sábado, 25 de Janeiro de 2014

Inspira… expira… inspira… expira...

O Nuno Ferreira não gosta de Calimeros. Eu não sei quem é o Nuno Ferreira mas suspeito que não gostaria dele, se acaso o conhecesse (ele também não gostaria de mim, que tenho a estúpida mania de "dar palco aos oprimidos")
O Nuno Ferreira diz que os emigrantes são uns chorões. Que saem do país e que choram sem razão, os parvos. Só por deixarem a mamã para trás, e os amigos, e a vidinha que tinham, os palermas.
O Nuno Ferreira só gosta dos que já tinham cá empregos bons e que partem à procura de melhor. Esses sim, são uns valentes, uns verdadeiros descobridores dos tempos modernos. Os outros, os que não encontraram trabalho por cá (ele acha que eles não quiseram foi trabalhar), são uns tristes. E os jornalistas que lhes dão páginas de jornais ou espaço nas televisões são outros imbecis que adoram "dar de beber a um povo a salivar por histórias de fracos e oprimidos".
O Nuno Ferreira, pelos vistos, não conhece o mesmo país que eu. Porque eu tenho conhecido muitas pessoas que emigram simplesmente porque não têm qualquer hipótese de sobrevivência por cá. Ou pelo menos uma sobrevivência digna. E saem com dignidade, mas sim, com lágrimas nos olhos. Porque não queriam sair e tentaram de tudo, antes de largarem "a vidinha" que por cá faziam. Uma vida cheia de dificuldades, de contas para pagar, de desesperança, de não poderem ter filhos porque nem dinheiro tinham para pagar uma renda.
Eu não sei quem é o Nuno Ferreira que não gosta de Calimeros. Mas suspeito que ele sabe pouco da vida para falar assim. Talvez não lhe fizesse mal uma liçãozinha. Talvez um dia destes o vejamos a soluçar num aeroporto, feito Calimero. Talvez ele não emigre (o que é uma pena) mas talvez emigre alguém que ele ame. Tenhamos esperança: a vida, muitas vezes, tem a justiça de fazer cair em cima de quem cospe para o ar a sua própria cuspidela. Tenhamos esperança.

(ler a crónica do rapaz AQUI)

34 comentários:

Cinderella disse...

Bem dito. Também partilho da sua opinião e não gosto desse senhor. Nem conheço o país que ele conhece. Deve ter nascido e vivido sempre num berço de Ouro. Só pode.

tia verde água disse...

Acabei de ler a diarreia mental dessa personagem e só consigo chorar pelo tempo que despendi a fazê-lo. E estou como tu, meio sem ar, a inspirar e expirar profundamente para não ter aqui um ataque de nervos... oxalá a cuspidela lhe acerte mesmo no centro da testa e bem depressa!

pés no sofá disse...

Touché

C SS disse...

Sónia, ele fala em jovens de 20 e poucos anos. E, sinceramente, tenho de concordar. Acha-se sempre que a culpa é do país, do governo que não cria emprego, da crise, disto e daquilo. Mas esta geração, que se considera do mundo, tem qe aprender qe a vida não é sempre fácil e que aquilo que acontecia com os seus pais e avos (o emprego para a vida na cidade onde nasceram) ja não existe. A mim parece-me que existe (nessa geração, volto a frisar) muita vitimizacao e muita falta de conhecimento daquilo que é a vida: dura. Mas lá está, são opiniões

Daniela disse...

Cocó, um rapazola que se apresenta como nascido no segundo mês dos anos 80 e gosta de gelatina de morango... daí se pode ver os "pergaminhos" que o palerma tem. Triste é ver que haja jornais que dão palco a este coitadinho!

Daniela disse...

Um rapazola que se apresenta como nascido no segundo mês dos anos 80 e gosta de gelatina de morango, vê se logo os "pergaminhos" do palerma" Pena é que haja jornais que dão palco a este coitadinho!!!
( e irrita-me, a prosa, a pequenez mental e ter nascido no mesmo mês do que eu!)

Fénix Renascida disse...

Também li o texto desse senhor...
Eu tenho 32 anos e considero que o país me traiu as expectativas. Ainda não pensei em emigrar mas não excluo essa hipótese. Acho, no entanto, que quem tem 20 e poucos anos não devería ter esse sentimento, visto que quando iniciou a sua licenciatura já tería concerteza noção das dificuldades que o pais atravessa e por isso a escolha do curso na minha opinião deveria ter sido pensada tendo em conta esse factor muito importante.
De qualquer forma, o senhor que escreveu este texto deve ter uma noção muito irrealista do nosso país e espero que um dia lhe caia a cuspidela mesmo em cima da cara!

mgp disse...

Achei tão mau que fui investigar. Descobri que é autor de um livro que tem por titulo "Faz o curso na maior" um livro que promete "ensinar": estuda o mínimo e aproveita a vida ao máximo" estou a citar de cor , mas a ideia é esta.
Não é preciso dizer mais nada.
https://www.facebook.com/Faz.o.Curso.na.Maior

mgp disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mamã de Três disse...

Infelizmente há tanta gente a emigrar por necessidade, sejam jovens ou menos jovens que é horrível ver o que esse senhor (rapazola)diz....

sandra disse...

Quando se termina uma licenciatura (agora os cinco anos até já incluem mestrado) é normal haver bastantes dificuldades em arranjar emprego (mesmo antes da chamada crise, digo eu que sempre ouvi falar de crise na minha casa). Estes jovens têm muita sorte em poderem ser emigrantes qualificados, em terem países que reconhecem as suas habilitações académicas e que estão dispostos a contratá-los na sua área de formação. Estes jovens falam fluentemente o inglês ou o espanhol porque os seus pais já pensaram nessa eventualidade (sei do que falo) e estão acostumados a fazer férias no estrangeiro. É mau para o país porque esta "mão-de-obra", depois de de experimentar outro tipo de vida, só cá voltará em férias. Tenho muita pena, isso sim ,de quem trabalhou no duro a vida toda e que tem que partir para garantir o sustento da família, muitas vezes, sem qualquer tipo de preparação.

Patricia Alves Romão disse...

Cara SMS, eu sei quem é o Nuno Ferreira.
O Nuno com os seus 30 anos, foi meu professor (espante-se) de Economia e era Brilhante O Nuno não é Jornalista, escreve por prazer. E sim, não agrada a todos, mas a SMS também não. E hoje, deixe-me que lhe diga parece-me que teve dificuldade em lidar com uma opinião muito diferente da sua, algo que até a incomoda quando acontece no seu blog.
A verdade é que esta gente existe. Sempre existiu.
Deixemo-nos de hipocrisia. O que sabemos melhor exportar são Calimeros.

Navajovsky disse...

Acho um piadão às pessoas de 30/40/ou seja lá que idade for que vêm dizer que os mais novos não deviam ter dificuldade em atirarem-se para o desconhecido... porque já deviam esperar emigrar...porque é uma possibilidade de conhecer o mundo... porque vão ter muitas e melhores oportunidades lá fora. Se acham que emigrar é tão fácil porque não vão eles? Façam o favor, tirem uns meses para se mentalizarem (tal como os jovens já deviam estar mentalizados) e partam, deixem esses lugares aos mais jovens. Ou acham que os mais jovens não têm também famílias? Não têm também um amor com quem já começaram a fazer a vida? Nao têm também amigos? Não têm também a ligação à terra, à casa deles? Santa mãe de deus, a sério, peguem e vão eles!

Kate Guimaraes disse...

Tirando o tom arrogante com que foi escrito o texto, devo dizer que também concordo com o que foi dito.

Eu sou arquitecta, tenho 28 anos e estou a trabalhar em Inglaterra há um ano e meio na consequência de ter ficado sem emprego em Portugal.

A arquitectura em Portugal está a atravessar uma fase difícil por haver um excesso de arquitectos e porque a crise arrasou o sector da construção. Quando comecei a estudar já sabia que arranjar emprego não ia ser fácil. E depois de o perder também não estive à espera que ele chovesse do céu.

As pessoas de facto não podem pensar que podem tirar o curso que querem e que o Estado tem que lhes dar oportunidade. Ou bem que seguem o sonho com convicção ou então que escolham outra profissão com mais saída profissional. Ou ainda que deixem de estar acomodados nas grandes metrópoles e que vão trabalhar para o interior onde há falta de mão de obra e se empregam emigrantes ilegais porque os locais não querem trabalhar (como no Alentejo).

Agora de facto, quem opta por sair para lutar pela sua carreira então que o faça com força e positivismo e não como se tivesse a ser obrigado.

Eu sinto muitas saudades de Portugal, fazia as minhas malas hoje se houvesse trabalho decente na minha área. Mas encaro a minha vida para o estrangeiro como uma oportunidade de conhecer outras pessoas e aprender coisas novas. Por isso não consigo compreender que as pessoas tenham tanta resistência à mudança e que passem mais tempo a lamuriar do que a tirar da vida o melhor que ela tem (com todos os obstáculos inerentes a ela).

Lamento imenso as pessoas de 40-50 anos tenham de sair do país e recomeçar a vida do zero. E deixam famílias e têm filhos para criar e depois de tantos anos de trabalho não esperavam uma partida dessas na vida.

Mas os da minha geração? Esses só têm de olhar para a frente e andar, porque a vida só agora está a começar.

'Oh mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal'

Kate

Kate Guimaraes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Petra disse...

E muitas vezes quem cospe para o ar, cai-lhe a escarreta bem verde no centro da testa...

Regina Rebelo disse...

Sónia,
Concordo quando dizes que "a vida, muitas vezes, tem a justiça de fazer cair em cima de quem cospe para o ar a sua própria cuspidela" e ter opinião tem custos, os custos de ser mal interpretado, os custos de ser confundido, julgado, os custos de não entender os contextos...
No caso, não acho a crónica assim tão má, e tão fora de contexto. Reflete uma realidade. E há efetivamente outras realidades, como dizes, o país que um conhece não parece o mesmo que o outro conhece, mas ambos existem.
Quanto a mim, o texto daquele autor reflete uma pequena realidade e que deveríamos estar despertos, que tem muito a ver com educação. O problema está, sempre, quando se generaliza... Porque na realidade, alguns são Calimeros e outros não... Colocar os emigrantes assim em duas categorias (o desgraçadinho e o homem de sucesso) parece-me redutor demais! Mas a situação que ele relata, existe! Fingir que não também não me parece correcto.
E Sónia, não concordei com a tua afirmação "e os jornalistas que lhes dão páginas de jornais ou espaço nas televisões são outros imbecis que adoram "dar de beber a um povo a salivar por histórias de fracos e oprimidos"." porque opinião é mesmo isso, é opinião!

kombi disse...

Não fui ler a crónica mas tb eu tenho uma ideia diferente de quem emigra mas prefiro não dá-la pq nos dias de hoje quem pensa, ou vive, diferente é "apedrejado"......sem intenção de defesa, será que o Nuno Ferreira não pode expressar e ser diferente de opinião?

Paula disse...

Realmente o Nuno Ferreira não conhece a realidade.
Não são só os jovens que emigram por não arranjar emprego, casais, com experiência de trabalho, carreia, também perdem os empregos. Têm filhos para sustentar e não conseguem opções. Tentam emigrar e por vezes também não conseguem. O Nuno Ferreira não conhece este realidade, mas eu conheço-a. Senti-a na pele.
vidademulheraos40.blogspot.com.

SMS disse...

Patrícia Alves Romão. Não fico boquiaberta por este moço ter sido seu professor "aos 30 anos". É o que há mais por aí: professores aos 30 anos. Ele até pode ser brilhante. Mas não deixa de ter um grave problema de discernimento da realidade. Se calhar, se fosse jornalista e andasse pelo país, talvez compreendesse as coisas de outra forma. Patrícia: poderá haver Calimeros. Claro que poderá. Mas em 2013 foram forçadas a sair do seu país 120 mil pessoas! Serão 120 Calimeros? Serão 120 mil mariquinhas pé de salsa? Hummmm… quer-me parecer que não. Ah, e eu não apedrejei o moço. Apenas discordei dele. Quanto a quem discorda de mim… está a ser injusta. Estão sempre à vontade para discordar. O que não podem esperar é que eu me cale e vá para o meu cantinho chorar. Contra-argumentar, educadamente, não é não aceitar quem não concorda comigo. É simplesmente ter a minha opinião e defendê-la. E isso, desculpe, mas continuarei a fazer. Educadamente, repito. Que nunca creio ter ultrapassado a fronteira da boa educação.

Pegadas disse...

Acho degradante que esse senhor Opine de forma tão convicta acerca de um assunto sobre o qual nada sabe. Suponho que o meu filho de 5 anos também se insere na categoria de Calimero, de cada vez que se despede do pai para o voltar a ver só daí a 4 meses. E eu também, a queixar-me que faço vida de Mãe solteira, mariquinhas dum raio! E o maior Calimero é o meu marido, que está a trabalhar em Moçambique na maior das seguranças (not!) porque quer! Claro que o facto de não ter trabalho na área e na idade dele cá em Portugal não tem nada a ver. Calimeros, é o que nós somos! Sem comentários!

HOPE disse...

"Já o emigrante Calimero tem uma génese diferente. Com 20 e poucos anos de idade, uma licenciatura de Bolonha na mão e militante activo da geração Lol, acredita que tudo na vida é fácil e instantâneo como os likes do Facebook ou os posts do Instagram. Quer um emprego, uma oportunidade. De preferência no burgo onde vive, bem pago e, claro está, de acordo com o que andou a aprender nas cadeiras na faculdade. Habituou-se à boa vidinha que Portugal oferece. Mas esqueceu-se que a boa vidinha tem que ser paga com bom trabalhinho. E o bom trabalhinho nem sempre é aquele que queremos. Mas aquele que há."

Estou totalmente de acordo com o texto. O Nuno Ferreira não está a falar de todos os que se vêm forçados a emigrar, nem daqueles que vêm na emigração uma oportunidade de crescimento. Está a falar dos que, coitados, nunca tiveram de arregaçar as mangas, porque sempre tiveram tudo de mão beijada, daqueles que não cresceram, não amadureceram, não se fizeram à vida. Esses são calimeros, sim.

Maria Nascimento disse...

Ele não se refere a todos os emigrantes mas a um grupo específico, sobre o qual se debruça. Convém não deturpar completamente o que o rapaz escreveu.

Maria Nascimento disse...

Ele não se refere a todos os emigrantes mas a um grupo específico, que identifica e sobre o qual se debruça. Convém não deturpar o que o senhor escreveu. E nalguns pontos tem razão.

NM disse...

SMS, Patricia Alves Romão,

A mim não só não me espanta a profissão do senhor como quase ponho a minha mão direita no fogo em como leciona na mesma instituição em que se formou... Reconheço esta "bolha actimel" (sim, porque quem fala assim vive certamente numa redoma) a léguas... Também botei faladura sobre o assunto aqui: http://calmacomoandor.blogspot.pt/2014/01/ja-nao-ha-pachorra-para-parvalhoes.html

NM disse...

SMS, Patricia Alves Romão,

A mim não só não me espanta a profissão do senhor como quase ponho a minha mão direita no fogo em como leciona na mesma instituição em que se formou... Reconheço esta "bolha actimel" (sim, porque quem fala assim vive certamente numa redoma) a léguas... Também botei faladura sobre o assunto aqui: http://calmacomoandor.blogspot.pt/2014/01/ja-nao-ha-pachorra-para-parvalhoes.html

Nadinha de Importante disse...

Não há pachorra é para pessoas assim! Para Nunos Ferreiras que vivem num mundo distante da realidade!!

nadinhadeimportante.blogspot.pt

Orquidea disse...

Embora tenha um trabalho muito importante para fazer, nao me consigo concentrar depois de ter lido este artigo tão, tão... vazio, cruel e injusto! Este senhor cometeu o erro de generalizar e quando se faz isso, em qualquer situação, corre-se o risco de ser injusto. Em 2000 qd terminei o meu curso, cometi a loucura de aceitar uma bolsa de investigaçao, atras de bolsa, e outra bolsa, sim tal como muitos outros loucos no nosso pais, fiz investigaçao durante 12 anos. Levei o nome do nosso pais ao estrangeiro por varias vezes, recebemos premios (mas nao somos condecorados, porque apenas somos investigadores!). Fui louca ao ponto de ter emigrado para aprender ainda mais, de modo a poder contribuir mais e melhor para o que se fazia no nosso departamento. Em 2010 cometi outra loucura e tive uma filha. Azar dos azares, terminei o doutoramento (outra loucura) e nao tive mais financiamento para continuar a fazer investigaçao. Para ajudar a loucura, casei-me com um investigador! Como a fundação que nos paga as bolsas é uma coisa fenomenal, ficamos sem receber qualquer salario durante 7 meses pq qd se renova um contrato, dizem ser normal demorar algum tempo ate se receber o salario que nos é devido (7 meses parece-me de facto um tempito razoavel!). Este ano, cometemos outra loucura e decidimos vir embora de Portugal porque a nossa filha merece mais e melhor! Porque ainda bem que existem paises onde ser investigador não é uma loucura! Gosto do sitio onde estamos, somos felizes e tudo o que conseguimos na vida é graças a trabalho e muita dedicação. Deixamos os pais/avos/tios de coração partido, mas cheio de esperança num futuro melhor! Esse senhor talvez devesse pensar duas vezes antes de escrever o que publica e nas pessoas que vai magoar. É outro erro cometido, deveria tentar colocar-se na posição das pessoas que teem que emigrar. Espero que a vida dele seja sempre fenomenal e que nunca tenha que abandonar a "vidinha" que por ai tem! Para alguem ser brilhante, tem que ser alguem com uma visão muito mais avançada que a de este senhor. Para mim é apenas mesquinho e mediocre. Peço desculpa se ofendo alguem, nao foi com intenção!

Ana Couceiro disse...

"Talvez ele não emigre (o que é uma pena)"

O QUE É UMA PENA!!!
É mesmo Sónia... ;)

Sem palavras.

Daniel disse...

Até parece que a cronica foge assim tanto da realidade, sobretudo referindo-se ao grupo a que se refere...



cat-bloom disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cat-bloom disse...

SMS, gostava de dizer que adoro o seu blog. E que a admiro.
Leio sempre, e comento quase nada. Hoje é o dia.
Ainda que invariavelmente concorde com o que aqui se diz, hoje expresso que nem tanto.
Talvez porque conheça o Nuno Ferreira, e lhe perceba a acutilância, concluo que as suas palavras não definem nada o homem que está por detrás do post que lhe dedica. Quando se conhecerem, num futuro próximo, concluirá, depois, diferente.
beijinho

Cherry Pie disse...

A este tipo de "cronistas de bolso" que adoram escrever artigos de opinião provocatórios para terem protagonismo, não lhes dou o mínimo de credibilidade. É que na minha opinião, mesmo que em alguns pontos escreva algo de pertinente, tudo isso se esfuma no resto das bacoradas do senhor. Que legitimidade tem para falar do que provavelmente não viveu, não sentiu ou sofreu. Há quase um ano que o meu namorado se viu obrigado a emigrar para o Brasil e acreditem que não foi por falta de procura. Mas lá está, ele é um sonhador, um parvinho que acha que lá por ter uma licenciatura em engenharia e um MBA pode almejar algo mais do que ser caixa de supermercado ou trabalhar em limpezas. Obviamente não existe qualquer desprimor nestas profissões mas lá está, há sempre estes calimeros que se esforçaram e sonham algo de mais e melhor para si.

Juanna disse...

Eu choro! E choro muito! E tenho imensas saudades da minha mãe, dos meus avós, amigos, irmãos e primos. E tenho saudades da comida, das praias e do sol. E sou uma chorona imbecil porque até vivo a 600km de casa, no big deal. Pois então sou uma calimera, con mucho gusto.