos pais (como defendem estes investigadores) é de uma crueldade sem limites. Mas que tipo de mente pode pensar numa coisa destas?. É uma ideia abominável! Se não querem ficar com os filhos que os coloquem aos dispor de uma instituição para que possam ser adotados e acarinhados.
O ser humano é o animal mais estúpido e cruel à face da terra. Disso não tenho qualquer dúvida.
Numa sociedade CIVILIZADA só tem filhos quem quer. Os abortos não se fazem, evitam-se. Só engravida quem quer. Há métodos contracetivos para todos os gostos por isso não me falem em descuidos.
Colocar um ser no mundo é um acto que carece de reflexão e responsabilidade. Um recém nascido é uma bênção, é a essência humana no seu estado mais puro.
"NÃO PESSOAS" são todos aqueles que pensam o contrário.
Eu fico doida com este tipo de assuntos :-(
Se os recém nascidos são "não pessoas" porque ainda não têm consciência da sua própria existência, o que se chama a um adulto que tendo consciência da sua existência consegue tecer tamanhas barbaridades? Será um monstro? Um assassino? Uma besta?
Eu só defendo o aborto em caso de violação ou em caso de malformações fetais.
Matar um recém nascido por falta de condições psicológicas ou materiais dos pais (como defendem estes investigadores) é de uma crueldade sem limites. Mas que tipo de mente pode pensar numa coisa destas?. É uma ideia abominável! Se não querem ficar com os filhos que os coloquem aos dispor de uma instituição para que possam ser adotados e acarinhados.
O ser humano é o animal mais estúpido e cruel à face da terra. Disso não tenho qualquer dúvida.
Numa sociedade CIVILIZADA só tem filhos quem quer. Os abortos não se fazem, evitam-se. Só engravida quem quer. Há métodos contracetivos para todos os gostos por isso não me falem em descuidos.
Colocar um ser no mundo é um acto que carece de reflexão e responsabilidade. Um recém nascido é uma bênção, é a essência humana no seu estado mais puro.
"NÃO PESSOAS" são todos aqueles que pensam o contrário.
Paula Veiga Claro
http://www.angel-luzinha.blogspot.com/
Há malucos para todos os gostos mas há teorias que ultrapassam o limite do eticamente aceitável....
WTF??????
Ainda não é 1 de abril, pois não???
Enfim...
A partir do momento que consideraram que se poderia abortar, porque um feto não é uma pessoa, como tal a "mãe" tem o direito de opção sobre a vida desse ser, tudo é permitido. Tem razão, se um Ser vivo até 10 semanas não é considerado gente, porque é que depois de nascer há-de ser? O mal de se abrir determinadas portas é que depois outros loucos como os que abriram as primeiras podem abrir outras maiores.
Será que ninguém se lembra que existem pílulas anticoncepcionais, que não custam quase nada, e que poderiam prevenir, se não têm "condições psicológicas nem materiais" para cuidar de uma criança? Estes tais investigadores deveriam ajudar a esclarecer a população sobre planeamento familiar ao invés de perderem tempo com a publicação destes absurdos.
Maria
Anda uma história a circular no facebook que explica o que eu quero dizer:
"Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:
- Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério… Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro…
O médico então perguntou: Muito bem. O que a senhora quer que eu faça? A mulher respondeu:
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda. O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a
mulher
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora. A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
Ele então completou: Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para
ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá
nenhum risco…
A mulher apavorou-se e disse: Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime.
- Também acho minha senhora, mas me pareceu
tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la. O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno."
Como acho que já deu para perceber, eu sou contra esta história do post e contra o aborto. Mas sendo uma mulher da ciência sei que tudo é permitido ser estudado e publiccado (se acharam que havia argumentos para isso), cabe aos outros ponderar se é solução ou não. Como disse no comentário anterior, quando se abrem determinadas portas, depois quer-se que elas fiquem como as deixamos, mas há sempre alguém que as quer abrir mais.
O aborto há uns anos também já foi uma coisa impensável de se legalizar, porque na realidade também se fazia às escondidas. Isto deste artigo, embora ilegar, também se faz às escondidas (aqui, porque em alguns países islâmicos fazem isto a meninas recem-nascidas). Até se legalizar pode ser um passo, não sei.
Eu nem consigo comentar.
São nove meses de gestação!
Caneco!
Alguém engravide depressa esta senhora!
Subscrevo totalmente o comentário da Catarina G, não podemos sucumbir ao sensacionalismo de um diário como o CM, pois permite a agitação de massas. Dado ter uma formação científica, não me surpreende este tipo de artigos que não querem, de todo, afirmar a sua hipótese como supra-sumo de uma teoria e refutar tantas outras vigentes, trata-se sim, de expor o resultado de um estudo.
Saltando para a opinião pública pergunto: então qual a diferença entre matar um feto ou um recém-nascido? Porque provoca tanta revolta? Então despenalizaram o aborto e agora escandalizam-se com a morte dos recém-nascidos?
Fica a reflexão ;)
A mim já nada me admira!...
Primeiro, os bebés no ventre da mãe, muita gente diz que não são pessoas – “Caso não interesse, pode matar!”… agora, os recém nascidos, também há quem diga que não são pessoas – “Caso não interesse, pode matar!” … pode ser que esta gente quando for idosa, haja quem diga que os idosos, não são pessoas – “Caso não interesse, pode matar!” …
Realmente não sei onde irá parar este crescente desrespeito pela vida humana!..
Eu sei o que dizer - idiotas.
Não sei se é alguma coisa que põem na água, mas as pessoas estão a ficar doidas.
Este artigo está a ser difundido em larga escala, por um lado pela indignação que levantou, mas por outro pela argumentação falaciosa dificílima de resolver: a definição de ser humano é a consciência de si próprio!
Obviamente não se pode levar este conceito ao extremo do absurdo.
Por outro lado, precisamente com os mesmos argumentos poderemos dizer que é errado interromper o desenvolvimento da vida humana em qualquer altura após a concepção.
A nossa sorte é que ninguém com bom senso lhes vai ligar nenhuma!
(um) beijo de mulata
É muuuito mais profundo e filosófico do que isso. Subscrevo totalmente a Catarina G. E acredite que só o facto de ler "Correio da Manhã" e "British Medical Journal" na mesma frase é chocante.
"Fosgasse",que é isto!!!Trabalho na área da saúde e estou chocada,mesmo!!!!
Eu gosto da notícia. Concordo que matar um bébé recem nascido ou na barriga é igual(mente bárbaro). Acho completamente hipocrita criticar esta notícia e defender o aborto, seja ele em que altura for. Parabens pelo blog, vou lendo mas não sou de comentar. Esta não resisti.
Ainda que a discussão sobre o conceito de não-pessoa deva ser aprofundado, ocorre-me assim de imediato: 1º - Não estou a ver que tipo de malformações se podem detectar imediatamente a seguir ao parto, que não possam ser detectadas durante a gravidez. 2º - Se alguém não tem condições económicas para ter um filho,e mesmo assim insiste, porque não optar pela esterilização? Matar um recém-nascido é crime e dormirei mais descansada enquanto assim se considerar!
É de lamentar o "desinvestimento" no financiamento destas "investigações".
O que lhe falta em razão sobra-lhe em tempo...
Este artigo não merece comentários! É tão, mas tão descabido.
:S
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