domingo, 23 de Fevereiro de 2014

Sábado

Acordar, levar o miúdo do meio ao jogo de sábado, contra o não sei quantos da Pontinha. Mãe artilhada de cachecol do clube (se é para ser dona Dolores, é para ser dona Dolores em bom, com tudo a que uma mãe tem direito), "vai Martim, chuta, vai-te a eles!" e coiso, mas a cabazada foi das grandes, 11 a 5, e o miúdo a controlar o choro no fim da partida, calma puto, não chores aqui à frente dos outros, respira fundo, amanhã será melhor.
Sair dali a correr, ir dar banho ao jogador triste, vesti-lo, voar para o restaurante onde a boadrasta aniversariante (60 anos e ninguém diria) já estava à espera para o almoço-festa, pedir que a refeição do mais velho viesse mais depressa que a dos outros, que o atleta tinha de estar no clube às 13h45 para o jogo das 15h, sair ele e o pai a correr, voltar o pai para o almoço. Almoçarmos todos juntos, depois seguimos para casa do pai e da boadrasta para o bolo, o Ricardo sai de cena (de novo) para ir ver a segunda parte do jogo do mais velho e para, depois, trazê-lo para a continuação das festividades (o pobre também perdeu o jogo, foi um fim-de-semana negro para o clube dos meus moços).
Cantámos os parabéns, bebemos uma taça de champanhe, rimos com histórias de pergaminhos anormalóides, tudo isto com a minha irmã, cunhado e sobrinho que vieram passar o fim-de-semana (e tão bom que foi).
Saímos dali e fomos todos para Caxias, dar um grande beijo de parabéns à querida Raquel Brinca, pelos 5 anos da sua HUG. Gosto tanto dela, tanto, e era impensável não ir lá dar-lhe um abraço apertado e festejar esta importante data.
Novo voo, para casa. Jantar depressa e aperaltarmo-nos para o concertos dos rapazes, no Teatro Armando Cortez. Família a caminho, rapazes de guitarras às costas, espectáculo a começar às 22h, mãe de lágrima no olho (ah, um filho se um filho no palco comove, dois comove ao quadrado), pai a filmar, avós a disfarçar a baba. E pronto. Tocaram muito bem, todos concentrados, foi logo a primeira música mas o show anual da escola durou até à meia-noite e um quarto, com actuações incríveis.
Quando chegámos a casa, estávamos mais ou menos como se tivéssemos sido atropelados por mais um sábado hiperactivo.
Os rapazes estão do lado direito - um de verde, na primeira fila, 
o outro de encarnado, um pouco mais atrás.


A actuação

Os agradecimentos finais

4 comentários :

Carla Brito disse...

Já me tinha parecido que os teus filhos andavam na mesma escola que o meu Homem!
O meu Homem também anda nessa escola em aulas de guitarra elétrica! :)
Adorei o concerto! Foi muito bom!

Catarina Leitão Martins disse...

Muitos parabéns pelo dois guitarristas/futebolistas, e como pontinhense de gema informo que o clube em questão é o CAC da Pontinha ( Clube Atlético e Cultural ), que, com o apoio de muitos, continua a sua bonita missão de "tirar" os jovens da rua atraíndo-os para o desporto. Numa zona com tantos problemas, o CAC continua a ser o refúgio de muitos miúdos... :) Mas de qualquer das formas, parabéns; 11 a 5 é um resultado honrado!

Rita Carvalho disse...

"táli! táli! táli"! Irmã babadíssima, também!

Sandra disse...

Olá Sónia, sou uma leitora anónima, que me divirto imenso a ler os teus posts.
Mas venho esclarecer, que a equipa não sei que da Pontinha, é o CAC,
um clube de onde já sairam alguns bons jogadores e o mais conhecido é o Beto do Sporting.
Acompanhei durante alguns anos este clube, uma vez que o meu primo era jogador, e continuo a jogar como futebolista, em equipas pequenas e hoje é treinador de futebol de crianças na Suiça.
Temos que apoiar todos os clubes, porque é dos mais pequenos que Às vezes surgem os grandes futebolistas, relembrar o caso do Ronaldo.
Que seus meninos também venham a ser uns grandes jogadores ;)
Felicidades