sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

Este domingo, dia 26

Sai na Notícias Magazine esta reportagem feita por mim e pelo Orlando Almeida (com uma colaboração de outro fotógrafo, que houve um dia em que o Orlando não pôde mesmo ir).
Confesso que houve um momento em que tive de ir para um cantinho chorar e foi pouco depois desta foto que faz a capa da revista. Quando este pai se abraçou à filha num pranto… o meu coração não aguentou. E olhem que até costumo ser bastante valente, porque faço quase sempre histórias assim para o pesadote. Mas o olhar do senhor Carrilho… matou-me.
Uma reportagem sobre os últimos dias antes da partida de 4 portugueses, que vão (ou já foram) viver para outro país porque este país, que é o seu, não parece ter lugar para eles.

28 comentários:

Ana S. disse...

É muito triste esta realidade.
Neste momento está a acontecer na minha família, coisa que eu nunca pensei ser possível :'(

www.prontaevestida.com

Fernanda disse...

Behond the words!

Fernanda disse...

Behond the words!

O Sexo e a Idade disse...

Dia 26 é o dia do meu aniversário e por ser um tema tão presente para mim, acho que não o vou conseguir ler nesse dia. Guardá-lo-ei para mais tarde, num dia em que me sinta mais valente, boa?

Daniel Rebelo disse...

Que pena tenho de não poder ler mais uma grande reportagem sua... Eu fui um dos que emigrou porque desistiu do país onde nasceu. O que é certo, entre outras coisas, fica com saudades das reportagens da Cócó na NM :)

do lado de la disse...

Adorova ler esse artigo.
Mais ainda porque poderia ser eu tambem a contar essa historia.
Raio de fado o dos portugueses!
Mas teimosa como so eu...
Em breve estou de volta... nao tenho este espirito de emigrante.
Apenas mais um bocadinho, mais um esforco, mais uma saudade...
Cumprimentos de Toronto
Do lado de ca

Wonder disse...

Sónia, quando a reportagem for das boas, dos que depois de partirem voltaram, falamos! :)

Patricia Silva disse...

Fico com o coração apertado quando leio coisas assim. Porquê? Primeiro porque sou muito sensível, segundo porque já não falta muito para estar no lugar destas pessoas, visto que quando terminar a minha licenciatura rumo à Suíça onde já está o meu namorado, e terceiro, porque sabe Deus como ficam os olhinhos dos meus pais, principalmente do meu pai quando me vê partir de férias, férias, 2 meses e sabe que volto mas já lhe custa, nem quero imaginar o dia em que terei de me despedir dos meus pais em pleno aeroporto, não com um "até daqui a dois meses" mas sim com um "até daqui a não sei quando" e vê-los chorar desalmadamente, tal como eu... :'( é triste mesmo, este ser o NOSSO país e não ter lugar para nós...

Carla disse...

Eu quero ter esperança de voltar ao nosso país, não quero acreditar que isto é para sempre. Mas cada dia parece mais longe essa possibilidade. Hoje ouvi isto e, caramba, parece que levei uma estalada...

https://www.youtube.com/watch?v=1xt9A6tyyDs

kombi disse...

Os tempos são ciclicos, já passamos por isso nos anos 60 e emigrava-se em condições piores, quem nunca ouviu história de quem ia de assalto no comboio para frança?! É certo que dizem que os numeros de hoje de quem emigra são mais elevados do que outros tempos mas a população tb é mais elevada.

É assustador ver tanta gente a abandonar o país, e mais, ouvir dos jovens que já planeam tb abandonar o nosso país, a minha mais velha, 14 anos diz que os colegas só falam em sair daqui, ganhar mais, eu incentivo ao contrario, a lutar a ficar cá, deixa-los ir mais fica por cá, estou convencida que vai haver trabalho, não emprego, mas sim trabalho que vai ser necessário e vai passar a ser mais valorizado, espero não me enganar e daqui a uns anos não estar eu num local de embarque como o coração apertado como esses pais.

CM disse...

Fico à espera de um link para a reportagem poder ser lida online, assim espero... pois desde Agosto que já a sigo do meio do Oceano, na Irlanda.
Aguardo ansiosa e certamente também eu irei derramar umas lágrimas.

Athena disse...

Sónia, sabe o que é pior do que as despedidas, para mim? Quando o telemóvel toca, com um indicativo de Portugal, fora das horas habituais. Pára tudo. Há dias a minha irmã ligou-me por volta das 14h30, o que não é costume. Não tinha acontecido nada, era só para dizer olá. Mentalmente chamei-lhe mtos nomes :-)

P.

NS disse...

No dia 22 de Fevereiro de 2013 pelas 9.00 o meu pai estava a embarcar no autocarro para aquela que viria a ser o seu novo modo de vida. Em Setembro, sete meses depois, estava nas chegadas do aeroporto da Portela a esperar ansiosamente que ele chegasse. Foram sete meses sem nos vermos, apenas contactos telefónicos. Quando ele se revelou na porta das chegadas foi uma sensação incrível e inexplicável. 4 dias depois lá estava de novo mas desta vez nas partidas. Mais uma despedida. Dia 11 de Janeiro o ritual foi repetido e o autocarro que transporta os passageiros do terminal 1 para o 2 levou-me o meu pai. Tal como ele diz, quando o o avião começa a sua partida o coração desloca-se para o lado direito.

Está quase a fazer um ano que esta aventura começou...

P.S- Vou esperar ansiosamente pela reportagem.

Sofia Martins disse...

Obrigado Sonia
Quem viveu na pele estes instantes sabe bem do que falas.

imc19841 disse...

senti na pele há muito pouco tempo este pesadelo.as lágrimas e tristeza embargam-nos a alma e e gelam-nos o coração.deixei o nosso pais,mas não só,deixei toda uma vida para trás, que jamais vou poder recuperar. A dor é grande e o desespero no momento do adeus ainda é maior.

Nada disse...

Custa a quem fica e a quem vai...e custa demasiado

Diana A. disse...

Custa despedir da família...mas entretanto começa a tornar-se um hábito e gerimos isso mais facilmente. E Cada vez que voltamos tem "outro sabor".
A internet ajuda muito a disfarçar a distância.
Se eu estivesse em Portugal, provavelmente não estaria muito perto da família e o trabalho faria com que não nos víssemos sempre que quiséssemos.
O mais difícil para mim foi o meu pai ter passado por uma intervenção cirúrgica, mas consegui que no meu trabalho me dessem uns dias para estar em Portugal, ao lado da minha família.
Ter uma família muito unida também ajuda.
Eu vinha à procura de algo melhor e apenas para juntar dinheiro...mas ao fim de 1 ano e meio em Inglaterra posso dizer que estou a adorar a experiência!

Salomé disse...

provavelmente irá ser o meu futuro a breve prazo...12 anos a ensinar novas gerações e ser descartada assim...muito desiludida com o nosso país, sem soluções após 2 anos de desemprego...

Unknown disse...

Sónia, espero ansiosamente a reportagem online pois desde Abril passado que a sigo a partir de Angola!! Maldita sina a nossa e não me venham com tretas que temos melhores condições que os emigrantes da época de 60/70 não há melhores condições quando se emigra, quando no dia a dia não estamos perto dos nossos!! E como diz uma amiga: "nunca serei de cá e nunca mais será de lá..." infelizmente é o que sinto!!!

Jessica Fino disse...

Eu tinha acabado de fazer 18 anos quando me fui embora. Ja passaram quase três anos e a minha mãe ainda não aprendeu a aguentar algum tempo sem me ver. É injusto fazer os pais passarem por isto.

Tu Lá disse...

Ola Sonia, para quando uma reportagem mais positiva e que, no fundo, de alento aos que estao a partir neste momento? Tambem partimos um dia, ainda a crise era uma miragem, mas voltamos ( em 2011, tres meses depois da entrada da Troika) e ca estamos para provar que, as vezes, vale a pena um caminho que, no momento, nos parece sem fim, sem retorno e sem sentido! Nos 4 anos que estive fora, o que mais precisava era de ouvir testemunhos de quem ja tivesse feito o mesmo percurso e cuja historia tivesse acabado bem, de preferencia com um bilhete de retorno a Portugal!
Marta

Tu Lá disse...

Ola Sonia, para quando uma reportagem mais positiva e que, no fundo, de alento aos que estao a partir neste momento? Tambem partimos um dia, ainda a crise era uma miragem, mas voltamos ( em 2011, tres meses depois da entrada da Troika) e ca estamos para provar que, as vezes, vale a pena um caminho que, no momento, nos parece sem fim, sem retorno e sem sentido! Nos 4 anos que estive fora, o que mais precisava era de ouvir testemunhos de quem ja tivesse feito o mesmo percurso e cuja historia tivesse acabado bem, de preferencia com um bilhete de retorno a Portugal!
Marta

jaya disse...

Sónia, amanhã vou ler a reportagem, vou chorar (já sei), vou chorar muito, porque passados 15 anos ainda não aprendi a viver com a imensidade de quilómetros que nos separam de Sidney.

Paula disse...

Estive a um passo de fazer o mesmo, custa-me muito ver estas histórias.
Parabéns pela coragem de abordar estes temas pesados mas importantes.
vidademulheraos40.blogspot.com.

Pipoca Arrumadinha disse...

Muito bem!

Aventurasnobrazil disse...

Há 10 anos saí pelo desafio. Agora saí por amor, um amor que saiu pela crise que empurra muitos de nós. Agora resolvi começar a contar as peripécias. *

Bruna Araújo disse...

Hoje, enquanto bebia uma meia de leite, e saboreava um croissant com queijo, na pastelaria de todos os dias, lia a tua reportagem. Desde, praticamente, o início ao fim, tive os meus olhos cheio de água. Que sopapo que levo com as tuas reportagens, e ao contrário do que possam pensar, não tenho ninguém próximo de mim que tenha emigrado, mas o que é certo é que há momentos em que por cá as coisas não estão fáceis, e a vontade de deixar tudo para trás é enorme. Obrigada Sónia, por estes momentos em que levamos um murro no estômago, mas que ainda assim nos fazem tão bem.

Bruna

http://stylefashionandconfessions.blogspot.pt/

AB disse...

Esta realidade é tristríssima! Eu estou ha 5 anos fora, em Londres, e há 3 a tentar regressar para o meu canto à beira mar.
Cada vez que o meu pai me deixa no aeroporto é mais dolorosa que a anterior.
Pior, sinto uma tristeza profunda por não poder estar a criar a minha filha nas suas raízes. Vou ter o segundo filho aqui! E sinto que de facto Portugal não tem espaço para mim e para a minha família. Ainda não teve espaço até ao momento.