sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

Dilemas de uma mãe que (feliz ou infelizmente... mas obviamente) não nasceu para Dolores

Os meus filhos andam no futebol. Mas é um futebol amador, assim coisa suave, duas vezes por semana, só com um torneio ou outro muito de vez em quando, coisa soft e em bom, pais educados e que não se envolvem em pancadaria ao intervalo, não há couratos nem minis, nem insultos ao árbitro, é tudo tranquilo e na paz do senhor, quase nem se dá por aquilo, e temos vivido bem assim.
Desgraçadamente, um amigo do meu filho mais velho anda no futebol "a sério". E, claro, o meu rapaz começou a ficar inquieto, que aquilo é que é, que ali é que se evolui (evolui para onde, meu bom garoto, porventura estás a pensar em fazer disto vida, vem cá à tua mãe, senta-te aqui no meu colo e vamos conversar sobre a meia dúzia de talentosos que tem sucesso e das largas centenas que ficam a jogar em clubes de 12ª categoria, sem dinheiro nem glória, anda cá, sossega, vamos antes fazer um puzzle), e mimimimimimi. Foi então fazer um treino na competição, para ver se ficava. E… ficou. O irmão, que viu o treino, disse que aquilo é que era, que ali é que se evolui (também tu, Brutus?), e mimimimimimi, e acabou por me convencer a fazer uma aula experimental com a turma de 2005, que não é da competição mas da formação. E… no final, o mister (adoro!) veio falar comigo: que o Martim é muito bom, "tem muita qualidade", e que não pode ficar com os do seu ano, que tem de transitar já para a competição e jogar com os de 2003-2004, senão desmotiva e não evolui (mauuuuuu). Eu a acenar com a cabeça, pois pois, estou a ver, e o mister (já disse que adoro?) a dizer que então é assim, vão fazer exames médicos, não se preocupe que vem cá o médico, e daqui a duas semanas o mais velho já há-de estar a dar uma coça ao Bobadelense. Eu ouvi tudo sem me desmanchar (sou uma heroína) e pensei que talvez não queira entrar neste caminho, em que há Bobadelenses e Sacavenenses e Águias da Musgueira e eu sei lá que mais (com o devido respeito por todos, hein!), mas depois olhei para eles e para aqueles olhinhos, caramba, haviam de ver os olhinhos deles, todos orgulhosos por ouvirem o mister falar assim das suas qualidades e de futuros risonhos a pontapear a bola. Os treinos passarão a ser três vezes por semana e, o que é pior, todos os sábados haverá jogos para o campeonato. Mas há ainda pior: o Martim terá jogos de manhã, o Manel terá jogos à tarde!!!!!! E eu olhei para o mister, na minha ingenuidade, levei as mãozinhas ao peito, e perguntei, de novo: mas são todos, todos, todos os sábados? E ele respondeu, para que não houvesse equívocos: todos, todos, todos os sábados.
De maneira que está o assunto em cima da mesa para reflexão, este fim-de-semana. Quereremos nós sacrificar todos os nossos sábados, para ter dois rapazes a jogar numa liga não sei quê? Estamos nós na disposição de acordar cedo todos os santos sábados, depois de uma semana infernal? E os fins-de-semana fora, que tanto apreciamos? Acabaram porque os magarefes têm um jogo contra o Sport Lisboa e Olivais? Dilemas. Dilemas de dura resolução. Esperam-se desenvolvimentos nos próximos dias. Para começar… esta noite já não dormi, a imaginar-me a conduzir miúdos suados a cheirar a chulé durante o meu dia de sossego. Não é por nada, mas assim de repente consigo pensar em coisas melhores para fazer.

52 comentários :

manuela carvalho disse...

Ois olhe que isso vai ser dificil de gerir!! Fala uma Mãe com experiência na causa :) E para ver o desenlace, até que fico seguidora:):)

TheEmpress disse...

Se é mesmo aquilo que eles querem, terás de ceder, ou serás sempre a mamã que lhes matou os sonhos e lhes tirou a oportunidade...

Ana S. disse...

Decisão difícil e que ninguém pode ajudar, cabe aos pais decidir. Mas de quqlquer forma.....boa sorte!!

www.prontaevestida.com

av disse...

Realmente... Soccer Mum não é coisa para todas (para mim também não, atenção!)
Boa sorte para essa grande decisão!

Regina Rebelo disse...

:)
Se isso os faz feliz... Segue.
Eles só têm de saber que o futuro poderá passar por não serem "Cristianos Ronaldos". Se souberem isso, terão alegrias e não tristezas.
O meu sobrinho, hoje, tem 25 anos. desde os 7 que está no futebol. Passou por todas as fases - das escolinhas aos séniores. Mudou de equipa mais do que uma vez. Representou a seleção mais do que uma vez (no seu escalão, obviamente). Sonhou. Quis mais. Não teve sorte, nem oportunidade. Mas, a sua vida só teve e tem sentido com o futebol, mesmo que a jogar a feijões!
E essa felicidade, foi a mãe que lhe permitiu, andando durante 12 anos a levá-lo a treinos 3 vezes por semana, à noite, jogos todos os sábados, e a jantarem às 11 da noite, e a conciliar a escola, etc.
Ele agradece-lhe e ela nunca se arrependeu. Para ela ele será sempre o melhor guarda-redes do mundo, e ele tem sempre a felicidade de sempre ter jogado futebol.
Desde os 5 que queria ser guarda -redes. É.

Kukas disse...

ahahahahhah bom dia !!!!
O que me ri a ler este post sou seguidora diária mas hoje não resisti a escrever , pois esta é mesmo a minha praia...o mais velho com 14 , o mais novo a chegar aos 9,a jogarem em dois clubes destes com altíssimo renome , que ora jogam com o Real Massamá , ou mesmo com o Fófó (futebol Benfica)os torneios do mais novo acontecem ao sábado aqui além é certo ,treina 2x por semana ,mais á sério do mais velho são treinos 3x por semana , com jogos toooodos os Domingos.
Quanto aos cheiros não empestam só os carros! Empestam as casas de banho , os cestos da roupa suja , as chuteiras que carregam dúzias de partículas pretas provenientes dos relvados sintéticos e se dispersam por toda a casa...uma novela!!
Se isto tudo apesar de baixa escala os faz feliz , faz e muito como tal...Bola prá frente!!!

Sílvia Melo disse...

Pois... o meu filho é de 2005 mas joga nessa tal liga com os de 2003-2004. Para ajudar o pai, meu marido é treinador da equipa. É uma festa! Todos os santos sábados há futebol! A nossa vida é regulada, basicamente, pelo futebol. Não é que não se possa faltar, mas ele não quer nem pensar nisso! Gosta tanto, tanto que nem treinos à noite debaixo de chuva o demovem. Eu aprecio este gosto e esta força de vontade e, claro apoio. mas sempre com protestos que também não nasci para Dolores. Este ano em junho vamos novamente a Monte Gordo a um torneio de futebol de uma semana.
E é assim...muita calma...
Beijinho :)

Mary disse...

Não é para desmotiva-la mas ter os miúdos metidos nessas coisas é MESMO uma prisão! Os meus cunhados têm 3 rapazes, 1 no futebol e 1 no basket, e não sabem o que é um fim de semana decente! Aliás...Não conseguem ir para lado nenhum, passamos a vida a convida-los para um simples almoço e a resposta é "os miúdos têm jogo". O mais velho andou no futebol uns bons anos para depois desistir, faz faculdade neste momento...
Sinceramente, eu pensaria muito bem, e se pudesse evitaria a todo custo. Só se eu visse que tinha ali um Cristiano Ronaldo e que era aquilo que queriam para o futuro com todas as suas forças. Se fosse por brincadeira, não, nem pensar, continuavam no desporto amador. Acho que o tempo em família, os fins de semana para nos dedicarmos uns aos outros, é algo de extrema importância e há que pensar duas vezes (ou mais) antes de abdicar disso.
Experimente perguntar-lhes se estão dispostos a abdicar de imensas coisas por isso... Se eles hesitarem acho que tem a resposta.

Diana disse...

Uma verdadeira "soccer mum". Boa sorte!

Rita Cardoso disse...

HAHAHAHAHAH

Pois... tenho uma colega de trabalho cujo filho anda no FCPorto na competição do seu ano (tem 13 anos) e é assim mesmo... treinos e competiçoes TODOS os sabados... pois é verdade que de vez em quando.... muito de vez em quando, têm folga.... e como é só um e os jogos normalmente, digo normalmente são de manhã, ela as vezes... muito, as vezes consegue ir ate ao algarve passar o fds...

Mas que é lixado e que ela se queixa MUITO!!! sim... :))) se vale a pena? pois... ela tb diz que não... estarão vcs a desperdiçar uns cristianos ronaldos por aí? será? boa ponderação e resoluções... :)))

Eu tb tenho os meus no futebol mas é futsal, tem 6 anos por isso são petizes e graças a Deus são gémeos por isso os horarios sao iguais... mal será qd disserem que um é melhor que o outro e um fica e outro não... cada mãe com o seu dilema LOL, mas para já, tudo na paz do senhor... Boa sorte

Rita

Mãe Sabichona disse...

A verdade é que com os avanços que ja se deram, ja estás metida até ao pescoço. Agora não tens hipótese :) Eu cá já disse ao meu marido que quando o rapaz crescer nao me meta nessas coisas e ele responde que não me preocupe, se ele gostar ele vai com ele todos os fins de semana e eu fico a fazer o que me apetecer. Esperto :)

Mãe Sabichona disse...

Ah, so mais uma coisa...não querendo eu estar no teu lugar, dizerem que só se eles tiverem mesmo muita qualidade é que isto ou aquilo. Nenhum Critiano tinha muito qualidade nessas idades porque uma das coisas que faz toda a diferença é acreditarmos neles. Nem todos os que têm potencial lá chegam, mas todos os que lá chegam tiveram alguém que sempre acreditou no potencial.

Nikki disse...

Eu sou mãe, mas correndo o risco de parecer uma tremenda egoísta, porque raio nos dias de hoje se acha que uma mãe deve sacrificar tudo e mais alguma coisa pela felicidade dos filhos? É que, a bem ver, não é que já se faça pouco, não é? Caramba, terão os nossos filhos de ter tudo tudo tudo? Ainda para mais em fases que o objecto do seu desejo muda com alguma frequência...
Claro que o Mister (também adoro) disse que eles são os maiores (e até acredito que sejam), mas esse não é mesmo o papel dele? Angariar jogadores e tal?...

Eu sou apologista da reflexão prolongada, é que pior que um não à partida (continuando eles nos treinos onde já eram antes felizes), é um não à posteriori por saturação vossa.

Oh well, boa sorte na decisão, que seja qual for será corajosa.

Cristina disse...

Olá! Também sou uma Soccer Mum, pois também tenho dois filhos que jogam oficialmente. O mais velho de 14 anos treina 4 vezes por semana e joga ao domingo de manhã, o mais novo tem 11 anos, trina 3 vezes por semana e joga ao sábado de manhã. É verdade que deixei de ter fins de semana livres, mas nem tudo é mau porque felizmente porque o convívio com os pais dos outros miúdos das equipas é agradável, tendo desenvolvido amizades com muitos deles e fazendo dos jogos encontros de amigos. Já para não falar de alguns torneio que durão vários dias e que me fizeram passar semanas divertidíssimas com os restantes pais, nomeadamente no Algarve e em Santiago de Compostela. Além disso houve um outro factor que fez com que eu gosste que eles façam competição: é que enquanto levarem o desporto a sério, têm de ter um estilo de vida mais comedido, principalmente com as noitadas.

ana sousa disse...

joguei basket federado desde os 6 anos e também tinha jogos todos os sábados e às vezes aos sábados e domingos porque jogava no meu e no escalão acima. para os meus pais também era complicado ter os fins de semana condicionados por minha causa. mas ao fim de 15 anos a ser assim, só tenho que lhes agradecer por me permitirem fazer a coisa que mais gosto. acho que toda a gente devia fazer um desporto colectivo. aprende-se muito mais do que apenas basket ou futebol. aprende-se o que e a união, aprende-se a nunca desistir, a lutar por objecvtivos colectivos, a respeitar e a ouvir os treinadores. e fazem-se amigos, amigos para a vida! muitos dos melhores momentos da minha vida foram vividos ao lado da minha equipa! por isso, acho que vale a pena o esforço :)

ana sousa disse...

joguei basket federado desde os 6 anos e também tinha jogos todos os sábados e às vezes aos sábados e domingos porque jogava no meu e no escalão acima. para os meus pais também era complicado ter os fins de semana condicionados por minha causa. mas ao fim de 15 anos a ser assim, só tenho que lhes agradecer por me permitirem fazer a coisa que mais gosto. acho que toda a gente devia fazer um desporto colectivo. aprende-se muito mais do que apenas basket ou futebol. aprende-se o que e a união, aprende-se a nunca desistir, a lutar por objecvtivos colectivos, a respeitar e a ouvir os treinadores. e fazem-se amigos, amigos para a vida! muitos dos melhores momentos da minha vida foram vividos ao lado da minha equipa! por isso, acho que vale a pena o esforço :)

Simplesmente Ana disse...

Ui. Também não sei o que faria. Que dizer, até sei...mas contrariada.

Mary disse...

Eu ando a evitar que o meu vá sequer fazer um treino de futebol, digo-lhe a ele, lá para os 9/10 anos e já tem 8 anos.
Eu não sei se também iria abdicar de fins de semanas, quando já tenho um que estou "presa" com meus sogros e já me custa tanto, mas nestes tem mesmo de ser, porque eles precisam muito de nós. Agora com futebol? Ou outro tipo de desporto, tinham de me garantir que eram mesmo míudos de topo, agora se são só bons, acho que não.
Faz-lhes ver o que eles vão perder e vocês como familia vão perder, apesar que eles já devem estar com a cabeça só no futebol, mas não deixam de ser crianças.

Patricia M.M.C. disse...

A minha irmã (e marido) andam nessa vida de treinos e jogos de futebol aos sábados (e por vezes domingos e fins de semanas inteiros) com o meu sobrinho de 13 anos. Dá imenso trabalho, interrompe quaisquer que sejam os planos familiares e sociais planeados para os finais de semana, eu sei, MAS quando o Tomás me diz cheio de orgulho que ganharam o jogo, que marcou golos e o vejo a correr cheio de vitalidade pelo campo fora faça chuva ou faça sol, imagino que todo o esforço que os pais dele fazem é-lhes compensado pela pura alegria revelada no seu filho.
Não sei, os meus 2 filhos ainda são muito pequenos para essas práticas, mas tal como a Sónia, terei que pensar e repensar pois impõe uma rotina que nós gostaríamos de não ter ao fim de semana.
Temos também que pensar que "no nosso tempo" podíamos tranquilamente brincar na rua, andar de bicicleta, até eu que morava em plena Lisboa, nas "Avenidas Novas", sempre o fiz. Actualmente, se calhar, devemos ter que compensar essa liberdade com algo mais supervisionado mas que não deixe de ser ao livre...
Não sei, é um pau de dois bicos, mas sei que irão tomar a melhor decisão para toda a família.
Boa sorte!

Isabela disse...

"Se é mesmo aquilo que eles querem, terás de ceder, ou serás sempre a mamã que lhes matou os sonhos e lhes tirou a oportunidade..."

Desculpe, mas não concordo... E acho um disparate que alguma mãe pense que se não fizer as vontades todas dos filhos lhes esteja a matar os sonhos. Tenho a certeza que nem todas as mães têm dinheiro para ter os filhos em escolas de futebol. E são excelentes mães. E tenho a certeza que filhos amados e bem educados nunca acusarão os pais de lhes terem matado os sonhos. Só os filhos mimados e mal educados, sem valores. E infelizmente há miúdos assim hoje em dia por culpa desse pensamento dos pais.

A Cocó, quanto a mim cometeu o erro de ter ido "experimentar". Talvez devesse ter pensado antes se valeria a pena experimentar e se estaria disposta a aceitar isso, depois da experiência... Agora já lá foram, já viram, é diferente de dizer "não, não vamos e ponto final" do que "foram experimentar, mas agora não podem ir"
Tem um problema em mãos, boa sorte!

Beauty and the Beast disse...

Pense que daqui a uns tempos (vá, uns aninhos), o Manel já tem carta, e pode deslocar-se por si próprio, e levar o mano, aos treinos e aos jogos. ;)

Por favor, não lhes corte as asas. Isto vai fazê-los verdadeiramente felizes. E se não fizer, certamente que eles, como meninos inteligentes e responsáveis que são, vão ser os primeiros a querer desistir.

Olhe, eu e a minha irmã gostávamos tanto de dançar, e nunca nos foi dada essa oportunidade a sério, a minha mãe também nunca quis essa responsabilidade. Foi-me dada muito suavemente uma pequena oportunidade pelo grupo de danças de salão da escola, mas algo amador. E não será certamente já quase a meio da segunda década de vida, e com uma vida profissional a desenhar-se, que se vai começar. :(

É isso e as línguas... Eu sempre tive um talento natural para aprender línguas. E acho que esse talento não foi devidamente explorado. Também porque dava muito trabalho, ainda para mais quando se vive numa aldeia.

Espero que um dia, quando for mãe, me lembre destas palavras, e das oportunidades que não me foram dadas, e que me recorde que, por muito chato que seja, por muitos fins-de-semana e dias de semana fatídicos, eu também gostaria que me fossem dadas determinadas oportunidades.

(Não julguem os meus pais, eu até andei na guitarra acústica, por vontade própria, mas por acaso música, enquanto instrumentista, é uma coisa que não me assiste. :-p )

Rita :D disse...

Fui jogadora de alta competição durante 6 anos. Sacrifícios fizemos todos tanto eu como a minha família. Digo-lhe foi o melhor que poderia ter acontecido na minha adolescência, fiz amizades para a vida, vivi as melhores experiências diverti-me e fiz o meu percurso da escola da melhor forma. Alíás todas da equipa são pessoas formadas. Aprendemos a ser responsáveis e organizadas mais cedo. Somos afastadas dos maus vícios e más companhias. Naquela idade eramos um grupo unido e protegiamos mutuamente. Pode ser complicado gerir uma familia assim, mas vale a pena. E acredite que não era fácil acordar às 5 h da manha percorrer o pais do sul ao norte jogar 2 horas e quando chegavamos a casa era de madrugada novamente.

isabel disse...

hahahahaha
ainda ontem tinha essa convesa com o meu filho.
O meu filho anda na natação e diz que aquilo cansa muito e que gostava de ir para outro desporto, o futebol.
Eu lá lhe expliquei que ele no futebol ia ter um treinador atrás dele pior que o da natação, que ia ter treinos durante a semana e jogos aos fds. Que ter que jogar e por isso ia cair magoar-se e inclusive ia ter que continuar a ir.
Alem de que lhe esclareci que íamos ficar sem fds, pq os jogos são ao fds e longe...........

Francesca disse...

Bom, antes de mais, Adorei o texto!
Quanto ao futebol, esse mundo é maravilhoso para os que o vivem intensamente e não conseguem ver mais felicidade para além daquilo. Eu cá, não alinhava! Mas para não lhes dar o desgosto, se calhar era melhor andarem lá uns meses só para não a culparem de terem perdido uma grande oportunidade. Mas isto é só uma opinião, de uma mãe de um rapaz que nem delira por jogar à bola.

http://mefrancesca.blogspot.com

amora disse...

os meus já andam nisso há dois anos. tirando a época de férias não temos fins de semana livres e este ano o mais novo joga sábado de manhã e o mais velho sábado à tarde... treinam três vezes por semana, um reduziu os treinos este periodo para dois dias (estava a ser complicado conciliar com a escola). já tenho pensado o que seria a nossa vida sem o futebol, com os fins de semana livres, mas não os consigo tirar sem ser por vontade deles. futebolistas de topo não estou a ver que venham a ser, mas fez-lhes muito bem o desporto em equipa.

não sabia que existiam escolas de futebol sem campeonato. no clube onde os meus jogam, entram em formação e pouco depois começam logo a jogar para competir com equipas dentro do mesmo escalão.

boa sorte ;)

Carochinha disse...

A D. Dolores "resolveu" a coisa afastando-se do filho que veio sozinho para Lisboa com 11 anos.
Do mal o menos e ficar com os todos os sábados ocupados com a bola!(digo eu!)
É tramado ter filhos com talento! ;)
Beijinho e boa sorte, seja qual for a decisão!

Myself and I disse...

Sou mãe de 3 meninos e por enquanto apenas 2 andam no futebol :)
O Miguel, o mais velho (agora com 13 anos - 2000) treina 3 vezes por semana com jogos aos Domingos. O do meio, o Martim (ainda com 7 - 2006) treina TODOS os dias (2x com o escalão dele - traquinas e 3x com o escalão acima - Benjamins 2004) e joga aos sábados.
O mais novo (com 3 anos - 2010) ainda não pode entrar, mas já quer ir atrás dos manos! Não sei há quanto tempo não tenho um fim de semana decente.... Vida social? O que é isso? Mas o convivio com alguns pais da equipa é muito bom, e acaba por serem fins de semana agradáveis :)
Eles adoram lá estar, e por mim, o importante é que se divirtam e façam desporto por prazer. São opções, mas confesso que algumas vezes vai o pai sozinho ver os jogos para eu ficar em casa com o mais novinho! Ah, e a hora de jantar diária é SEMPRE depois das 21h... Have FUN SOCCER MUM!!! :D

mysupersweettwenty disse...

Entrei na natação aos 4 anos, na música e catequese aos 6, na pintura aos 8 e para aí aos 10 saí da natação para entrar na dança… Se segui alguma destas coisas? Não! Se me fez bem? Sim, diria que sim!
Graças à música (a única coisa que mantenho) tenho todos os sábados ocupados, há quase 15 anos… Mas quando der conta eles já têm a carta e aí pode despachá-los sozinhos sem se chatear :))

Marcelina Leandro disse...

Eu sou defensor de inscrever os filhos em desporto, sempre que se possa, claro. Faz-lhes bem ao espírito, comem melhor, menos constipações, mais amigos, etc. etc. etc. e eles adoram.

Tenho um no tennis (3x semena) e o outro no pólo-aquático (4x semana). Não preciso de explicar e exemplificar o número de vezes que os levamos aos treinos, vamos assistir jogos (7h30 a sair de casa num Domingo para chegar a horas a Paços de Ferreira :o ), os torneios de natal, da pascoa, do carnaval e sei lá mais o quê... onde perdemos HORAS de pé ao frio a bater palmas e a tirar fotos... os custos que tudo isto tem. Enfim, há alturas que quase tenho vontade de fingir uma dor de cabeça muito forte para não sair da cama ao Domingo.
Mas depois... e o resto??? Ohh, é tão bom vê-los festejar um golo, trazer a medalha de 1º classificado ou apenas um diploma ranhoso de participação. Planearem responsavelmente o tempo de estudo porque tem mais um treino. Fazerem o saco e virem mostrar todos contente que estão a ser "organizados" (diz o mais novo muito satisfeito).

Vivemos para esses momentos... de sorrisos grandes e olhos brilhantes.
Eu acho que a coco já decidiu, mas ainda não admitiu a si mesmo...

marta disse...

Quando se tem filhos já se sabe k se tem de abdicar de mta diversão e mtas escolhas principalmente no k toca a famílias numerosas...da minha parte n sou mãe, falo na perspectiva de filha. O desporto na infância e adolescência é o melhor k os pais podem querer dos seus filhos. Dê graças a Deus por eles serem desportistas pk o futebol/basket etc vão prepará-los para a vida e ensiná-los disciplina, espírito de sacrifício, união, trabalhar em equipa, engolir alguns sapos, lidar c/as frustrações, c/as vitórias, ficam amizades p/vida e além disso vai ajudar-vos bastante naquela chamada idade do armário (saídas à noite, álcool etc)pk para jogar ao sábado terão de ter tido boas notas (+jovens) dormir bem e sair pouco à noite (+ velhos) n interessa se serão Cristianos Ronaldos, interessa o k se aprende e k se leva para a vida!

Aproveite Sónia! É mto bom k os seus filhos pratiquem desporto de competição nestas idades!

Marta

0000 disse...

Testemunho não de mãe, mas de filha.

Eu sou uma filha amada e respeito muito os meus pais, por isso mesmo nunca lhes expressei isto.
Quando eu era miúda vários educadores em infantários, professores e outros adultos por vezes comentavam com os meus pais que eu tinha muito jeito para determinadas actividades, que eu gostava bastante e sempre o expressei desde miúda. No entanto, os meus pais com a mentalidade de "isso não é para todos, só alguns é que conseguem" e também por falta de informação, especulo eu, nunca fizeram nada para explorar esses possíveis talentos.
Eu como criança também naturalmente não me sabia informar sozinha nem tão pouco sabia que haviam várias associações, entidades, escolas, etc., que me poderiam permitir isso.
Hoje em dia sei que existem e tenho mesmo muita pena de não me ter sido dada a oportunidade de pelo menos experimentar e ver como corria.
Iniciei este comentário dizendo que sou uma filha amada e reafirmo, tenho muito a agradecer aos meus pais, que me pagaram o início de uma licenciatura numa instituição privada do qual acabei por desistir, anos mais tarde pagaram o meu reingresso aos estudos onde concluí uma licenciatura e actualmente pagam o meu mestrado.
No entanto tenho consciência de que hoje em dia sou uma adulta com falta de confiança em mim e nas minhas capacidades e muitas vezes penso "e se...?".
Podia ter tentado e não ter conseguido, tudo bem, mas o facto de não ter sequer podido tentar ainda hoje em dia pesa um pouco em mim. E todos os dias luto com a insatisfação de não conseguir ter ainda encontrado uma actividade/profissão que me dê o mínimo de gozo, de que consiga gostar minimamente.

Pensa um pouco na tua profissão. É uma profissão de que hoje em dia muitos filhos são dissuadidos de sequer tentar porque "há muito desemprego nessa área, e é só para alguns".
Quando reingressei no ensino superior tive a pressão de "escolher qualquer coisa com saída, não ir para nenhum curso cujas perspectivas reais fossem o desemprego".
Resultado, sou licenciada em gestão, que tirei em 4 anos, já depois de bolonha, em regime pós-laboral enquanto conciliava com empregos a full-time. Saíu(para além do bolso dos meis pais)-me do corpo cada cadeira feita, e odeio o curso, e odeio mais as saídas e as oportunidades que tenho com ele. Sou uma pessoa de pessoas, de emoções, de imaginação e criatividade, e só consigo ser considerada em processos de recrutamento que tenham a ver com números e folhas de excel.

Quanto aos comentários que dizem que "só se for o próximo Cristiano Ronaldo", nem as pessoas que trabalharam com o Cristiano Ronaldo em miúdo poderiam saber aquilo em que ele se iria tornar. Parte é talento, outra grande parte é empenho, trabalho e dedicação, e esta parte da equação ninguém conhece nem muito menos poderá saber qual será o resultado, a não ser que seja dada primeiro a oportunidade.

Um beijinho

marta disse...

Ah! Outra coisa! Muitas vezes o nosso futuro não depende só da escola mas também do k se aprende e se gosta de fazer desde pequenino. Se se perceber k 1 criança é realmente boa naquilo k faz quem sabe o seu futuro não passará mesmo por aí? Isto para o futebol, como outro klkr desporto ou hobbie, sempre a par com a escola claro.
Podem vir a ser Cristianos Ronaldos ou quem sabe Mourinhos.... =)))

Carla Isabel disse...

O meu mais velho andou nas escolinhas do Benfica...treinos e treinos e à chuva e ao sol...e ao sabado de manhã..enquanto foi filho unico, era optimo porque eu aproveitava para o meu momento de beleza...agora, que ja parou, felizmente, porque nao tinha jeitinho nenhum :) - aliás o pai dizia - ele ne vai á bola,fica á espera...

Agora quer aprender viola...e ela paino...

amiga da onça disse...

Estàs feliz da vida e armada em esquisita, poupa-me.

SMS disse...

Estou feliz da vida? A sério? Eh pá, amiga da onça, obrigadinha! É que não me sinto mesmo nada assim, pela saúde dos meus filhos. Mas se me diz que estou… se calhar estou! Juro que não vejo muito bem como posso estar feliz se adoro dormir no fds, se adoro ir para fora no fds e se vejo tudo isso ir pelo cano, pelo simples prazer das criancinhas… A única coisa que não me faz dizer-lhes já que não é a disciplina que vem com a competição (que eu sei que é importante na formação) e a alegria deles… mas não sei se aguento, e não é de felicidade, posso garantir...

Manuel Rosa Barros disse...

Olá.
Eu tenho dois filhos. Ou melhor, recomeçando. Eu tenho um marido que desde que o conheço joga futebol, por isso ando a treinar para D. Dolores... ei lá, agora é que percebi que comecei inicialmente a treinar para Irina :), mas adiante... desde 1996. O homem está nos 36 anos e nem assim perdeu o bichinho da bola e já passou por vários tipos de campeonato e agora está a "acabar a carreira" no futebol amador que nem por isso deixa de ser rigoroso - treinos 2x por semana, jogo ao domingo de manhã, sendo que durante estes anos os jogos já foram aos sabados de tarde/domingos... E já sei que "pendurando as chuteiras" o mais certo é começar outro tipo de intervenção "mister" ou coisa que o valha.
E voltando ao inicio... eu tenho dois filhos, sendo um deles rapaz e desde que nasceu (ou terá sito antes? :) tem o bicho do futebol como o pai, com a agravante de o miudo mal andar e toda a gente achar que ele era "mesmo bom" a jogar, mas eu consegui adiar a inscrição no futebol até aos 6 (podia ter ido aos 4).
A partir daí acabou o sossego (que já não existia com o pai, mas pronto), já trocou de clube e foi "cobiçado" por dois "maiores" (mas não deixei trocar que eram longe e fariam que os horários de chegar a casa não fossem adequados com a escola) e agora 11 anos (é de 2002) joga federado nos sub 13 (escalão acima da idade dele).
Treina 3 vezes por semana, sendo que à segunda feira chega a casa quase às 22h!!!!! E joga ao sabado de tarde (por vezes às 13h!!!!).
Então a minha vida é assim: 2ª. o pai leva o filho ao futebol, eu levo a filha à piscina (19.40m); 3ª. o pai tem treino; quarta - o filho tem treino; quinta: o filho tem treino e a filha piscina e o pai treino, sexta DESCANSO, sabado - filho joga, domingo - joga o pai.
Se é cansativo - é.
Mas já me habituei a esta rotina.
Noto que o incentiva muito na escola (anda no 6.º ano). Tem de levar as notas ao mister e se forem baixas não é convocado para os jogos - e isso é o maior drama que pode existir!
Do mesmo modo que se não se aplicar nos estudos e eu ache que os treinos/jogos estão a prejudicar não o deixo ir aos treinos e não é convocado (drama) - o que nunca aconteceu.
É um miudo pacato, brincalhão e sociável (era um bichinho do mato), joga quando fazem 30 graus ou -2. Nunca está doente. As notas são excelentes!

Quando estou muito cansada e resmungona digo que esta vida tem de acabar, mas quando olho para todas as medalhas que já ganhou, para um trofeu que ganhou num torneio como melhor jogador de entre uns 100 miudos (assim tipo "bola de ouro" lol) sinto que lhe devo dar esta oportunidade apesar de manter bem os pés na terra (os dele, porque os meus estão) que os Ronaldos não andam aí aos potes e como eu lhe digo: não basta ser engraçado, é preciso cair em graça (das perssoas certas)... e ele entende isso.
Mas enquanto durar... porque não?
Entendo, contudo que há quem não goste desta vida, mas pode sempre só o levar e vir embora... os clubes têm, habitualmente, autocarros para os levar às competições. Mas, no meu caso, aqueles olhinhos antes do jogo a perguntar - vais ver não vais? Fazem-me deixar tudo e lá vou ver qual Dolores qual quê. E sim, já insultei (civilizadamente lol) um arbitro que roubou à descarada e fiquei danada e mandei-o ir plantar batatas...
(eu escrevi isto tudo? sorry)

Joana disse...

Ainda bem que o meu não gosta de futebol e diz que quer ser dono de uma quinta (adora animais). Foi o que eu pedi quando soube que ia ter um rapaz, saúdinha e que não gostasse de futebol.
Não gosta de nada que seja com bolas, o desporto que pratica é taekwondo 2 vezes por semana.
Esse cenário de ter os Sábados todos ocupados com futebol na nossa família estava fora de questão e não seria só por causa dos fins de semana fora. Podem chamar-me péssima mãe, mas trabalho das 8h às 18.30h, ainda levo os miúdos ao Taekwond e ao ballet , preciso e mereço fins de semana. Sábado têm catequese de manhã, e depois é para descansar, desanuviar em família, fazermos programas divertidos seja o que for. Ah... E ainda fazemos as limpezas ao Sábado porque não há cá empregadas.
Pronto vá eu até aceitava se os campeonatos fossem de vez em quando, Sábado sim Sábado não, 1 sábado por mês....Todos os Sábados? Não. E nem acho que actividades em demasia seja bom para as crianças. Eles são crianças. Vão à escola todos os dias, suam todos os dias, estudam, trabalham. Um campeonato todos os Sábados depois de uma semana de escola (e de treinos!)? Até que ponto isso é saudável para eles? Podem e devem praticar desporto, mas não têm de se sobrecarregar. E sobretudo têm de brincar.
Eu sei que o Cristiano Ronaldo foi para Lisboa com 11 anos, mas de certeza que aquela mãe, para permitir isso, percebeu o filho que tinha ali, foi aconselhada, insistiram muito com ela, nesse caso eu cedia, sem qualquer dúvida ou discussão. Mas apenas por hobbie, não... Não sei, acho que este assunto dá pano para mangas mas esta é a minha opinião.

A Familia Alien 2 disse...

,,

kombi disse...

Eu que me sinto a sufocar com tantas tarefas e a querer os fds para fazer o que na real gana me der tenho adiado os pedidos da minha mais nova em ter uma atividade, já pediu ginastica artistica, tennis, agora pede aulas de viola até se inscreveu na tuna da escola, e ao ler o testemunho de filha ali em cima da 0000 estou a achar que sim tenho que satisfazer o pedido da minha piquena ( 10 anos) pq sim ela é insegura, anseia amizades e convivio, e sim faz-lhe bem regras, competir, escolhas, frustrações,perder, ganhar.......o futuro está ai e têm que estar preparados por isso por mais que nos custe se os filhos querem porque não guia-los?!......agora fiquei eu aqui a pensar......

rff disse...

Para a Reflexão eu convocaria o Mister!..

rititi disse...

Estou a ALUCINAR com os comentários. Palavra de honra.

Mim disse...
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Mim disse...
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Mim disse...

Vim dar a este post por acaso e como sou treinador de crianças e pratiquei desporto federado durante grande parte da vida achei que podia dar uma ajuda.

Não sou treinador de futebol por isso, e embora a realidade seja um pouco diferente pois não é o desporto rei, não é aquele que eles jogam na escola no intervalo, etc., há muitas coisas que são iguais.

No meu clube há jogadores a partir dos 5 anos, e se entre estas idades e os 11 anos não há jogos todos os fins-de-semana, apenas 1 ou 2 vezes por mês, a partir dos 12 anos os jogos começam a ser quase semanais.

É uma prisão para os pais? Sim, de certo modo, há os treinos e os jogos a que é preciso ir levar e pôr os miúdos, mas não acho que seja necessário abdicar de todos os fins-de-semana nem passar todos os fins-de-tarde no trânsito. De certeza que há outros jogadores que vivem na mesma zona e com quem se pode combinar boleias.

Também não acho fundamental os pais irem ver todos os jogos. Talvez por não haver um campeonato distrital, e desde pequenos eles jogarem no Porto, Lisboa, Coimbra, Braga, etc. seja mais complicado aos pais acompanharem, mas mesmo quando os jogos são cá, nem todos os pais vão ver e os miúdos percebem, principalmente se for conversado com eles: os pais também têm vida, têm outros filhos, etc. Não é por irem ou não irem aos jogos que são melhores pais ou gostam mais deles.

No crescimento e desenvolvimento das crianças há também grandes vantagens na prática de um desporto de equipa:

Aprendem o significado de equipa e sabem que estão todos a lutar para o mesmo objectivo e por isso têm de deixar as rivalidades de parte, mesmo quando se dá o caso de estarem a disputar o mesmo lugar na equipa titular ou na convocatória.
Aprendem que a equipa se mantém fora do clube, conheço um caso de um rapaz que mudou de um colégio privado para uma escola pública. Devido a tudo o que isso implica os pais estavam com algum medo que não se integrasse. No fim da primeira semana ele disse aos pais, "não se preocupem, estão lá uns rapazes mais velhos lá do clube e se alguém me chateia ou goza comigo eles protegem-me".

Aprendem que se há pessoas a depender deles e a contar com eles, eles têm de fazer o que está ao alcance deles para não falharem e por isso, se algum deles fica de castigo e tem de faltar aos treinos ou aos jogos, para além dos pais ainda leva um "raspanete" dos colegas o que faz com que a frequência de castigos "evitáveis" por eles diminuam muito.
Aprendem que têm responsabilidades, claro que variam com a idade, e que têm de as cumprir: se quero ir ao treino tenho de fazer os trabalhos de casa antes, se tenho jogo no sábado à tarde tenho de arrumar o quarto de manhã, se tenho de me levantar cedo no domingo, sábado saio mais cedo do jantar de anos, etc.
Ganham espírito de compromisso e aprendem uma data de outros valores que lhes vão ser úteis durante a vida toda.

Aprendem que a competitividade é importante para melhorarmos mas que não somos mais do que ninguém e devemos competir respeito e dentro das regras, aprendem a respeitar o adversário, aprendem que se querem uma vitória têm de trabalhar muito, as coisas boas não caem do céu, aprendem que às vezes é preciso fazer sacrifícios, aprendem a respeitar regras e limites, aprendem a respeitar figuras de autoridade como os treinadores ou os árbitros, melhoram a auto-disciplina pois, num desporto de equipa, por um erro/acção de cabeça quente/explosão minha todos pagam, e ganham amigos para a vida.

Eu, que cresci a praticar desporto, individual e de equipa, aprendi muito. Aprendi que há sacrifícios que custam mas que se tem a certeza de que são a opção correcta e quando se olha para trás se fica muito contente com a decisão. Aprendi que para fazer parte de uma equipa é preciso deixar o orgulho de lado. Aprendi a organizar o tempo para não deixar nada para trás. Aprendi que as minhas atitudes e decisões têm impacto na vida das outras pessoas e aprendi a nunca desistir.

Espero que ajude e boa decisão.

Pólo Norte disse...

Dolores? És tu?

Marta Guerra disse...

Decisão complicada... Pessoalmente vejo estas escolas com algum cinismo. São uma mina e a adesão dos pais é tão grande que as escolas do benfica até já funcionam em franchising.

Paula disse...

Percebo o dilema.
A minha filha tinha um colega que jogava hóquei que NUNCA foi a uma única festa de aniversário dos colegas. Tinha sempre jogos. Ele e o irmão. E treinos toda a semana.
Eu fico muito contente em ter a miúda na ginástica que mesmo na competição tem apenas 3 ou 4 provas num ano.
Já não sei se terei a mesma sorte com os rapazes. Vão querer um desporto coletivo e esses têm torneios TODOS os fins de semana!
vidademulheraos40.blogspot.com.

Vera disse...

É só para dizer que o Águias é um grande clube! :P

Inês disse...

Andei no ballet durante vários anos quando era criança. A minha professora tentou convencer a minha mãe a inscrever-me no conservatório, mas por várias razões isso não foi possível. Nunca deixei de pensar "e se..." e acho que é uma angústia que me vai acompanhar para o resto da vida. Eu sei que a minha mãe não teve hipótese, a culpa não foi dela, mas olhando para trás fico mesmo triste por não ter seguido esse caminho.
Pelo que leio aqui no blogue o futebol é a grande paixão deles. Por isso, se for possível, mesmo que seja complicado para a rotina familiar, acho que seria o melhor presente que podia dar ao Martim e ao Manel.

Fernanda Claudio disse...

Para mim, como mãe, o que mais me realiza é ver o meu filho feliz e para ele, a felicidade maior é jogar numa escolinha do Benfica (ele tem 6 anos), tb numa equipa de competição pq até tem algum jeitinho e ver a cara de felicidade sempre que termina um jogo e consegue uma boa prestação. A unica coisa que eu lhe digo é que sempre que entra em campo tem de dar o seu melhor, quer ganhe ou perca. Explico que os pais sacrificam-se muito do seu tempo para o acompanhar e que ele tem de respeitar esse esforço e até hoje nunca me desiludiu. Sei que no futuro terá alguma profissão ligada ao desporto, seja jogador, treinador, etc pois a paixão que sente ao falar do futebol é imensa. Como exemplo, posso dizer que aos 6 anos o canal que vê quase em exclusivo é a Sport TV, nem que seja o jogo Gil Vicente-Arouca pois há-de haver sempre um lance "muita bom" que quer ver :) De notar que tenho uma menina de 3 anos que tb irá crescer e ter as atividades dela, e que teremos de dar todas as oportunidades tal qual demos ao irmão mas qd optamos por este caminho já sabiamos que ia ser assim. No fim, posso dizer que somos felizes os 4, mesmo com estes horários :) esintom-me realizada como mãe ao proporcionar felicidade aos meus filhos. Felicidades para os 5!

marta disse...

Tenho 4 filhos e, neste momento, os 3 mais velhos (a mais pequena tem quase 18 meses) fazem desporto de competição.

O mais velho (n.2000) joga andebol 4xsemana + 1 jogo todos os fds. Também faz natação (não-competição) no 5º dia da semana. A miúda (n.2002) faz natação sincronizada 2x semana (torneios muito ocasionais). O mais novo (n.2005)faz natação pelo menos 2x semana + torneio 1x/mês durante 1 fds inteiro.

Como conjugar isto tudo?

0)Não têm mais nenhuma actividade extracurricular e os 2 mais velhos andam em escolas públicas perto de casa com 2 ou mais tardes livres (para estudar, para não fazer nada até à hora do treino, para ir ao jardim ter com os amigos espairecer). Nota importante: andam sozinhos/com amigos, a pé.

1) O rapaz mais velho e a miúda vão sozinhos para os treinos. Ela volta com o meu marido (porque acaba depois das 20h30), ele sozinho ou com boleia de colegas.

2) Todos os clubes/locais onde treinam são a 10/15 minutos de casa. Ela vai sozinha de metro (20 minutos).

3)Até aos 10 anos todos faziam apenas natação. A partir dos 10 puderam escolher outra actividade porque ficaram + independentes e responsáveis.

4)O rapaz mais novo, quando fizer 10, também deixa a natação de competição, mantém a prática de natação não-competitiva, e vai para o futebol de competição (2 ou 3x/semana + 1 jogo todos os sábados).

5)Andando em clubes federados,
nenhum anda/andará em algum clube de topo. Andam em clubes perto de casa, que lhes permitem liberdade e independência nas deslocações e camaradagem com miúdos desta zona da cidade.
A vantagem dos "Bobadelenses" e afins é precisamente essa: são clubes pequenos, em que podem jogar sempre, em todos os escalões, com uma pressão mto menor do que nos Sportings e FCPortos desta vida. São clubes de carolas, em que os miúdos se conhecem desde muito novos e têm vivências comuns (da escola, do jardim, dos percursos normais do bairro)e os treinadores se tornam quase parte da família.

Os meus filhos rapazes são do Sporting mas sabem que se fossem jogar/nadar para o seu escalão/modalidade no Sporting encontrariam logo 10 ou 15 miúdos melhores que eles, e eles acabariam por ficar a maior parte do tempo no banco/ou não fazer os "tempos" necessários para ir aos torneios.

Assim, jogam/nadam SEMPRE, aprendem imenso e andam felizes da vida.

Os nossos fds têm também o desporto deles, mas não´são só isso!

Diria que o pior mesmo é a quantidade de equipamentos para lavar/secar/guardar a qualquer dia da semana e acordar muito cedo nos fds em que o jogo do mais velho é às 9h e não há boleia...

Entretanto a miúda inscreveu-se no volei escolar... e tem um jogo às 9h este sábado... e a boleia, desta vez, seremos nós...

;)

Marta, Lisboa

ccunha disse...

Deixe-os experimentar Cocó! E experimente também! Os desportos coletivos são muito bons para as crianças, a competição tem realmente o problema de haver jogos todos os fins-de-semana, mas também poderá falar com os treinadores para em certas alturas eles não irem (como é o caso dos fins de semana fora que de tanto gostam e de que não precisam de abdicar), com estas idades há sempre atletas que por vezes faltam... com o tempo poderão também combinar boleias com os outros pais... vai ver que tudo correrá bem :-)