Sábado, 9 de Fevereiro de 2013

Ajudar a Cecília

Este pedido foi-me feito por uma amiga, que é amiga desta família. A Cecília é brasileira e os pais (Juliana e Ítalo) aguardam pelo transplante, muito urgente. Tão urgente que, se ela ficar à espera num hospital público, é bem possível que não consiga resistir. Por isso, os pais estão a tentar angariar fundos para que a Juliana possa fazer o transplante num hospital privado, com vaga em tempo útil para salvar a sua filha.

Eis os dados da família e o NIB para quem quiser ajudar:


Caixa Econômica Federal
C.c. 15735-6
Operação. 001
Ag. 1089
C.P.F. 416743243-91
Juliana de Pontes Nobre

NIB:  0010 0000 3677 1660 00198



 

16 comentários:

Ana disse...

Transplante de...?

SMS disse...

Não sei, Ana. No pedido não vinha descriminado. Mas sinceramente não me pareceu relevante para quem queira ajudar. O que sei é que esse transplante, seja lá do que for, lhe salvará a vida. E isso basta-me.

Filipa disse...

Não é relevante?!Se o transplante depender da disponibilidade de um dador, a questão nada tem a ver com o hospital ser público ou privado, se for um transplante de medula e já houver dador, o serviço nunca será melhor no privado, nem haverá motivos para a demora alegada .

Tenha paciência, mas para mim ser vigarizada ou não ainda é uma questão relevante.

SMS disse...

Filipa: este caso foi-me passado por uma amiga, que é amiga desta família. Não sei que relação tem com os seus amigos mas eu não costumo ser vigarizada pelos meus.

Irina A. disse...

Esta menina tem leucemia, Filipa. Conheço o caso e sei de fonte segura que é verdadeiro.

Peço desculpa pela minha indelicadeza, mas olhando para a criança parece-lhe o quê (?), que ela vende saúde?

A menina já tem dador compatível, só precisa de ajuda financeira para fazer o transplante.

Ana disse...

Perguntei porque nem sabia que se faziam transplantes em hospitais privados, para começar. Em segundo lugar, a ordem com que os doentes recebem os transplantes não devia (e quero acreditar que não seja) ser influenciado pelo dinheiro.

Então assim só era transplantado quem podia pagar no privado? As pessoas com dinheiro ficariam com os órgãos (ou o que quer que seja) das outras que estariam à frente só por terem mais dinheiro?

A Sónia que me desculpa e sei que fez isto com a melhor das intenções mas ou lhe explicaram mal a história, ou então estão a tentar enfiar algum barrete. De qualquer das maneiras gostava que tentasse saber e divulgasse mais informações. Tenho pouco dinheiro mas posso sempre ajudar quem esteja pior que eu, desde que devidamente informada.

Maria disse...

Aqui há mais informações https://www.facebook.com/VamosAjudarACecilia?fref=ts

Ana disse...

Já vi o facebook, pelo que li ela vive no Brasil. Lá deve funcionar tudo de maneira diferente. É uma tristeza que a saúde de uma pessoa dependa de dinheiro. Que dor de alma...

E a conta é portuguesa? Não deviam dar-nos o IBAN?

Filipa disse...

Sónia, penso que me entendeu mal. A mim pouco me interessa quem lhe pediu para divulgar o caso no blog, a mim interessa-me a falta de ética de tudo isto.

Primeiro, a Sónia divulga aqui um pedido culpabilizante para que um dador, no seu pleno direito de o fazer, volta atrás na sua decisão de não doar a medula.

Agora, apresenta a foto de uma criança, pede que as pessoas deêm dinheiro, mas recusa-se a explicar porquê, apresentando como motivo a incopetência do SNS e respondendo arrogantemente a quel lhe pede mais pormenores.

Na resposta ao meu comentário poderia ter aproveitado para esclarecer por que razão o privado seria uma melhor escolha, o que será inédito, tratando-se de uma doente oncológica. Em vez disso, os seus argumentos, para uma jornalista, são fracos, e nem argumentos são, mas apenas tentativas de apelar ao sentimento e de "virar o bico ao prego". Se pedem o meu dinheiro, publicamente, tenho o direito de saber porquê, e a fotografia e as suas relações de amizade não são motivos suficientes.

SMS disse...

Filipa: a menina é brasileira, vive no Brasil e eu não disse mal do SNS. Sabe, eu tenho este grande defeito: quando me pedem ajuda, tento apenas ter a certeza de que a história é mesmo verdadeira e depois apresso-me a postar, para não perder mais tempo. A minha amiga garantiu que sim, que conhecia a família. E eu postei. Não indaguei se ela precisava de um transplante de rins, de medula, de figado. Calculei, porém, que seria de medula. Mas vou saber de tudo. E depois escrevo.
Quanto ao dador que mudou de ideias... realmente fui uma pessoa muito mal-formada por tentar fazê-lo mudar de ideias. Afinal, temos de ter toda a complacência com quem se inscreve como dador, estando perfeitamente consciente do que está a fazer (porque quem se inscreve não é coagido a fazê-lo) e depois, na última da hora e depois de dar esperança a quem está a morrer, dá meia volta e vai embora. Imperdoável fazer uma maldade dessas ao dador desistente. Entretanto, o Gonçalo continua a lutar pela vida. Mas, ops, não vamos pressionar ninguém...

Maria disse...

Sónia, quando alguém decide embirrar, embirra mesmo e lê o que não está escrito. Eu fui atrás do caso, já para ver se resolvia a questão, coloquei o link para verificarem, mas nem assim...não vale a pena chover no molhado.

Melissinha disse...

Olá, gente, desculpem chegar tão tarde, a ver se consigo responder algumas dúvidas. Antes de mais, agradeço desde já à Cocó por ter publicado isto e agradeço a quem fez a causa da Cecília cá chegar.

A Cecília é filha de uma amiga de infância, Juliana. Resumindo muito resumindinho, a Cecília por um triz não nasceu em Portugal - a mãe dela vinha cá passar férias, pois o pai, meu "tio", vive cá. Estava com cinco meses de grávida, mais coisa menos coisa, teve uma hemorragia e a Cecília teve de "nascer" poucas horas antes do voo. Grande prematura, ninguém deu nada por ela - mas ela lutou. Passou meses no hospital mas viveu, sem sequelas. Foi o primeiro milagre da vida dela - o ter sobrevivido.

Até que há dois anos veio o linfoma, e, meses depois, a doença leucemizou-se (atingiu a medula). Segundo milagre: a irmã é 100% compatível para o transplante, que chegou a ser marcado para dezembro mas que teve de ser adiado porque a menina teve uma recidiva. E não há vaga nos hospitais públicos. É absolutamente kafkiano, mas é verdade.

O terceiro milagre da vida da Cecília será arrecadar a absurda fortuna (500 mil reais, cerca de 200 mil euros) para sair da fila do SNS brasileiro e ir para o sistema privado, pois, enquanto não fizer o raio do transplante, a doença continua a voltar, ela continua a precisar de quimio e a torna-se cada vez mais resistente a tratamentos. Pode não responder mais ao próximo. Daí a urgência.

Melissinha disse...

Continuando: não sou só eu que estou nesta cruzada, como podem imaginar: para arrecadar essa quantia imoral, há malta em todas as frentes espalhadas por todo o Brasil e alguns países também. E não só na arrecadação de dinheiro: também estão a tentar entrar com um mandado de segurança para forçar a cirurgia e a tentar instituições filantrópicas dos próprios hospitais.

Adoraria poder mostrar-vos um site de campanha mais organizado, com várias informações, mas isto é uma corrida contra o tempo, um sprint final, na verdade: é o verdadeiro vai-ou-racha. Pus o meu NIB (o do BPI do post) pois, por enquanto, ainda tenho uma maneira de fazer as transferências sem custos, fazendo com que cada euro conte - e se todo mundo desse um euro, caramba... - de qualquer forma, quando deixar de poder, posso agrupar as transferências em menos parcelas, pagando menos taxas de Western Union. De qualquer forma, se houver por aí almas caridosas com maior capacidade de esforço financeiro, não hesitem em contactar os pais diretamente.

Eis a página no Facebook, para maiores informações: http://www.facebook.com/VamosAjudarACecilia?fref=ts

E a página da mãe, que é onde as pessoas vão deixando o seu carinho e também vamos ficando mais por dentro do que se passa. http://www.facebook.com/juliana.nobre1?fref=ts. A Ju anda exausta. Aguentou os últimos quatro anos estoicamente, mas há uma hora - especialmente com uma notícia destas, de que a filha está presa a uma lista de espera - que até as mães se deixam abater.

E, mais qualquer outra dúvida, podem escrever-me para o mail do meu blog, demeldehugomigueldegabriel@gmail.com. No que eu souber responder, respondo.

Obrigada a todos desde já.
É uma situação surreal, eu sei. Mas bem real ao mesmo tempo.

Cantinho da Bê disse...

Melissinha, ainda bem que veio esclarecer, uma vez que as pessoas hoje em dia já põem tudo em causa, sem sequer considerarem que o sistema brasileiro é completamente diferente do português. Já contribui na semana passada, exactamente porque, tal como a Sónia, foi através de pessoas de confiança que tive conhecimento da causa. Espero que possamos ajudar. Espero que esta princesinha seja salva. Espero que as vozes da discórdia sejam sempre em muito menor número do que as pessoas que ajudam.

gralha disse...

Muito obrigada, Sónia, pela partilha e pelas palavras sempre tão cuidadosas e especiais.
E obrigada a todos os comentadores que ajudaram a clarificar a situação, para quem ficou com dúvidas.

Ana C. disse...

Existem pessoas sempre prontas a ajudar e depois existem pessoas sempre prontas a desconfiar.
Sinceramente, eu preferiria dar 1 euro, ainda que enganado, a quem não precisasse, do que correr o risco de não dar 1 euro a quem dele verdadeiramente precisasse.
Foi muito bonito teres partilhado aqui este pedido de ajuda da Cecília. Este tipo de causas restaura sempre a minha fé na humanidade.