Tenho uma pergunta para vos fazer. Vocês concordam com o celibato dos membros da igreja? Acham que isso é mesmo importante? Não confiariam mais num padre que é completo, no sentido em que vive e experimenta todas as vertentes da vida? Não vos parece que era um aspecto positivo, este de tornar estas pessoas mais pessoas e menos intocáveis? É que... a menos que um padre seja castrado quimicamente, ele continuará a ser um homem. E a parte emocional e sexual fazem parte da vida de qualquer ser humano. São naturais como a sede. Estar a castrar isso, nem nome de uma vida dedicada a Deus, não será uma violência desnecessária? Não virão daí mais malefícios que benefícios?
Gostava de ter a vossa opinião. Já sei que isto é um dos temas mais debatidos de sempre, mas pronto. Aqui ainda não tinha havido este debate e o conclave é uma boa deixa.
Eu cá, pessoalmente, gostava que o novo Papa desencravasse esse assunto, coisa que, no entanto, suspeito que vá ficar esquecida numa das gavetas do Vaticano. Mas pronto. Isto sou eu, que não percebo nada do assunto. Digam-me de vossa justiça.
82 comentários:
Sexo é importante. Tenho dito. E sem esse'fruto proibido' focavam-se melhor no que interessa.
Concordo. Mas é um dos assuntos mais debatidos , e a conclusão no meu ver é sempre a mesma , o papa tem de seguir o suposto ideal de jesus, solteiro e dedicado a Deus, o contrario seria mudar a as bases em que a religião se baseia. No meu ver não confio neles não desvalorizo o seu "trabalho" mas enquanto eles se sentarem em cadeiras de ouro e houver crianças a morrer a sede e a fome não tem a minha consideração nem a minha fé.
:)
Eu acho é impressionante como ainda se acha que o "Papa" pode mudar alguma coisa... Hellooo é a mesma coisa que achar que é o Pedro Passos Coelho que manda no Governo.
Não, gente... Não vai mudar nada porque o "Papa" quer...
Nop. E se nao estivesse com uma valente gripe explicava te porque nao concordo nada com isso. Mas n tenho capacidade. Hoje, pelo menos;)
Não, não concordo. E nem vou divagar sobre o assunto...
Concordo com o casamento em parte, ou seja porque quando se trata de falar daquilo que não se sabe é muito bonito, da educação dos filhos, da compreensão e amor entre os casais, do saber perdoar etc. Só vivendo, experienciando se pode dar o exemplo, contudo aqui reside o contraditório! Se se souber que o filho do padre anda metido no que não deve ou que discute com a mulher, será que alguém vai estar na missa a ouvi-lo pregar e levar em consideração o que está a dizer!? É controverso sim, mas ainda assim acho que em nome de uma vocação ninguém deve abdicar de ser feliz, e na maioria das vezes acho que o sacrifício lhes rouba a felicidade!
No meu entender, para se ser um bom padre deve-se amar e acreditar na religião. Mas para se ser um bom homem, deve-se dar a esse homem a liberdade de escolher ter ou não família, de ter ou não uma cara-metade. Logo, sou mais que a favor de os padres poderem casar e ter filhos. Só assim, podem avaliar e aconselhar os fiéis. Desconheço que Jesus tenha deixado escrito (para quem acredita) que os homens de Deus deveriam ser dedicados exclusivamente à igreja
Enquanto tivermos uma igreja castradora, haverão cada vez menos seguidores.
"Nem vou divagar sobre o assunto" Tau! Toma lá que é para não te meteres onde não és chamada.
E, com a viola no saco, e rabinho entre as pernas, assim fico eu.
Na minha opinião, é humanamente impossível viver sem sexo, e se as nossas criancinhas andam na catequese a aprender que não se mente, quando é que esses Srs. nos deixam de iludir...
mais achas para a fogueira: e então as freiras?
como é?!
e por favor não digam é tirar a felicidade a alguém; só demonstra desconhecimento de causa.
Não percebo mesmo nada do assunto. Não percebo nem imagino como ultrapassam ou não os desejos, mal estes começam a despertar. Também acredito que o poder castrador da mente seja muito forte. O sexo é algo animal, mas está provadíssimo que a cabeça manda muito. Seja como for sabe-se bem que as coisas não são o que se diz e que o tal "pecado" está em todo o lado e camuflado de forma nojenta. Estamos no séc XXI...a evolução devia acontecer. Deveria haver pelo menos abertura para se ponderar uma série de coisas...
Completamente a favor do casamento dos padres. Não vejo qual é o problema de levarem uma vida normal.
Maioria não acredita no celibato, entre padres, a começar por aqueles, os padres, que têm amantes e filhos. Perdão! Afilhados.
Quanto ao papa mudar isto, bem...Sou como São Tomé: ver para crer!
Completamente a favor do casamento dos padres. Não vejo qual é o problema de levarem uma vida normal.
Maioria não acredita no celibato, entre padres, a começar por aqueles, os padres, que têm amantes e filhos. Perdão! Afilhados.
Quanto ao papa mudar isto, bem...Sou como São Tomé: ver para crer!
Concordando ou não, eu penso que a ideia do celibato dos padres não é "apenas" a dedicação a Deus mas aos outros e uma família poderia dispersar essa intenção primária. Penso que antes dessa mudança outras deveriam ser tidas em conta que julgo afectarem mais a vida de quem é crente.
A minha opinião?acabava o PAPA e já agora os padres também,é claro que são homens tal e qual os outros,por isso mesmo eles usam e abusam das crianças,e dos bolsos dos adultos igualmente,beijinhos.
É um tema muito complexo...
homem sem blogue
homemsemblogue.blogspot.pt
Cara Sónia,
Como católica praticamente, embora o termo "praticante" me cause algum prurido, posso dizer-lhe que lido com muitos padres. E sei que, exceptuando aqueles que acabavam em padres por imposição da família ou pela oportunidade de estudarem, a grande maioria afirma que a decisão do celibato veio muito antes da decisão do sacerdócio. São homens, é certo, logo fracos como todos nós, mas são homens livres, que escolhem a vocação do sacerdócio sabendo do preço que irão pagar a vida toda, não se tornam padres sem saberem no que se estão a meter.
A sociedade em que vivemos não está preparada para uma mudança dessas, que os padres possam casar. Não é uma mudança que fosse chamar mais pessoas à Fé, qualquer católico sabe disso, logo, admito que nem sequer venha a ser assunto abordado pelo próximo Papa. Gosto sempre de relembrar que esta Igreja foi construída por homens, não por deuses e santos, logo, jamais poderia ser perfeita.
Cara Sónia,
Como católica praticamente, embora o termo "praticante" me cause algum prurido, posso dizer-lhe que lido com muitos padres. E sei que, exceptuando aqueles que acabavam em padres por imposição da família ou pela oportunidade de estudarem, a grande maioria afirma que a decisão do celibato veio muito antes da decisão do sacerdócio. São homens, é certo, logo fracos como todos nós, mas são homens livres, que escolhem a vocação do sacerdócio sabendo do preço que irão pagar a vida toda, não se tornam padres sem saberem no que se estão a meter.
A sociedade em que vivemos não está preparada para uma mudança dessas, que os padres possam casar. Não é uma mudança que fosse chamar mais pessoas à Fé, qualquer católico sabe disso, logo, admito que nem sequer venha a ser assunto abordado pelo próximo Papa. Gosto sempre de relembrar que esta Igreja foi construída por homens, não por deuses e santos, logo, jamais poderia ser perfeita.
Nós preocupamo-nos mais com isso do que os próprios padres. Perguntem aos padres se ELES se querem casar... (os padres que o são por vocação e dedicação a Deus, responder-vos-ão claramente sobre esse assunto).
Nós preocupamo-nos mais com isso do que os próprios padres. Perguntem aos padres se ELES se querem casar... (os padres que o são por vocação e dedicação a Deus, responder-vos-ão claramente sobre esse assunto).
Nós preocupamo-nos mais com isso do que os próprios padres. Perguntem aos padres se ELES se querem casar... (os padres que o são por vocação e dedicação a Deus, responder-vos-ão claramente sobre esse assunto).
Já agora: tem algum interesse pessoal nessa questão?
Olá Sónia, conheço um padre com quem já fiz diversos projectos de voluntariado inclusivamente fora de Portugal a quem perguntei justamente isso. Como ele pertence a uma congregação missionária a vivência dele é diferente, não está sempre enfiado na mesma paróquia com as mesmas pessoas. É responsável por um grupo de jovens com expressão nacional e a resposta dele à pergunta "não gostavas de ter uma família, ser casado, partilhar a vida com uma mulher que amasses e com filhos vossos?" foi a seguinte: "já tenho muitos filhos" (que seriam os jovens que ele orientava) "e como estou sempre a ser colocado em países diferentes e em projectos diferentes já imaginaste o que seria exigir a uma mulher e aos meus filhos que me acompanhassem? Não sei se teria tempo e disponibilidade para amar a Deus e à minha família com toda a dedicação que ambos me merecem".
fiquei esclarecida, e concordo e, felizmente, sei que muitos dos padres que conheço, se achassem que amavam uma mulher e se a coisa fosse séria, seriam honestos ao ponto de abandonarem o hábito para formarem família, talvez porque não conseguiriam conciliar ambas as "tarefas", talvez porque dedicar-se à família retiraria tempo dos seus afazeres de pároco ou de missionário.
Mas esta é uma visão romântica da coisa, ouvida de alguém que tem uma visão "romântica" da sua vida.
Nem todos os padres são assim, muitos acomodaram-se ao seu estado e para não perderem regalias ou estatuto ou a admiração dos paroquianos têm filhos às escondidas. Acho isso mal, logo, o ideal era terem a opção de poderem casar se bem o entendessem.
Em Dezembro já tinha escrito sobre o assunto, a propósito de mais um escândalo...
Tenho exatamente a mesma opinião que tu.
Aqui:
http://mefrancesca.blogspot.pt/2012/12/os-padres-nao-se-aguentam.html
Bjs
Francesca
Concordo com o celibato. Porque pode haver muita gente mal formada e «padres com amantes» como alguém disse, mas também há maus médicos, maus professores, maus governantes. O celibato não é uma castração imposta, a escolha do sacerdócio é uma opção, é uma escolha, como tal: se eu quero A não posso ter B. E escolho a q. Isto da perspectiva humana. (Da perspectiva crente, é Deus quem escolhe e não os homens). Por isso não concordo com o casamento dos padres. Depois viriam os divórcios, as infidelidades, os casamentos do mesmo sexo e depois e depois... Um padre tem de estar dedicado exclusivamente às coisas de Deus e da Igreja. Ainda que possam continuar a existir «maus» padres (ou podres), salva-se a cidade se nela houver 1 justo que seja...
Eu concordo com o casamento dos padres e acho que seria bom para a Igreja porque haveria mais padres. A realidade é que cada vez há menos padres. Conheço casos de padres (que eram bons naquilo que faziam) que fugiram das suas paróquias e até mesmo do país para se casarem e viverem sem que houvessem juizos de valor. Também conheço casos de padres que assumiram que queriam ter uma família e deixaram de o ser e agora são casados e têm filhos. Conheço casos de seminaristas que vêm de férias a casa e se apaixonam e depois já não voltam ao seminário porque percebem que afinal o "sexo", ou amor, ou a paixão também lhes faz falta...
Estar casado com Deus é o mesmo que estar casado/a com um/a homem/mulher o dever de castidade é o mesmo.
Ah e tal e o sexo...como há pessoas que gostam muito e sentem muito a falta de sexo, também há pessoas que não! (não me perguntem como! Mas que as há, há!)
Acho que o amor a Deus pode ser divido com uma esposa e com os filhos e acredito que um homem possa ser fiel a Deus e à sua família, partilhando a fé que o move.
Claro que para fazer uma alteração destas é preciso muita àgua correr...e não sei se a Igreja já está preparada para dar o salto!
NOTA: Ah! E também acho que as freiras poderiam ter mais responsabilidades na Igreja. Mas a Igreja ainda não está pronta para dar tanto poder às mulheres.
não tenho(ainda ) opinião formada sobre o assunto, pelo menos não totalmente... mas (e com medo de ser já crucificada) acho que esta questão vai muito para além de o sexo ser bom e de uma ou outra pessoa não conseguir viver sem ele....
um padre deve (!) ter a humanidade toda no coração particularmente os da sua paróquia.. sendo casado e com filhos deve ser difícil pôr alguém à frente da sua família...
mais, um Padre deve ter sempre tempo para ir ao encontro do outro, ajudar o outro com toda a disponibilidade… eu não acredito que um pai consiga por um fiel, um funeral ou um casamento há frente da sua família… a família de um Padre é a igreja e a comunidade…
por isso o problema não é o sexo na minha opinião, mas a disponibilidade da alma…
espero sinceramente que ninguém me venha trucidar com este comentário (já tou com medo) =P
A minha opinião é esta: a palavra de Deus é, acima de tudo, uma palavra de Amor e de fé. Para espalharmos amor pelo mundo, pelos outros, deveremos estar felizes. Para sermos felizes, devemos rodear-nos de amor, seja na forma que for... e a forma mais bonita é a forma de um casal, dos seus filhos. Acho que os padres, acima de tudo, devem ter o direito de escolha. E se a sua escolha passar por ser casado, por ter uma companheira ou companheiro, que assim seja. Em nada isso ofende a sua vocação para espalhar a palavra de Deus.
Também acho que os padres deveriam ter uma vida normal, sem em essa proibição.. Mas se isso fosse mudado agora, acredito que muitos crentes iriam dizer que era o fim do mundo e blá blá blá xD
Concordo plenamente, são pessoas de carne e osso,com vontades e desejos próprios do ser humano. Além de que não concordo quando dizem que têm de manter o celibato, pois o padre deve de entregar toda a sua disponibilidade à vida na igreja...então quer isto dizer que tds os outros comuns mortais desempenham mal a sua profissão caso não seja solteiros???? Uma família toda junta a trabalhar para o mesmo não seria harmonioso?
Não fazem pela claridade, fazem pela calada lool
Concordo com o casamento, se eles quisessem é claro. Ninguém os iria obrigar (esta é para o BohoChic), ou seja, dava-lhes liberdade de escolha. Tenho uma prima que tem um filho de 1 padre, filho esse que já deve ter uns 50 anos. Como bem sabemos, existem tantos filhos de padres e afilhados e governantas (conheço um que toda a vida teve uma governanta lá em casa eheheheheheh). Mas acho que havia tanto para dizer sobre este assunto. Sou católica, mas não concordo com tudo o que a igreja católica diz para fazermos. Temos o sexo só porque sim e não para procriar, o preservativo, etc. Mas a igreja desde que saibamos ver o que está bem e o que está mal até tem coisas interessantes. Beijinhos Sónia.
;) Viva o tema!! ;)
Não posso deixar de sorrir quando leio sobre o tema, e de soltar uma ou outra gargalhada com os comentários.
Só dizer que SIM, é humanamente possível viver sem sexo. Acho que já estaria morto há algum tempo... ;) ehehehe!!! Ok, eu sou dos que tem voto de castidade e vai ser ordenado diácono dentro de 5 dias e, depois padre.
O voto de castidade é aquele que parece mais contra-natura, é verdade. Não perdi nem uma pulsão biológica. A questão está onde quero entregar o meu Amor pleno e a partir daí integrar todas as dimensões da minha pessoa. A minha vocação é esta, amar a todos os que me são confiados. Já sei que isto pode ser muito bonito e tal e coisa. Mas é mesmo o que sinto!! E, para viver isto mesmo que sinto, no meu caso implica abdicar da dimensão biológica. No entanto, dificilmente suplanta a felicidade que sinto (daquela mesmo profunda). Ainda há dias, depois de uma aula de dança alguns de nós fomos tomar "una caña". (Eu estudo teologia em Madrid). Lá veio o tema do sexo... e lá vieram as perguntas: "se faço isto ou aquilo, masturbação, facadinhas na castidade, etc. etc.", respondi com ar maroto que não me ia despir ali à frente deles, no meio de um bar. E eles, "mas não podes ter sexo, é?". Bem, poder, se quisesse até podia, ou seja, não tenho nenhum cinto de castidade, eu é que não quero. Joga-se aqui a questão da Liberdade. "Ah, és parvo, então." "Sim, se calhar até sou, mas, até sou um parvo feliz!". ;)
De facto, este tema é demasiado COMPLEXO. Às vezes é difícil vivê-la. Seria mesmo bom que todas as dimensões estivessem integradas, mas não estão: Graças a Deus, não sou Deus... ainda!! eheheeh! ;)
Se os padres pudessem casar seriam certamente mais saudáveis, na minha opinião o celibato é um dos grandes erros da igreja.
Acho que igreja devia rever os seus valores de aceitação e amor ao próximo e modernizar-se, deixar o celibato a quem o desejasse seria seguramente uma forma de evitar desvios comportamentais(não pode fazer bem á cabeça)
Se isso um dia mudasse eu voltaria a ser católica.
Ainda que me magoe bastante a falta de aceitação da homossexualidade.
O meu avô tem uma frase muito gira sobre isto: os padres deviam ser casados ou capados... E eu só acrescento uma coisa: se eles concordam tanto com o celibato, por que raio é que há tantos padres com "sobrinhos" e "afilhados" (para não falar nas próprias "empregadas")?
Fácil de perceber. Mais difícil justificar porque as mulheres nao podem ser ordenadas...
De facto ao ler todos estes comentários acho magnífico, que no mundo de hoje onde a maioria não vai à Igreja, não crê nos seus principios, não segue a sua moral, se inquiete tanto com as escolhas de quem é Igreja.
Uma vez um Pe. disse-me e com razão, que se os Padre quizessem casar, certamente casavam. Ou seja, os Padres num geral não se preocupam sequer com essa questão.
Preocupamo-nos nós!!!
Mas ainda assim nós tb é que nos preocupamos com as infidelidades dos nossos vizinhos, com a má educação dos filhos dos outros, and so on, and so on...
Tanta coisa importante e necessária de mudar nos dias de hoje e os nossos problemas andam sempre ao nível da cintura, não resolvemos os problemas que temos no 1º andar, ou seja na cabeça... mas preocupamo-nos com o que se passa no rés do chão...
Impressionante.
N tenho nada contra um Padre ser casado...
Sou católica praticante e não concordo com o celibato imposto aos padres. Se é verdade que alguns iam aproveitar para ser ainda mais tarados, é igualmente verdade que a maioria se sentiria mais feliz e completa. Ter os assuntos todos bem resolvidos e não ter frustrações pendentes é meio caminho andado para se ser boa pessoa e bom profissional.
Passo quase diariamente por aqui, mas acabo nunca comentando..
Neste tema, senti que deveria comentar.
Sou católica, jovem de 29 anos, e sou missionária. Já estive em Moçambique, Timor Leste e actualmente estou numa pequena cidade, bem pobre, do Brasil. Fiz uma escolha de vida na qual o sexo não tem lugar. Se me faz falta? Muito sinceramente, não, não faz. Foi a minha opção, que fiz em liberdade e em consciência. Acho bem engraçado como muitas pessoas se centram na questão de que sem sexualidade não há felicidade... Sinceramente acho ridícula essa afirmação, mas respeito, uma vez que somos livres.. O mais importante na minha vida é sentir-me realizada e feliz... E a minha felicidade não se prende com momentos fugazes de prazer. Prende-se com uma vida dedicada aos outros...
Tem uma passagem bíblica que diz "não se pode amar a dois senhores", precisamente por isto... Só nos conseguimos dedicar completamente aos outros, quando conseguimos abdicar de algumas partes de nós mesmos...E é isso que quem escolhe uma vida dedicada a Deus e/ou aos outros, abdica de si, para ser com o outro...
É fácil? Tem dias que sim, tem outros que nem tanto. É possível?ABSOLUTAMENTE POSSÍVEL...
Posso dizer que sou feliz, todos os dias, em todos os momentos... Amo a Deus, acima de tudo. Dedico-Lhe a minha vida! Não deixo de ser um ser humano, feito de carne e osso, apenas e só canalizo as minhas forças e energias em prol do outro...
Na questão dos padres poderem casar, eu acho que todas as opiniões dadas, justificando o não, não devem, foram bastante esclarecedoras...E acho que o melhor será mesmo perguntar a eles mesmos, aos padres que seguem a sua vocação e ouvir as suas respostas..Acho que muitos ficariam surpresos...
Um abraço!
Catarina
Passo quase diariamente por aqui, mas acabo nunca comentando..
Neste tema, senti que deveria comentar.
Sou católica, jovem de 29 anos, e sou missionária. Já estive em Moçambique, Timor Leste e actualmente estou numa pequena cidade, bem pobre, do Brasil. Fiz uma escolha de vida na qual o sexo não tem lugar. Se me faz falta? Muito sinceramente, não, não faz. Foi a minha opção, que fiz em liberdade e em consciência. Acho bem engraçado como muitas pessoas se centram na questão de que sem sexualidade não há felicidade... Sinceramente acho ridícula essa afirmação, mas respeito, uma vez que somos livres.. O mais importante na minha vida é sentir-me realizada e feliz... E a minha felicidade não se prende com momentos fugazes de prazer. Prende-se com uma vida dedicada aos outros...
Tem uma passagem bíblica que diz "não se pode amar a dois senhores", precisamente por isto... Só nos conseguimos dedicar completamente aos outros, quando conseguimos abdicar de algumas partes de nós mesmos...E é isso que quem escolhe uma vida dedicada a Deus e/ou aos outros, abdica de si, para ser com o outro...
É fácil? Tem dias que sim, tem outros que nem tanto. É possível?ABSOLUTAMENTE POSSÍVEL...
Posso dizer que sou feliz, todos os dias, em todos os momentos... Amo a Deus, acima de tudo. Dedico-Lhe a minha vida! Não deixo de ser um ser humano, feito de carne e osso, apenas e só canalizo as minhas forças e energias em prol do outro...
Na questão dos padres poderem casar, eu acho que todas as opiniões dadas, justificando o não, não devem, foram bastante esclarecedoras...E acho que o melhor será mesmo perguntar a eles mesmos, aos padres que seguem a sua vocação e ouvir as suas respostas..Acho que muitos ficariam surpresos...
Um abraço!
Catarina
Concordo!
Concordo!
Não concordo que o celibato seja um requisito necessário e obrigatório. Afinal, e do pouco que conheço da Bíblia católica, em que parte disse Jesus que tal era necessário? Aliás, o que nos garante a nós que Jesus nunca foi casado? (se bem me lembro há até mesmo teorias que defendem que ele realmente o foi).
Acho que a abolição do celibato iria ajudar (nunca excluir completamente, que há tarados em todo o lado) a reduzir os escândalos sexuais dentro da igreja católica, bem como os casos de pedofilia.
Allah y erdallek!
Sayyida bint La'Ahad
eumais499.blogspot.com
Apostava na vocação verdadeira e sem interesses. Se um padre de uma paróquia quisesse casar e ter filhos e tendo vocação para padre, apoio. Para cargos mais importantes onde se tem que dedicar imenso à causa como é ser Papa acho que, neste caso, a vocação passaria também por alguém que não sente interesse por sexo. E consegue paz interior através de uma dedicação a um mundo melhor, mais humanizado, mais justo. Também não acho bem a ostentação exagerada da igreja, mas que já é natural e ninguém põe um travão. Já houve tanta deturpação de tudo.
Há séculos um castrado qualquer inventou que os padres não podiam casar...e ainda dura!
tendo em conta que essa regra foi implementada no sec XVI acho sinceramente que não faz mais sentido. Há pessoas maravilhosas que fazem imenso pela moral e fé de muitos jovens, mas é obrigada a um celibato sem sentido ou a deixar a igreja... Fui casada por um padre que poucos anos depois decidiu que a sua vocacao mais nao podia ser sem a companheira que tem agora. Casado e com filhos é uma pessoa maravilhos, quem perde com esta regra tonta é a propria igreja a meu ver. Acho que o celibato deveria ser escolha de um padre e nao uma obrigacao. Prefiro um padre casado, feliz e de boa fé que um padre com votos de celibato mas frustrato com a vida. Faz o mesmo mau servico que qualquer um de nós quando se ve obrigado a a uma vida a fazer algo obrigado. Enfim, essa regra serviu o seu proposito da altura,agora sao outros tempos, deveria mudar, ser apenas uma escolha e nao uma obrigacao
Catarina adorei a sua resposta, nao teria escrito melhor e no entanto espressa perfeitamente tudo que me vai na mente sobre este tema...
Aproveito para lhe desejar muita sorte no seu trabalho ai pelo Brasil e agradecer pelo seu trabalho e dedicação aos outros :)
Queria só referir que o celibato dos padres nao é um dogma da Igreja Católica: nos primeiros séculos da Igreja, os padres casavam (aliás, o próprio São Pedro, primeiro Papa, era casado). Simplesmente, mais à frente, o celibato foi-se tornando um costume, uma "tradição", que a meu ver faz todo o sentido: Deus sabe o trabalho que um Padre ja tem, a cuidar da sua paróquia, dos seus fiéis, etc. O quão mais complicado seria se ainda para além disso tivesse de cuidar de uma familia! Acho que pelo contrário, o facto de não ser casado o ajuda a poder dedicar-se muito mais inteira e completamente à sua vocação, e a servir melhor quem precisa. Para além disso, quem diz que por não casar "não percebe nada do que é a educação dos filhos, a compreensão e amor entre os casais, o saber perdoar" etc., parece-se esquecer que os padres não nascem padres: antes de o serem foram filhos, irmãos, colegas de escola, amigos,... como todos nos!
tendo em conta que até ao seculo XVI os proprios Papas tinham filhos e esposa.... sim, acho que o celibato como regra absolutista deveria desaparecer, sao outros tempos. Essa regra serviu o seu proposito no seu tempo, agora nao faz sentido. A meu ver o celibato deveria ser opcional. Eu por exemplo fui casada por um maravilhoso padre que teve de deixar de o ser porque escolheu a sua companheira para uma vida. Nao faz sentido, só porque ama alguem nao deixa de ser menos capaz de espalhar a fé... Principalmente quando penso em padre como este que eram uma maravilha de pessoa, eu que nao sou religiosa adorei o meu casamento e adorei conhece-lo, uma pessoa que influenciou a vida de muitos amigos meu e do meu proprio marido...uma perda para a igreja a meu ver, principalmente se pensarmos que vem de uma regra apenas com 500 anos de pura necessidade administrativa (a.k.a, parar a fama de libertinagem e compadrio dentro do vaticano...:/)
Paulo SJ e Catarina (cat@) gostei muito de ler as vossas opiniões!
Paulo SJ e Catarina (cat@) gostei muito de ler as vossas opiniões!
Possivelmente se não houvessem essas condicionantes, não assistíamos à vergonha dos últimos acontecimentos dentro da Igreja.
Os constantes escandalos sexuais da igreja ficam a dever-se, em grande parte, ao celibato que e imposto. E contra-natura. Nao faz sentido proibir que os padres se casem e tenham uma familia, ou simplesmente que tenham liberdade sexual. Mas nao sei se sera ainda neste seculo que isso muda. A mentalidade ainda e a do seculo XIII.
A igreja católica é pior que uma máfia, se pegassem nas riquezas do Vaticano e de todo o clero, matavam a fome no mundo! Qualquer semelhança entre as vestes do papa e de Jesus é pura coincidência! E o povo que não acorda para esta realidade!
A igreja católica é pior que uma máfia, se pegassem nas riquezas do Vaticano e de todo o clero, matavam a fome no mundo! Qualquer semelhança entre as vestes do papa e de Jesus é pura coincidência! E o povo que não acorda para esta realidade!
Sou totalmente a favor pelo casamento dos padres e que vivenciando um estilo de vida mais próximo dos seus fiéis, possam ao mesmo tempo compreender melhor certas realidades. E claro, a parte fisiológica da coisa, são homens!
Li algures que se estipulou que o clero não podia ter família legítima devido a questões de heranças. Uma vez que há uns séculos os membros da igreja tinham vasta descendência ilegítima, queria evitar-se a ruína da Igreja caso esses filhos exigissem bens e propriedades por herança. Desta forma nunca se autorizou o casamento e a formação de família. Não sei se esta explicação é verídica, sei que já a li e que faz algum sentido. Mas depois explicam o celibato como sendo uma maior proximidade de Deus e renegação dos prazeres terrenos, etc.
Bjs
sendo ateia e estudante de psicologia, vou dar uma resposta inesperada: não, não concordo. É um voto de celibato, é um voto de celibato! Nada a fazer.. Iria contra os mandamentos da Igreja e já lhes basta irem contra o voto de pobreza. De resto, vou acrescentar que realmente esse lado não morre e que o voto de celibato é muitas vezes quebrado (padres com filhos, escandalos de pedofilia, etc..)
Da mesma maneira que o burrinho foi eliminado do presépio porque "não há referências ao bicho na Bíblia", também acho, sei, que não há referências ao Papa na Bíblia. E hoje, depois de muitos anos de educação católica, estou de acordo com os belos princípios da religião (todas) e estou em grande desacordo com a maneira como é doutrinada.
Não faz qualquer sentido o celibato, ainda mais quando a própria igreja considera o casamento como um sacramento. É quase como andar a tapar o sol com a peneira. É proibido mas toda a gente sabe o que depois acontece...
Quanta divergência, pelo que tenho lido!
Eu penso que deve ser dada liberdade de escolha quer a padres quer a freiras. Também há pessoas que não são padres e escolhem o celibato, certo? Acho que a vida é feita de escolhas e não deve ser a "profissão" que se escolhe que deve condicionar essa vertente da vida. Certo, certos padres e freiras escolhem a vida de missão, o que não é compatível com vida familiar, mas também os há que se calhar seriam muito melhores padres se tivesses uma vida afectiva mais realizada... Mas felizmente estamos num país livre de termos as nossas opiniões... E acho que esta temática ainda não será discutida pelos próximos Papas. Acho que já me contentava com a aceitação do preservativo, não só como meio contraceptivo, mas especialmente como preventivo de DSTs...
:)
Maria teresa seno silva samarra, a SMS perguntou sobre o celibato e não sobre a opinião acerca da igreja católica. Cada um tem a sua é claro, mas quanto a esta questão das riquezas é preciso ter cuidado. É claro que há cerimónias e mariquices que não lembram ao diabo e que era de evitar certas ostentações, mas também relembro que a maior riqueza da igreja são as suas igrejas, pinturas, cálices and so on... E essas coisas só por acaso são arte e a arte é património da humanidade, não se vende assim e não estou de acordo que, sendo vendida, estivesse fechada na casa de algum multimilionário longe da vista de todos sem sequer podermos pagar bilhete para ir espreitar tais maravilhas (imaginem vender-se o tecto da capela sistina?!)
Por outro lado, transformar tudo em dinheiro tinha outra dificuldade que era fazê-lo chegar a quem dele precisa. Fosse em formato notas ou já transformado em comida fiquem certos que passar bens nas fronteiras de países em guerra ou sob um regime ditatorial significava que nem metade saia da fronteira, ficava logo para os guardas e para o governo e, em países em guerra, o resto provavelmente era destruído em emboscadas.
Infelizmente as religiões monoteístas (que são as que têm expressam e movimentam massas de forma absurda) são lideradas por homens, logo não são perfeitas. Se generalizarmos, os muçulmanos, por exemplo, usam Alá para controlar as massas e fazerem as pessoas explodirem-se enquanto alguns shakes quem mandam naquela porra estão nas suas mansões no bem bom. Os Judeus são, na sua maioria, ricos, e andam constantemente em guerra com os muçulmanos. Os cristãos tiveram a inquisição e andam nas bocas do mundo pela pedofilia.
Acho que não devemos generalizar (acabei de o fazer e parece-me horrível tomar a parte pelo todo) e chamar máfia assim a uma instituição, esquecendo o lado positivo da sua existência, os ensinamentos correctos que tem transmitido, e esquecendo que ainda que todo o seu ouro fosse transformado em comido, provavelmente a percentagem de pessoas com fome manter-se-ia. A fome no mundo não se mata por culpa do ser humano em geral e não por inércia de uma instituição!
Contra natura? Os ccasais monogamicos que prevaricam enganaram se na vocação? Deviam abraçar a poligamia?
Eu concordo que eles deviam poder casar e nada de celibato. Quem sabe com o novo papa? mas tenho as minhas dúvidas que a Igreja mude!
Adoro este tema!
Sou completamente contra o celibato ate porque nao é a mensagem que eu penso que o proprio Deus e Jesus (sendo que nao nos esqueçamos que o Papa é o representante de Jesus na terra e como tal deveria viver consoante a vida que este nos veio "ensinar"!), quiseram passar. o proprio Jesus deveria ter casado e ter formado uma familia!
Nao me casei pela igreja porque nao consigo concordar com certas e determinadas teorias que na pratica sao o que sao, o celibato é uma delas e sempre pensei "mas como posso eu ser casada por alguem que me esta aqui a pregar como deve ser o casamento e formar uma familia e nao sabe minimamente na pratica como é?"
Casei pelo civil, com o ajudante Luis, um homem de familia, pai e que fez um discurso poderoso e que sabia do que falava! casei dia 1 Janeiro, no dia de Deus e da Familia :)
o celibato e o (nao) lugar que a mulher tem na igreja catolica fazem-me afastar e nao conseguir ser mais uma ovelha no rebanho deles... para nao falar da riqueza do Vaticano mas isso sao outros posts! :p
porque sou crente e porque sempre tive fé mas nunca consegui com a igreja catolica...
belo tema Sonia :)
beijinho
A igreja não faz os padres os padres é que fazem a Igreja! Quem opta ir para padre sabe quais as implicações. mas acredito que muitos padres pouco o são devido às atitudes que tomam.Conheci muitos padres e franciscanos que mostravam muita intolerância e isso só afasta as pessoas. Também acho que a Igreja podia ajudar muita gente mas nem todos os seus representantes o fazem. Sou católica praticante mas não sou obrigada a concordar com as imposições da igreja embora considere que um padre que se preocupa com a sua comunidade deve ser celibatério para se focar na sua comunidade mas discorde do facto das mulheres não poderem ser padres pois muitas católicas são mais crentes que certos padres!
Eu concordo que haja sexo.
Haveria decerto menos pedofilia e afins!
Ora ora, mas tanta divagação....e aqui vem mais uma! Na minha opinião nada disto deveria ser imposto, quer pelas leis religiosas quer por imposição social. Deveria sem duvida ser uma opção, quer casar? casa. não quer casa? não casa! simples. E tal e coiso e depois casa e já não tem tempo nem espaço pra amar mais ninguem. oi!? e eu que casei, não tenho tempo nem espaço para amar mais ninguem? e os filhos e os pais e os avós e primos e tios e amigos e os menos conhecidos que ajudo sempre que me pedem e me é humanamente possivel? ah....então talvez seja uma pessoa maior que os padres? ou que aquelas pessoas que acham que não há lugar nem espaço pra mais se não Deus?! Parece-me estranho no minimo. á e tal e coiso depois quando fossem chamados pra um funeral, casamento ou batizado não deixariam a familia pra traz.....e os soldados? e os médicos? e enfermeiros? e outros que tantos, que podem ser chamados a qualquer momento para salvar vidas ou ajudar pessoas que não seja sua familia. Picando ainda mais um bocadinho. Sim (como alguem já referiu) e as freiras?! Em relação a estas senhoras, não ouvi, infelizmente (ou não) vi e tomei conhecimento próprio (claro não se pode generalizar) como se pode pedir a estas pessoas que não recebem amor direto do ser humano no seu dia a dia, com afecto, não, não estou a falar de sexo, carinho mesmo de homem ou mulher, sim, como se pode pedir a estas pessoas que amem e cuidem com regras sim, mas tb com carinho, compreensão e tolerância, as criancinhas dos colegios internos, sendo que estas crianças por norma se lá estão é sinal que já foram sugeitas a uma serie de maus tratos, quer fisicos, mas pior ainda, emocionais? digo com conheicmento, não conseguem, simplesmente não conseguem. talvez se podessem escolher que tipo de relacionamento ter isto fosse bem diferente. No geral, na minha opinião, a questão de fundo não passa bem pelo sexo ou pela familia e filhos, mas sim pela escolha, até porque falta por aí é pessoal que não é padre nem freira e não casa, é virgem, não tem filhos e isso não os torna melhores ou piores pessoas, mas tem opção. Será que alguem se lembra, eu não so mesmo de ler, as enfermeiras em determinada altura da historia não podiam casar, as meninas todas boazudas que voam nos avioezinhos tb não e então?! seriam melhores profissionais nessa altura? ah mil desculpas Padre ou Freira não é profissão é vocação. Pois, pois e então por que raio têm ordenado? e casa? e tec etc e tal. Já chega.....de tanto divagar
Então não era muito melhor? Pois claro. 100% de acordo, digo isso há anos.
Eu cá acho que toda a instituição Igreja é contra-natura. Nada do que fazem ou apregoam faz sentido. Isso é só mais um promenor.
Olá Sónia.
Eu concordo contigo e acho mesmo que a Igreja tem de pensar em formas de se aproximar mais do povo inteligente. Eu também acabava com isso e com tudo o que transmite uma imagem de Deus como um ser castrador e mau, que castiga...
Há uns meses que ando muito pouco crente e penso que a Igreja está a afastar boas pessoas para manter apenas aquelas que querem o céu mas que pensam que para isso basta rezar e ir sempre à missa.
Beijocas
É claro que o voto de castidade é uma imposição ridícula. Mas a igreja está cheia de coisas incompreensiveis.
Mas acho que o voto de castidade tem várias funções que a igreja acha importantes, e não vão abdicar dela tão depressa... acredita.
E claro... que mesmo contra a vontade da igreja, muitos padres têm sexo, com mulheres, com homens e alguns até com crianças... isso prova que são homens como os outros, alguns pedofilos, e não é por isso que deixam de ser padres.
Por muito interessante que seja, eu acho que a Sónia não é pessoa para ficar satisfeita com o 'vox-populi'. Se fosse a si, pegava num gravador, em papel e caneta, e ia conhecer padres daqueles a quem apetece levantar um monumento, heróis como nós, que - contra tudo o que se possa dizer - encontram sentido em fazer aquela opção.
Um exemplo para ilustrar: se a Sónia quiser saber mais sobre a maratona, também pode entreter-se a perguntar a quem está pelas ruas a assistir o que acha de tudo aquilo; mas... e o que faz com que aqueles maratonistas se lembrem de fazer aquela maluqueira? Vamos ficar sem falar com eles?!
Olá Sónia,
Ainda agora mesmo ( ao jantar) conversávamos sobre isso. E admirava-me por ainda não ter surgido nada sobre o tema da castidade dos sacerdotes.
Antes de mais deixe-me apresentar-me como uma rapariga de 24 anos, em tudo igual a todas as outras da minha idade,com formação superior, devotamente de esquerda e profundamente dada a "beatices", mas sem falsos moralismos pois não tenho paciência para o semelhante, sempre em busca de uma igreja mais atenta, capaz, solidária e disponível e por isso, nem sempre estamos de acordo.
Todos nós já ouvimos, conhecemos estória do sr padre x que tem uma amante, do padre y que tem dois filhos. Existem como em todo o lado, bons e maus profissionais ( sim, é uma profissão, e bem mais do que isso na minha opinião.)
Contudo, se me pergunta se concordo com o celibato dos padres, sim. Pela dedicação e atenção, carinho e amizade que têm não para com um, dois, ou três filhos, mas para com bem mais do que os dedos poderiam abarcar.
Não é um sim, porque sim, é sim que foi conquistado e debatido e arreliado, em longas conversas com eles, os padres.
Como seria possível, manterem a sua família feliz, se têm tantos e tantos outros filhos a quem escutar?! Como seria possivel ter uma família, para lá da agenda pública tradicional (missas, funerais, baptizados, casamentos,...), porque há um imenso mundo de conversas que se prolongam para lá da hora de jantar; há uma série de reuniões e encontros quase diariamente a partir das 21h; há um mundo de afazeres incognitos e que são afazeres... Estes são só argumentos da ordem do FAZER. E há muitos outros da ordem do SER que se suplantam a estes.
Há uma disponibilidade para o outro que de outra forma não seria possível, sem que ficasse uma (mais uma)esposa esquecida, filhos que adormecem sem ver o pai (mais do que já acontece diariamente)
Obrigada
Já tinha comentado mais acima, mas lendo tantos outros comentários tão “afirmativos” sobre esta realidade, achei que deveria escrever mais qualquer coisa...
A castidade é tão antiga como o cristianismo, ou melhor, como a entrega a Deus ou à divindade. Nem falo nas outras religiões, que também daria uma boa análise, fico apenas pelo cristianismo.
Logo no início, com as primeiras comunidades cristãs, começaram a surgir as primeiras mulheres e homens que se entregavam pela fé, ao serviço e oração. Muitas e muitos, vindos das várias tradições judaicas, seja das chamadas religiões mistéricas (pagãs, gregas ou romanas), convertiam-se ao cristianismo, não constituíam família, entregando-se a Cristo. A Castidade não é recente, nem do século XVI ou assim... nada disso.
Peço desculpa se firo alguma sensibilidade, mas quando leio alguns comentários tenho a sensação de “clichés”, atrás de "clichés". Eu percebo que por de trás de muitos comentários pode haver conhecimentos de realidades, mas por favor, não generalizemos, como se fossemos todos uma cambada de frustrados e perversos. ;) Sim, houve os “afilhados”, as “sobrinhas”, etc. No entanto, vamos sair da generalização. Não busquem só os maus exemplos, também os há bons (e muitos)! ;)
Curioso ler agora o comentário do João Delicado e, claro, concordo com ele. Em vez de se estar com “opiniões”, toca a conhecer gente que vive feliz e com sentido com este Voto... e que são (somos) normais (e vá-se lá saber o que é isto da normalidade eheheh).
Tenho para mim que hoje o sexo está de tal maneira num pedestal, quase em adoração, que se lhe dá uma importância excessiva. Bolas, é fácil perceber que a glande e o clitóris, para não falar das outras zonas erógenas, com tanta terminação nervosa, foram feitos para a estimulação e o prazer. Mas essa estimulação não é a única, nem a determinante do ser humano. Para além do prazer físico, há outros que também surgem, por exemplo, do serviço e da entrega aos outros. Quem não tem relações sexuais não é um pobre coitado ou coitada, que não vive o bom da vida.
Sim, sou um homem como os outros. Sim, já me apaixonei. Sim, já ponderei deixar de ser jesuíta. Mas, nesses momentos (com a liberdade que tenho, ou seja, não era impingido por forças maiores, que, em nome da falta de padres, me obrigavam a ficar), pensava, rezava e chegava sempre à conclusão que era aqui que era/sou verdadeiramente feliz.
Haviam de me ver ao longo do dia de hoje... passei-o com um sorriso estampado na cara, a pensar na Ordenação de sábado. Ainda agora me dói “as faces” do sorriso que ainda tenho. ;) Sim, já posso imaginar que quem não me conhece, ao ler estas últimas frases, possa dizer: “pois, pois, boa vida, cama, comida e roupa lavada, emprego garantido, etc. etc.” (para não dizer outras coisas mais ‘quentes’, tendo em conta o tema). Se isso passa pela cabeça, volto ao desafio: que tal uma boa conversa, enquanto se dá um passeio? Assim conhecemo-nos melhor de parte-a-parte. :)
Missy, engano seu... A igreja católica não tem só igrejas, pinturas e cálices... e cada um acredita na instituição que quer...e não respondi ao tema directamente porque nem devia ter discussão, o casamento de um líder espiritual é tão prejudicial ou benéfico como em outra qualquer profissão.
Missy, engano seu... A igreja católica não tem só igrejas, pinturas e cálices... e cada um acredita na instituição que quer...e não respondi ao tema directamente porque nem devia ter discussão, o casamento de um líder espiritual é tão prejudicial ou benéfico como em outra qualquer profissão.
Hoje, lendo o livro "I baci non dati" - de Ermes Ronchi, sobre a amizade entre homens e mulheres religiosos - encontrei uma passagem laminar. Diz:
"O essencial da castidade não é a renúncia ao prazer ou à posse, mas o orientamento total em vista de um fim [Deus]. Onde isto faltar, a castidade perde o seu significado".
Responde?
Ainda um P.S. :)
Não sei qual é a ideia de Deus que possa ter uma pessoa que não acredita em Deus; mas imagino a diferença entre acreditar ou não acreditar em Deus como a diferença entre a noite e o dia; ou seja: a realidade é exactamente a mesma, mas o modo como a vemos é completamente transformada.
Ou como a diferença entre estarmos apaixonados ou não: talvez nada tenha mudado à nossa volta, mas só porque nós mudámos, então todo o mundo - como nós o vemos - mudou!
A nossa visão muda conforme o 'mundo' em que vivemos. E o 'mundo' em que vivemos muda conforme a visão que temos.
Nesse sentido, parece-me absolutamente natural que a castidade e o celibato sejam incompreensíveis para quem não está no mesmo 'mundo' de quem faz essa opção.
Eu sou católica e preferia padres completos, e uma pessoa em toda sua plenitude. Acredito que uma pessoa possa viver em celibato por decisão, mas nao acredito que isso seja natural a um ser humano. É uma disciplina auto imposta que nao vejo os benefícios que traga ao mundo, pelo contrario. Prefiro seguir pessoas que pregam aquilo que vivem na pratica.
E, não tendo o conhecimento profundo da situação, apenas a curiosidade intelectual para o citar, creio que isso dos padres nao poderem constituir família nem sempre foi assim, foi um papa que determinou a partir de certa altura. E creioque terá sido por questões sucessórias. Que confusão seria se os padres tivessem herdeiros e todos os bens que opovolhes foi deixando ao longo dos tempos, ficassem para as famílias e nao para a Igreja. Talvez nao fosse a instituição rica que sempre foi se os padres pudessem casar e ter família.
Beijinhos Sónia, obrigada pelo contributo que das com o teu blog.
Não concordo. O celibato ou a abstinência de sexo assim como o voto de pobreza, que muitos devem fazem com os dedos cruzados atras das costas, são regras que já são impostas pela igreja. Se as aceitam é porque deverão estar dispostos a cumpri-las. Hoje em dia não é preciso ser padre para fazer o bem ou participar em pleno na instituição que é a igreja. Muitos casais e familias inteiras o fazem e não são padres...
Creio que o mundo seria muito mais feliz e menos ignorante se não existisse a igreja católica como instituição que é hoje.
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