Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Quando o jornalismo é uma faca de dois gumes

Há dias em que ter a minha profissão é viver num oscilar esquizofrénico entre o adorar uma história, achar que ela é perfeita, que é melhor ainda do que se tinha imaginado e, ao mesmo tempo, saber que ela é pungente, que é uma história terrível, tenebrosa, de fugir. É oscilar entre ter vontade de chorar porque a pessoa que temos à frente está no fundo de um poço e, simultaneamente, ter vontade de dar dois mortais encarpados porque aquilo que escutamos fará toda a diferença no nosso trabalho. Há dias em que a minha profissão provoca esta dualidade terrível de sentimentos. Um jornalista sente-se exultante e deprimido, tudo ao mesmo tempo. Hoje é um desses dias.

2 comentários:

paulo,sj disse...

Sim, Sónia, imagino que é a dureza do confronto com a realidade: pessoal, profissional, emotiva, social.

A jornalista poderá ajudar muita gente com essa história... a Mulher, de certeza crescerá na experiência da Vida.

(Já se percebe de onde também vêm as conclusões tão humanas como a "não ida à neve")

Um beijinho! :)

Paula disse...

De certeza que essa história precisa de ser contada e o facto de a contar fará toda a diferença!
vidademulheraos40.blogspot.com